Talvez o mundo não seja tão bonito quanto
imaginamos. Muitas vezes nos decepcionamos, porque acreditamos na boa
intenção das pessoas, que certas vezes existe só
na nossa cabeça. E essas decepções nos fazem pensar
se vale mesmo à pena acreditar nas pessoas, partir do pressuposto
de que todos são inocentes até que se prove ao contrário.
Será que é isso que é o certo? Não seria mais
fácil simplesmente se fechar e não confiar em ninguém
e só se a pessoa lhe der motivos, incontestáveis, ai sim
dar seu voto de confiança?
É, realmente seria mais fácil, a gente
se machucaria menos, mas eu não creio que isso é o certo.
As suas desilusões anteriores não podem interferir em como
você vai tratar as pessoas agora. Claro que com elas vêm o
crescimento, a gente aprende muita coisa e parte da nossa ingenuidade
acaba indo embora... Mas a nossa confiança de que as pessoas são
boas, não pode ir embora! Porque afinal a pessoa que errou foi
a anterior, as outras não têm culpa disso, elas não
fizeram nada pra receber frieza.
Se todo mundo merece uma segunda chance, como que a gente
pode negar a primeira? Se errando as pessoas já merecem o perdão,
é justo não dar a oportunidade pra elas errarem? Você
acha mesmo isso certo?
Eu prefiro acreditar nas pessoas e correr o risco de
me machucar, do que não acreditar e perder a oportunidade de amar.
É talvez eu seja sim a última das ingênuas, mas eu
vou continuar acreditando, me decepcionando e o mais importante amando.
Porque a vida sem amor, não é a mesma coisa.
Uma vez eu li que:
“Rir é correr o risco de parecer tolo...
Chorar é correr o risco de parecer sentimental...
Estender a mão é correr o risco de se envolver...
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar o seu verdadeiro
eu...
Defender seus sonhos e ideais diante de todos é correr o risco
de perder as pessoas...
Amar é correr o risco de não ser correspondido...
Viver é correr o risco de morrer...
Confiar é correr o risco de se decepcionar...
Tentar é correr o risco de fracassar...
Mas os riscos devem ser corridos porque o maior perigo é não
arriscar nada.
A pessoa que não corre nenhum risco, não
faz nada, não tem nada, não é nada. Elas podem até
evitar sofrimento e desilusões, mas elas não conseguem nada,
não sentem, não mudam, não crescem, não amam,
não vivem.”
Eu acredito nisso e é por isso que eu aceito correr
esse risco. Eu acho que vale a pena, porque “evitar a felicidade
com medo que ela acabe é o melhor meio de ser infeliz”.