Devaneios
Sinto-me só, mais que de costume
Meus sentimentos não assume
Mas sinto-me solitário...
Talvez nem esteja só...
Comigo ainda vive minha dor
A tristeza aumenta meu torpor
E a saudade insiste ser minha companheira.
Procuro agarrar-me ao meu passado
Dias de amor intenso e carinho abundante
Beijos constantes, demorados afagos.
Olhares maliciosos e gestos lascivos
Movimentos precisos dos corpos a bailar
Sorrisos doces cheios de esperanças
Como crianças vivíamos a sonhar.
Belos momentos que me trazem alegrias
Torno àqueles dias, cheio de pesar.
Como voltar? Se nem sei o porque
Sinto-me tão só, estando junto á você.
Sinto-me só, mais que agüento,
Nesse momento, queria voltar
Aquele tempo, quando se iniciou
Nosso afeto, nosso carinho, nosso amor.
Por fausto (poti)