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* ESPERANTE (EM ESPERANTO)
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de Opinio
A Chance - Walcyr Carrasco (Veja-SP
10/3/2004) - Opinio 1
Quando eu tinha 20 anos, a melhor forma de acesso a uma carreira era cursar
a faculdade. Mesmo durante os estudos, era poss�vel ir levando. Um dos meus
primeiros empregos foi de pesquisador. Fazia longas entrevistas com donas de
casa sobre seus h�bitos de consumo. Tamb�m cheguei - oh, vida! - a vender
cole��es de porta em porta, com bel�ssimas encaderna��es. Trabalhei em uma
editora que usava o truque do Esperanto. Uma equipe ia �s escolas para
divulg�-lo. Para quem n�o sabe, o esperanto foi a tentativa de cria��o de
uma l�ngua universal, que unisse todas as existentes. S� como exemplo: gato
era kato, gata, katina. Prometiam cursos gratuitos, desde que as crian�as
fizessem reda��es sobre o tema. As escolas aceitavam, embora ningu�m pudesse
imaginar qual seria a utilidade de tal l�ngua. O mundo dos neg�cios
voltava-se, definitivamente, para o ingl�s. Com as reda��es, conseguiam-se
os endere�os. N�s os vendedores, bat�amos nas casas elogiando a reda��o do
pimpolho e vend�amos cole��es em portugu�s, algumas bem mal escritas....
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Movimento
Nacional em Defesa da L�ngua Portuguesa
Defendo
de Unuopaj Lingvoj
EsperantoBrasil.com
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de Esperanto
Dicion�rio
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Resposta
publicada em A Opini�o do Leitor -
Veja-SP
17/03/2004
http://veja.abril.com.br/vejasp/170304/opiniao.html
Gr�fico
respostas mais comentadas - 17/3/2004 - 2� Lugar - 25%
http://veja.abril.com.br/vejasp/170304/imagens/opiniao_leitor1.gif
Gr�fico
respostas mais comentadas - 24/3/2004 - 1� Lugar - 43%
http://veja.abril.com.br/vejasp/240304/imagens/opiniao_leitor1.gif
Walcyr
Carrasco
O cronista d� a impress�o de que existe um j� conhecido "truque do
esperanto" ("A chance", 10 de mar�o). Falo esse idioma h�
23 anos e nunca vi nenhum truque. O esperanto continua sendo uma l�ngua
transnacional reconhecida e recomendada pela Unesco. Gato n�o era "kato",
ainda �. E gata n�o era "katina", nunca foi. Gata � "katino",
porque feminino se faz com sufixo "in" e substantivo termina em
"o".
Pedro Cavalheiro
Associa��o Universal de Esperanto
Outras Respostas:
1
- Pedro Cavalheiro
2 - Claude Piron
Ao Diretor de Reda��o,
Prezado Senhor Diretor,
Se Walcyr Carrasco ["A chance", Veja S�o Paulo, 10 de mar�o
2004 - pg.114] estivesse bem informado sobre o esperanto, n�o se
perguntaria "qual � a utilidade de tal l�ngua". Na minha
vida, o esperanto tem se revelado muito �til. Tenho viajado em todo o
mundo por raz�es profissionais, especialmente a servi�o da Organiza��o
mundial da sa�de.
Em muitos paises , como Jap�o, Cor�ia, Pol�nia, Uzbequist�o, tenho
achado o esperanto mais �til que o ingl�s. H� gente que fala esperanto
em quase todas as grandes cidades do mundo, e em muitas pequenas, at� na
China, na Mong�lia, em Togo, nos Estados Unidos.
De todos os meios de comunicar entre os povos, o esperanto � o que
oferece a melhor rela��o custo-benef�cio. Eu comunicava melhor em
esperanto depois de seis meses do que em ingl�s depois de seis anos. O
meu portugu�s � desajeitado, e quando estava no Brasil, era feliz de
encontrar tantos brasileiros que falavam um excelente esperanto. Na hora
da globaliza��o, � preciso uma solu��o eq�itativa e pr�tica ao
problema da comunica��o internacional como o esperanto. Submeter-se � lei do mais forte -- ao ingl�s --
facilita
talvez a 'ordem', certamente n�o o 'progresso'.
Atenciosamente,
Claude Piron, 22 rue de l'Etraz, CH-1196 Gland, Su��a
3
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