Últimas Resenhas

Ordem Alfabética

Tipo de Jogo
- Card Games
- Family Games
- Boardgames
- Party Games

Puerto Rico

Fabricante: Alea / Rio Grande
Designer: Andreas Seyfarth
Ilustrador: Franz Vohwinkel
Ano: 2002
Jogadores: 3 - 5

Descrição:
(por Eduardo Loureiro Jr.)


Neste jogo, os participantes representam o papel de exploradores da colônia de Puerto Rico, cada um com um tabuleiro individual representando a zona rural (plantações) e a zona urbana (cidades). Para ganhar o jogo, é preciso acumular o maior número possível de Pontos de Vitória.

Para conseguir esses pontos é preciso embarcar mercadorias, construir prédios e conseguir bônus. As mercadorias são produzidas através de uma combinação de plantações, refinarias e colonos. As refinarias, assim como os prédios, são construídas gastando-se dinheiro. Obtém-se dinheiro vendendo mercadorias ao invés de embarcando-as. Os prédios oferecem benefícios para os jogadores que os possuem.

Os jogadores atuam a partir de cartas de personagem: Colono, Capitão, Arquiteto, Prefeito, Supervisor, Garimpeiros... O jogo é dividido em rodadas, fases e vez. Em cada rodada, cada jogador escolhe um personagem, cada qual iniciando uma fase. Em cada fase, o jogador que escolheu a carta de personagem exerce um privilégio. A cada vez, cada jogador realiza uma ação permitida pela carta da fase.

O jogo acaba quando não houver mais colonos ou fichas de Pontos de Vitória disponíveis, ou ainda quando um dos jogadores tiver preenchido completamente sua cidade com prédios e refinarias. Cada jogador soma suas fichas de ponto, mais o valor de seus prédios, mais os bônus a que porventura tiverem direito. Vence quem tiver a maior soma.

Há uma coisa estranha em Puerto Rico, que levei algumas partidas para perceber: o jogo acontece como se os jogadores estivessem em universos paralelos. Ao invés de um tabuleiro único, cada jogador fica com um tabuleiro individual representando a colônia de Puerto Rico. Cada tabuleiro vai mostrando, então, o tipo de colonização realizado por cada jogador. O estranho é que esse isolamento dos jogadores em seus universos paralelos é apenas ilusório.

Os recursos (plantações, mercadorias, prédios) são comuns, e a colonização de cada participante afeta diretamente a colonização do outro. Essa influência se dá através do tempo. As decisões que um jogador pode tomar não são boas ou más em si, mas dependem do que os outros jogadores realizaram antes e realizarão depois. Se você resolver produzir mercadorias, o jogador seguinte resolver exportar, e não houver lugar suficiente nos navios, você pode acabar com suas mercadorias estragadas. Uma das lamentações mais freqüentes que se pode ouvir ao final de uma partida é "eu não pensei que a partida fosse terminar agora". Essa é a grande vantagem de Puerto Rico: as decisões de cada jogador contam, e bom planejamento garante uma boa posição na partida. O efeito, talvez negativo, talvez inevitável, é que Puerto Rico não lhe dá uma segunda chance.

Uma única besteira, uma decisão errada, e você não terá chance de vencer a não ser que um outro jogador, ou todos os outros, cometa uma nova besteira que o redima. Se você é uma daquelas muitas pessoas que não sabe organizar seu próprio tempo, então passe longe de Puerto Rico; ou então jogue-o compulsivamente, transforme-o num curso intensivo de como fazer decisões na ordem correta para que os resultados lhe sejam benéficos.

É um jogo pra pensar, não pra passar o tempo. Em Puerto Rico, o tempo é que tenta passar você.


 novas | artigos | jogos | faça vc mesmo! | comunidade | links

Hosted by www.Geocities.ws

1