Calm’aria

 

 

 

Deitada no leito, a mão sobre o peito,

A outra, aos cabelos;

Seu corpo deitado, eu ali ao seu lado,

Repleto de zelos.

 

E zelosamente, sorrio alegremente,

Ao vê-la saciada;

Agora adormecida, de bem com a vida,

Dorme sossegada.

 

Sinto contente, seu corpo inda quente,

Pelo furor da paixão;

Ah... Essas paixões flamejantes, que só os amantes,

Sabem como são.

 

Olho o seu rosto, ainda sinto o gosto,

De seus doces beijos;

Sua pele formosa, qual seda mimosa,

Poço de desejos.

 

Ali bem quietinho, dela bem juntinho,

Ouço sua respiração;

Tal anjo inocente, dorme docemente,

Ó minha paixão.

 

Quem te ver assim, duvida de mim,

Ao me ouvir falar;

És um furacão, mulher em ação,

Tens o dom de amar.

 

 

 

Por fausto (poti)

 

 

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