MÁSCARA:

por Rafael de Camargo

A mascara oculta a verdadeira feição das pessoas e protege sua identidade, uma necessidade que presumo ser de primeira ordem à maioria das pessoas. Se você pensar sobre quem você realmente é e se chegar a alguma conclusão, verá que realmente poucas são as pessoas que te enxergam da mesma maneira, isso porque na frente das pessoas você tem uma máscara.

Temos uma máscara triste, uma de bravo, uma de contente e assim por diante totalizando um numero infinito de tipos. Elas são uma poderosa armadura que nos protegem de críticas a nossa verdadeira pessoa, pois se alguém não consegue te ver não consegue te atacar. Se recebermos uma crítica pelas nossas mascaras não há a menor preocupação, caso seja necessário é só trocar o modelo e pronto, não dói nada, você sabe que não é ridículo, mesquinho ou bobo, pois não é você mesmo naquela situação.

Mesmo assim, a máscara que nos dá poder pode nos trazer problemas, se não a conseguimos tirar. Sempre que algo consegue nos alcançar na essência representa grande perigo já que pode ser algo que realmente pode te machucar, mas às vezes é preciso correr esse risco. Quando você gosta de alguém, simplesmente não consegue viver mascarado, você precisa revelar sua real forma, afinal corre grande risco da pessoa gostar da máscara e não de você. Mas e se no momento em que você se revela, isso causa repulsa, desprezo da pessoa amada? Creio que isso seja uma das piores sensações possíveis, pois a opinião de ninguém importa mais para você do que a dela. Mesmo que você tenha mentalizado uma boa auto-estima, eu sou legal, eu sou gostoso, eu sou “o cara”, é impossível que ela não seja abalada, afinal se usarmos de lógica, você não pode se contentar apenas consigo mesmo, isso é o básico para ser feliz, mas não evita que você esteja sozinho e triste.

Por isso é mais fácil mostrarmos nosso âmago a alguém à toa, que você não dá a mínima, desabafar algo muito pessoal com alguém totalmente estranho, essa pessoa não é nada para você e então mesmo você se expondo ao Maximo, ela não pode lhe fazer mal.

Entretanto meu conselho é que você não se exponha à toa nunca, mesmo que a pessoa naquele momento não seja nada, você não é capaz de antever o futuro. Usando da mascara você se torna versátil e se adapta a qualquer ocasião. O momento certo de ser transparente é apenas com alguém que você possa confiar ou que represente muito para você, que você goste muito. A pessoa que se torna um livro aberto, transparente ao extremo pode parecer mais sem graça q uma dissimulada, que tenha um comportamento incompreensível, porém essa tem uma vantagem impar, só ela tem a certeza de que é aceita como ela é, de ser verdadeiramente querida o livro quando fechado nos traz vontade de abri-lo nada mais. Depois disso se o que estiver dentro não for bom, paramos de ler nas primeiras folhas, não vale a pena gastar mais tempo querendo ler do que lendo um livro, isso nos faz sentirmos muito estúpidos


 
 

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