Tempestades Tropicais (Tempestades de Raios)
Ao contrario do que a grande maioria dos Canoístas acredita as tempestades de
verão são um dos maiores perigos em potencial neste esporte.
Eu mesmo já tive péssimas experiências a respeito, uma delas a uns 15 anos
atrás realmente ruim. Cheguei a sentir cheiro de ozônio. Aquele cheiro
característico de tempestades de raios.
Todos
os anos nos EUA de 30 a 100 barcos são atingidos por raios.
Se
procurar no Google a expressão atingido por raio terá 250.000 resultados.
Se
procurar pela expressão Lightning-strike encontrará 1.600.000 resultados
para Lightning-Strike at sea 275.000 e para Lighting-strike Kayak 772!!!
Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) o Brasil é o pais do mundo mais atingido por raios e que tem o maior índice de mortes e prejuízos causados por raios.
Todo
ano cerca de 100 pessoas são mortas por raios e 300 antigidas, obviamente
com seqüelas permanentes. Todos dados do INPE. Isso equivale a 10% dos
acidentes fatais com corrente elétrica registrados no mundo.
Existem algumas dicas sobre o assunto que eu pessoalmente sigo a risca! Algumas delas são da Guarda Costeira Americana.
Evite
os finais de tarde no verão.
Ao
atravessar longos trechos de mar aberto observe as condições metereológicas.
Procure pelas nuvens Cumulus-Nimbus (CB) que é de onde vem os raios.
Ao
enfrentar condições de raios, navegue o mais próximo da costa possível.
A corrente elétrica sempre percorre o menor caminho e no mar o seu remo é
o menor caminho. O ponto mais alto é o que é atingido.
Se
as condições forem realmente ruins, como o que acontece muito no Litoral
norte de SP, por exemplo, saia da água. Eu já pequei tempestades tão
ruins de raios que fui obrigado a subir na costeira.
Se
houver condições de desembarque, proteja a pedra com um neoprene, ou
colete e apóie o casco do caiaque em cima. Se estiver muito batido, o
desembarque nas pedras pode ser mais perigoso que a própria tempestade (bom
censo, portanto). O ideal que já fiz algumas vezes é ancorar o caiaque
(sempre levo uma pequena ancora 1,2kg) e nadar para as pedras.
Esperar a tempestade passar e continuar a remada.
Veleiros muitas vezes são atingidos sem danos, pois a
corrente elétrica corre pelo mastro, pelos estais, pulando para água pelo eixo
do hélice, pelo ambiente salino entre os estais e o mar, pela sonda do
ecobatimetro... Em um caiaque, a morte é certa.
Muitos surfistas já morreram atingidos por raios, remando
estamos no mesmo ambiente.
É de vital importância aprender a observar as condições metereologicas e evitar ficar exposto quando houverem condições de raios.
Procure sempre pelos Cúmulos Nimbos, e observe se as condições de vento e sua rota vão levar diretamente para baixo destas nuvens. Muitas vezes ocorrem os Cúmulos Nimbos dentro de outras formações de nuvens, portanto o ouvido é o nosso "radar metereológico". Ouça os raios e tome as providencias cabíveis.
Em qualquer situação por pior que seja mantenha sempre a calma e a frieza. O raciocínio Flui melhor e a situação parece mais clara.
Em constante construção.
Quem tiver maiores informações, enviem para mim, serão de grande utilidade à construção deste site.
Texto adaptado de um tópico que postei em um fórum de canoagem.