Um dia você está na sua casa a noite vendo tv, ouvindo música, lendo revista ou no pc e se você para pra pensar de onde vem tanto conforto, o que é o principal disso você diria: do programa engraçado, da musica da hora, da matéria interessante ou da internet. Mas ai acaba a luz e você vê que o mais importante para tudo isso, era ela.
Ninguém sente falta do que tem em abundância sempre e ai se perde a noção do quanto isso é importante para você. Os teóricos dessa corrente chegaram a conclusão que essa é uma lei que também vale para os relacionamentos. A pessoa que está sempre com você, disposta a te ajudar, que te deixa alegre sempre, talvez não receba o valor que merece exatamente por sua abundância. É estranho pensar que valorizamos mais as ações de quem não se importa tanto conosco apenas porque uma ação boa dessa pessoa é incomum e por isso ganha o status de especial. A pessoa que não está sempre presente nos passa a idéia de que suas ações têm algo a mais, o que recebemos sempre mesmo que tenha a mesma intensidade não é sentido assim. É como se ficássemos calejados.
Logo a solução para estar sempre com alguém e se manter especial mesmo assim é dar a impressão que está se afastando só pra depois voltar e lhe fazer um agrado. Você não pode dar a idéia de segurança plena, que sempre estará lá porque isso é explicado pelas leis de mercado - produtos quando em abundância perdem o valor, quando em falta são valorizados - quando você cria uma expectativa se haverá uma nova “remeça” quando ela chega tem festa!
Seja como um bumerang, vá para depois voltar, mas não deixe isso claro o importante é que não seja evidente que você sempre vai voltar. Não haveria união se não houvesse os momentos de afastamento. Não é preciso algo abrupto para essa distensão, encare isso como mero jogo em que você não ser solicito o tempo todo, manter uma atenção média, fingir que não liga, lhe dá alguns pontos. Faça a tua ausência para que alguém sinta a sua falta, mas não prolongue demais, para que esse alguém descubra que pode viver sem você.
Parece cruel e errado, mas lembre-se que o mundo não é lógico
e que as pessoas não sabem realmente o que querem.