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Alhambra
Fabricante:
Queen Games
Designer: Dirk Henn
Ano: 2003
Jogadores: 2- 6 |
por:
Fabio Tola
Relançamentos
de jogos são até que comuns na Alemanha -
uns tem uma nova edição alguns anos depois
com tema completamente diferente, outros alteram completamente
o tema e visual quando são importados e produzidos
nos Estados Unidos.
Mas esse ano começou com uma ocorrência mais
rara. Dois jogos foram relançados com temas diferentes
dos seus antecessores e com alteração substancial
nas regras: o Alhambra
(que já foi lançado anteriormente como Stimmit
So! e Al
Capone) e o Edel,
Stein & Reich (remake do
Basari).
Ambos atingiram maior popularidade dessa forma, tiragens
maiores e mais recentemente um deles ganhou o respeitado
prêmio de Jogo do Ano (Spiel des Jahres) na Alemanha....
O que nos leva à sua resenha:
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Alhambra:
cartas, tiles e tabuleiros.
(clique na figura para ampliar)
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Nada
melhor do que ser um grande regente islâmico e assim
poder construir seu próprio palácio, e neste
poder contruir seus jardins, bibliotecas e torres. Mas nem
tudo são flores no planejamento e obras - a demanda
por essas construções está em alta
e todos os trabalhadores são estrangeiros, cada um
exigindo pagamento na sua moeda local.
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As
cartas de 'dinheiro' e os prédios disponíveis
pra cada moeda diferente...
(clique pla ampliar)
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O
jogo é bastante simples e possui três
componentes básicos: as cartas, que representam
o dinheiro no jogo - em 4 cores e vão de
1 à 9.Cada
cor representa uma espécie de moeda diferente.
Os
tiles são outro componente, que representam
os tipos de construções a serem oferecidas
todo turno. E um tabuleiro, com espaço para
as 4 nacionalidades de construtores (as 4 cores),
onde se colocam os prédios oferecidos aos
jogaodres.
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Cada
jogador no seu turno pode fazer só uma ação:
pegar uma carta de dinheiro pra si entre as 4 abertas na
parte inferior do tabuleiro (ou duas se o valor das cartas
somadas for inferior a 6), ou ele 'compra' um dos prédios
oferecidos no tabuleiro. Para realizar essa compra, deve
pagar o valor impresso no prédio com cartas
na cor exata de quem a construiu. Ele pode pagar
a mais, mas nesse caso não recebe troco! É
permitido se juntar mais de uma carta para somar o valor
necessário. E a parte estratégica da coisa:
se ele pagar o valor exato pedido pelo
prédio, ganha outra ação imediatamente,
podendo comprar mais um prédio ou pegar dinheiro.
Após
a compra do prédio, vem outra parte do jogo
- na sua área individual (que representa o
palácio) ele deve encaixá-lo na melhor
forma possível e seguindo uma série
de regras simples ( por exemplo: as pessoas tem que
poder atingir o prédio sem atravessar muros).
Prédios
comprados que não podem ser construídos
no momento vão para o pátio do jogador,
que gasta uma ação para colocá-lo
em outro momento mais adequado. |
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O
Palácio Real... |
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Em
três momentos diferentes ditados pelo deck
de dinheiro, acontece a pontuação. É
feita a contagem e se pontuam os jogadores que tem mais
prédios de cada um dos seis tipos diferentes.
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Alguém
aí conhece uma boa casa de câmbio???
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E
assim o jogo segue de forma bastante agradável
e interativa de 2 à 4 jogadores - onde você
realmente pode ter controle sobre o momento certo
para realizar suas ações e acompanhar
a disputa nos diferentes tipos de prédio.
Mas
o paraíso até 4 jogadores vira algo
bastante desocnfortável com mais gente -
o tempo entre suas jogadas se extende cada vez mais,
fica difícil de ter manter uma boa visualização
sobre o que ocorre na mesa e cada vez mais seu papel
passa de jogador ativo à espectador, que
vê uma construção nova e interessante
aparecer e nem ao menos chega na sua vez para tentar
comprá-la.
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Um
jóia duplo pro vencedor do SdJ desse ano... Excelente
e agradável jogo-família (desde que sua família
não tenha mais de 4 jogadores!), que mistura cartas
e tile-placing de forma inteligente e mostra
que um relançamento 'melhorado' pode fazer mais sucesso
que seu antecessor.