Um dia vou acordar e saber que foi um sonho
Um pesadelo medonho uma noite mal dormida,
Vai sarar essa ferida que arde dentro do peito
O tempo dará um jeito de apagar essa amargura,
Essa grande desventura, tudo isso será desfeito.
Vou levantar logo cedo dar-te um beijo de carinho
Me aconchegar bem pertinho do teu corpo desnudado
Colar meus lábios em teus lábios te apertar contra o peito
Deitados em nosso leito fazer amor tresloucado.
Agir como um desvairado sem importar com respeito
Sentirei mais uma vez a quentura emanar
Voltarei a desbravar esses caminhos emaranhados
Por algum motivo fechados, mas que eu os abrirei
E novamente sentirei o furor e a paixão
Nos corpos em combustão, muito prazer te darei.
Terei assim dominado esse instinto animal
E depois de ter findado esse ato bestial
Voltarei a ser humano porem ainda profano
Mas com semblante angelical.
Porem enquanto não chega, a hora de acordar,
Vou seguindo a amargar a realidade afinal,
Pesadelo pelo qual já me sinto esvaecido
Sub julgado, perdido, sem ter mais o seu carinho,
Me sinto um tanto sozinho, pela solidão vencido.
Procuro por ela em vão, mas não encontro ninguém,
Será que existe outro alguém que esteja tirando-a de mim?
Se for desse jeito assim, quero acordar outro sono,
Fugir desse abandono despertar desse embaraço
Aluir-me em outros braços, gozar de outros carinhos,
E acordar bem cedinho despido desse cansaço.
Por fausto (poti)