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New England

Fabricante: Goldsieber
Designer: Alan Moon e Aaron Weissblum

Ano: 2003
Jogadores: 2- 4

por: Fabio Tola

Mais um poquinho de colonização!


A primeira vez que vi a capa do New England, seguido de comentários que a dupla Alan Moon e Aaraon Weissblum (San Marco, Capitol) estava fazendo um jogo de colonização onde os pioneiros americanos brigavam pelos recursos pra poder plantar a terra e construir suas fazendas, me veio à cabeça: putz - lá vem um clone do Puerto Rico!

Felizmente, nesse ponto eu estava bem enganado :-)

O jogo é o que a dupla de autores costuma fazer de melhor: pega-se uma idéia simples de mecânica e a partir dela se constrói o jogo.

Os elementos extras à essa mecênica básica, colocados na medida certa, dão o tema ao jogo e tiram o seu ar de abstrato.

Criação de ovelhas do Mr. Winslow,
já com um celeiro e cais.


Simples e elegante, o New England apresenta nada mais do que um tabuleiro quadriculado, com dois lados em contato com o Oceano Atlântico. Cada jogador representa uma família de pioneiros, que começam colocando as sedes de suas fazendas em três tipos diferentes áreas (animais, alimentos e vilas).

A partir daí a cada turno são oferecidos tiles pra expandir o terreno dessas produções, cartas pra se poder realmente construir coisas naquele terreno e melhorias (como mais colonos, navios e celeiros).

Quatro famílias diferentes de pioneiros brigam pelo seu pedaço de terra: os Howlands, Winslows, Palmers e Annables.

E é onde entra a mecânica legal - pra você escolher primeiro os ítens que te interessam, você tem que ganhar eles num leilão - que não é feito de forma convencional:

No canto do tabuleiro estão moedas com valores de 1 à 10. Em ordem de turno cada jogador escolhe uma das moedas. Elas indicam (da maior pra menor) a ordem em que cada jogador escolhe 2 ítens pra comprar - mas a moeda indica também o preço que ele vai pagar por cada um deles!


Muito bem sacada, ela causa situações aonde é interessante ser o primeiro (pra pagar alto e pegar só um ítem importante) ou pagar só 1 por construção mas ser o último a escolher.


A briga real é por mais trabalhadores (que te dão mais dinheiro todo turno) e por cartas de construção. Essas cartas pegam um terreno que você controla e permitem que você torne aquela área produtiva (virando o tile de cabeça pra baixo - ele tem duas faces: improdutivo e produtivo). Mas com um detalhe: cada carta tem um formato exato que você pode melhorar no quadriculado do tabuleiro (tipo um quadrado 2x2, ou em forma de L).

A fazenda do Mr. Winslow antes e depois de começar
a produzir. Pra que isso fosse possível, Mr. Winslow teve que comprar a carta de melhoria no formaro certo (em L) e ganha 6 pontos de vitória por isso.


Cada uma dessas cartas, que devem imediatamente ser usadas, valem pontos de vitória que são somados ao fim do jogo e determinam o ganhador. Ter a maior quantidade de trabalhadores, navios ou celeiros oferece também pontos de bônus.

Por trás da simplicidade das regras e na elegância do jogo, uma disputa ferrenha pelo espaço pra expandir seus terrenos (que é limitado) e balancear isso com agarrar as cartas de cosnstção pra esses terrenos do formato exato e no momento certo. Em pouco mais de uma hora de partida as tiles ou as
cartas se esgotam e o jogo termina.

Ops! Mr. Winslow tem um vizinho...
Mr. Palmer começa a expandir suas terras

Jogadores mais experientes, que já sabem a quantidade exata de todos os tipos de cartas podem desbalancear um pouco o jogo contra novatos - mas já exiete disponível no BGG algumas fichas pros jogadorers marcarem o que já saiu e o que ainda não.

Na medida exata de abstração e tema, o New England mostra cada vez mais que é possível se ter um jogo-família que possa ser simples e ao mesmo tempo estratégico. Sem dúvida se junta ao San Marco como um dos dois melhores títulos da dupla de autores.


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