Bodas de OURO - Ivam e Wilma

 

A árvore

A árvore, como todo ser animado, nasce, cresce e se reproduz. Mas, para poder se reproduzir ela precisa encontrar outra árvore com quem possa compartilhar o pólen de suas flores. Ao compartilharem pólen, as árvores realizam o milagre da vida. As suas flores se fecham, gerando frutos. Frutos, estes, que caem na terra e buscam desenvolver-se, multiplicando a vida.
Pois bem. Há duas ÁRVORES, aqui, neste momento, que estão sendo homenageadas. Uma árvore alta, com sua copa coberta pelo líquen acinzentado. Outra, mais baixa, morena, onde os liquens não conseguiram mudar muito a coloração de sua copa. Estas duas ÁRVORES são especiais. Não fincaram raízes em diversos locais por onde passaram, apenas nesta cidade de Valença.
Estas duas ÁRVORES são árvores da mesma espécie e vieram do mesmo local. Das margens do Rio Catu para as margens do Rio Una.
Estas ÁRVORES, ainda no Catu, se conheceram e se enamoraram. Levaram algum tempo, confesso não saber quanto, até que decidiram entrelaçar seus galhos, folhas, raízes... Casar. Passaram a trocar polens incessantemente. Polens de amor, afeto, respeito, carinho, honestidade, fecundidade, esperança, generosidade, luz, fé, alegria e união. Não deve ter sido fácil.
Nada na vida destas duas ÁRVORES foi fácil. Sabemos que desde cedo elas aprenderam a lutar e a conquistar o que merecem. Vivenciaram dores, perdas, angústias, tristezas... E ganhos: seus frutos. Cinco foram os frutos destas ÁRVORES. Estes frutos são em número de cinco. Cinco frutos muito diferentes e muito iguais. Muito diferentes e muito iguais. Diferentes e iguais.
Estes, ao amadurecerem, foram ao solo encontrar seus caminhos, seus destinos, suas vidas.Eles lutaram e ainda lutam para conquistar as coisas boas da vida. E estes frutos, no solo fecundo que é a vida, também viraram árvores, e também encontraram outras árvores e deram seus frutos.
Assim é a vida. Assim é a vida iniciada há muitos anos. Não sei como, nem por quem. Mas a vida foi iniciada e continuada pelas diversas árvores deste mundo, inclusive estas das quais falo. E estas ÁRVORES podem ser individualizadas de diversas maneiras. Especialmente pelos nomes, Wilma e Ivam, recebidos de outras árvores. Wilma e Ivam se casaram em 14 de janeiro de 1956 na Igreja de Nossa Senhora Santana, na Cidade do Catu. E lá tiveram quatro de seus filhos. Lá nasceram Álvaro, Jorge, Carolina e Rosalvo. Em S. Gonçalo dos Campos, nasceu Rita. Com seus filhos, Ivam e Wilma viajaram meia Bahia, em busca do refúgio seguro. Tantas Vitórias e Conquistas, meu Santo Antônio. Ô meu Jesus... Tanta Cruz, tantas Almas... Nem todos os seus frutos estão aqui presentes. Nem todos podem estar aqui presentes. Amigos, familiares... Muitos estão longe... Outros tantos já se foram. Mas a vida se renova. A troca de polens continua. Os polens produzidos por Ivam e Wilma ainda são sorvidos por eles mesmos e pelos seus. Filhos, filhas, noras, genros, netos e netas. Todos a seu redor sorvem seus polens de amor, afeto, respeito, carinho, honestidade, fecundidade, esperança, generosidade, luz, fé, alegria e união. Nos caminhos da vida, a mesma vida em que Ivam encontrou Wilma, Álvaro encontrou Norma, Jorge encontrou Nilzete e Leia, Carol encontrou Eduardo, Rosalvo encontrou Débora, e Rita encontrou Stéphane. Assim podemos estar aqui hoje. Eu, Tiago; Renata, Daniel, meu irmão Gabriel, Paula, Luana, Priscila, Ivam, Carine e Thierry.
Muito obrigado VIDA!!! Muito obrigado meus avós Ivam e Wilma. Parabéns. Obrigado a todos que aqui estão. E aos que não mais estão, o nosso amor e respeito.
Falo aqui em nome de todos nós descendentes de Ivam e Wilma, mas especialmente em nome de meu pai, Alvinho, que infelizmente não está mais aqui, e tenho certeza, estaria muito alegre ao celebrar os 50 anos de casamento de seus pais. Afinal, ele nasceu exatamente nove meses depois de celebrada esta união.
FELIZ ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO. Que estes 50 anos de união e fecundidade tragam exemplos de vida e fé a todos nós.
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Valença, 14 de janeiro de 2006. Tiago da Cruz Batista

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