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A MATEMÁTICA NÃO É UMA CIÊNCIA MAS A CIÊNCIA |
DESAFIO 1
- A RÃ
PERSISTENTE
Quando procurava
água, uma rã caiu a um poço com 30 metros de profundidade.
A subida para sair do poço foi bastante irregular. Todos os dias
ela conseguia subir 3 metros mas durante a noite, recuava 2 metros. Quantos
dias levou a rã para conseguir sair do poço?
SOLUÇÃO
Sabemos que durante
um dia a rã sobe três metros mas durante a noite desce 2,
pelo que ao fim de um dia conseguiu avançar 1 metro. Sendo assim,
ao fim de 27 dias ela subiu 27 metros. Durante o 28º dia ele sobe
3 metros, perfazendo os 30 metros. Concluímos assim, que a rã
leva 28 dias a sair do poço.
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DESAFIO 2-
NAMORADOS
NO BAILE
Quatro pares de namorados foram a um baile. A certa altura o Tiago reparou que:
- A Inês dançava
com o namorado da Helena.
- A namorada do Bruno dançava
com o João.
- A Carmen estava a dançar
com o Bruno.
- A Mónica dançava
com o namorado da Inês.
A namorada do João dançava
com o Luís.
QUEM NAMORA COM QUEM?
SOLUÇÃO
Sabemos que :
1 - A Inês dançava
com o namorado da Helena.
2 - A namorada do Bruno dançava
com o João.
3 - A Carmen estava a dançar
com o Bruno.
4 - A Mónica dançava
com o namorado da Inês.
5 - A namorada do João
dançava com o Luís.
De (3) e de (1)
concluímos que o Bruno, por estar a dançar com a Carmen,
não pode ser namorado da Helena. Da mesma forma, de (3) e de (4)
podemos concluir que o Bruno não namora com a Inês.
Finalmente de (3)
e de (2) chegamos à conclusão que o Bruno não é
o namorado da Carmen.
Logo, por exclusão,
o Bruno namora com a Mónica.
Agora (2) informa-nos
que a Mónica dança com o João.
Comparando com
(4) vemos que o João é o namorado da Inês.
Assim sendo, (5)
diz-nos que a Inês dança com o Luís. Comparando com
(1) ficamos a saber que o namorado da Helena é o Luís.
Finalmente, por
exclusão de partes, concluímos que o Tiago e a Carmen namoram
um com o outro.
Em resumo:
A Inês dança com
o Luís.
A Mónica dança
com o João.
A Carmen dança com o
Bruno.
Sobre a Helena e o Tiago não
sabemos se estão a dançar ou não.
No que se refere a namorados:
O Bruno namora com a Mónica.
O João com a Inês.
O Luís com a Helena.
O Tiago com a Carmen.
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DESAFIO 3-QUEM PARTIU A JARRA?
De repente, ouviu-se
o estrondo de qualquer coisa a partir-se na sala. O dono foi logo para
lá e deparou-se com os restos daquela jarra chinesa que lhe tinha
sido oferecida com tanto gosto.
À volta
dos cacos estavam os seus quatro sobrinhos com ar comprometido.
- Não fui eu - disse logo
a Sofia - foi a Sónia.
- Não foi nada a Sónia
- gritou a Isabel. Foi a Sofia.
- Realmente não fui eu
- disse a Sónia. E também não foi o António.
O dono olhou para
o António mas ele manteve-se calado.
Bem, depois de mais algumas investigações, o dono acabou por descobrir que cada uma das raparigas tinha feito uma afrimação falsa e uma verdadeira.
AFINAL, QUEM PARTIU A JARRA?
SOLUÇÃO
Vamos testar todas
as hipóteses sobre quem partiu a jarra.
Se tivesse sido
a Sofia, então as duas afirmações da própria
seriam falsas. Não pode ser.
Se tivesse sido
a Isabel, então as duas afirmações da Sónia
seriam verdadeiras. Não pode ser.
Se tivesse sido
a Sónia, então as duas afirmações da Sofia
seriam verdadeiras. Não pode ser.
Finalmente, para
a hipótese ser o António, vamos encontrar em cada uma das
raparigas uma afirmação verdadeira e uma falsa.
MATEMÁTICA
- SONHO OU PESADELO?
Muitos motivos estão na base do grande insucesso que se verifica
na disciplina de Matemática: pais, professores, alunos, sistema
educativo. A culpa, se é que pretendo atribuir culpas, estará
decerto dividida por todos.
Estamos no ano
mundial da Matemática. É urgente inverter esta tendência
avassaladora de tornar esta disciplina o "terror" dos alunos. TaElvez seja
necessário fazer uma reflexão para tirar algumas conclusões.
Mas é necessário também inverter o rumo dos acontecimentos
e investir na disciplina com as exigências a ela inerentes.
No ensino da Matemática
não há verdades eternas. Os métodos a aplicar implicam
sempre um grande dinamismo e uma adaptação constante ao grupo
que se nos depara em cada ano lectivo. Não acredito em métodos
pré definidos e aplicados em anos sucessivos como se de receitas
se tratassem. Todos os métodos aplicados devem ser aferidos de acordo
com o sucesso/insucesso obtidos em cada momento.
Numa tentativa
de aumentar esse sucesso tem-se acentuado muito o carácter lúdico
da Matemática. As crianças "aprendem a brincar", é
o que se diz. Muito bem! Acho que esta vertente do ensino deve ser estimulada
de modo a tornar a disciplina o mais atraente possível. É
gratificante ver o entusiasmo que as crianças apresentam quando
há actividades deste género. Mas o "aprender a brincar" parece
estar a substituir em demasia o "aprender pelo trabalho e persistência".
Pessoalmente aprendi
a Matemática fazendo e desfazendo, insistindo e persistindo. Gastei
muita tinta, muitas folhas, mas havia sempre o gozo da descoberta após
todo esse trabalho Recordo ainda a alegria sentida quando no meu grupo
de colegas e professores encontrávamos uma solução
que não era evidente e que nos fazia "andar com a cabeça
à roda".
Recordo com muita
saudade a minha professora do 12º ano pelo modo como foi capaz de
nos apresentar a disciplina de Matemática. A professora não
era dona e senhora de verdades absolutas mas trabalhava connosco, lado
a lado, superando dúvidas e mais dúvidas até nos fazer
chegar à clarificação do problema. Era uma companheira
de trabalho que não permitia a palavra "desistir". Esta era uma
palavra proibida nas nossas aulas. Apenas se permitia o "persistir" - palavra
que dava vida a essas aulas.
Alguns anos depois,
ao ver-me na situação de professora tento aplicar aquilo
que mais me marcou nesse ano, sem perder, como é evidente, a minha
própria identidade. Com mais ou menos facilidade, acredito que "todos
são capazes" desde que se empenhem com garra e decisão.
Durante estes anos
no CEI, de um modo geral, não tenho encontrado grandes insucessos
. Tenho-me deparado com alunos que até começam a gostar mais
da disciplina mas, como é evidente, também tenho encontrado
alunos que mais do que "fugir" da disciplina, fogem do trabalho que ela
dá. Tenho encontrado outros que apenas mecanizam e não têm
por isso qualquer capacidade de adaptação a novas situações.
Encontrei também outros que se auto-derrotam à aprtida, achando
que não são capazes, simplesmente porque sempre ouviram dizer
que a Matemática é muito difícil.
Será que
esses alunos não terão crescido a ouvir palavras derrotistas
de familiares ou amigos? - "O quê? Matemática? Quando andava
na escola não percebia nada daquilo".
Há até
situações de alunos que atingem com facilidade o nível
4 ou 5 mas continuam a dizer que "não gostam" ou que "têm
muitas dificuldades" porque afinal foi o que sempre disseram. Será
que por trás desta afirmação não está
o "exemplo" de alguém muito próximo?
Façamos
uma reflexão mesmo admitindo que não há regra sem
excepção.
Associada à
falta de trabalho está muitas vezes uma grande falta de espírito
crítico. Fazem-se cálculos mas não se avalia lógicamente
a solução obtida.
Perante um exercício
simples que "não custa nada a resolver", como o seguinte exemplo:
"Comi 11 rebuçados de um total de 22. Com quantos fiquei?",
aparecem resultados que têm muito de incompreensível:
11 - 22 = 89
Apesar disso, vemo-los muitas vezes nos exercícios realizados pelos alunos.
Outro aspecto muito
pertinente é o que se refere à tabuada.
Muitos defendem
que já não se deve exigir a tabuada pois a máquina
de calcular substitui perfeitamente todo e qualquer cálculo mecanizado.
Recordo aui todos aqueles que privados da escolaridade, ou que apenas têm
a 4ª classe, ainda hoje a sabem e executam com grande rapidez uma
série de cálculos mentais que envolvem divisões, multiplicação
e até números décimais.
Em contrapartida,
o que temos hoje? Contemos o número de alunos que sabem a tabuada
a partir do II, III Ciclo (isto para não falar no secundário).
Justiça
seja feita, que no I ciclo quase todos a sabem, mas à medida que
a escolaridade vai avançando, esse número diminui.
Simultâneamente
vamos assistindo a um outro facto que é a diminuição
crescente da capacidade de cálculo mental.
Sendo assim, o
que se fará naquelas situações do dia-a-dia em que
é necessário calcular de imediato um troco, uma despesa,
uma percentagem? Será que vão estar sujeitos a enganos fatais
para as carteiras????
Não há
mal nenhum em saber a tabuada. É uma mecanização que
permite o desenvolver de novas capacidades, e que está permanentemente
a ser usada. Mas exige um trabalho pessoal para que não seja esquecida.
Se esse trabalho
pessoal não existe, há aulas que perdem totalmente o ritmo
e o interesse por que há alunos que não sabem quanto é
"2 x 3", quanto é "o dobro de 4" ou "metade de 11". Como devemos
dar tempo ao aluno para que possa responder com calma, lá vamos
esperando que a resposta chegue enquanto aqueles que a acham óbvia
e fácil vão entrando quase em sonolência e não
encontram sentido para tamanha espera.
Reforço
a ideia de que nada se resolverá se o aluno não fizer esse
esforço pessoal de trabalhos este tipo de conteúdos básicos.
A Liliana é uma aluna do CEI. Frequenta o 7º ano e escreveu algo que desejei ver publicado. Na simplicidade das suas palavras conseguiu transmitir ideias que me fazem ter a certeza de que a Matemática ainda é sonho para muitos. Aliás, fazer desta disciplina sonho ou pesadelo está apenas nas mãos de cada um.
A Matemática!
Que problema para muita gente!
Quanto a mim,
os alunos é que criam os problemas e por isso a detestam.
Já tentei
explicar isto a alguns colegas meus. É uma questão de trabalho.
Alguns estão a estudar mas se não percebem é igual,
não querem perceber, não se desenrascam, não trabalham
com ela. E depois têm medo da Matemática!
Pessoalmente
eu gosto muito da Matemática.
Até os
testes se tornam fáceis se os fazemos com descontracção,
calmos. Devemos ter a consciência de que se estudámos e trabalhámos,
vamos ser capazes.
Para estudar,
faço apontamentos sobre a matéria que tenho de saber; depois
faço uma leitura e analiso-os com calma. De seguida pratico e aplico
os conhecimentos que adquiri. Pratico, tentando as vezes que forem necessário
para aprender e dominar a matéria.
A Matemática
para mim é assim.
À LILIANA E A TODOS AQUELES QUE LUTAM PARA QUE A MATEMÁTICA SEJA UM SONHO, DEIXO A MINHA PALAVRA DE INCENTIVO E A CERTEZA DE QUE ELA SERÁ O QUE CADA UM FIZER DELA.
(Esmeralda Pinto)
A
EVOLUÇÃO DO ENSINO DA MATEMÁTICA
ENSINO DE 1960
ENSINO DE 1970
ENSINO DE 1980
ENSINO DE 1990
ENSINO DE 1990
APLICANDO AS LEIS DA LÓGICA, VERIFICA A VERACIDADE DAS SEGUINTES AFIRMAÇÕES, POR MAIS ABSURDAS QUE PAREÇAM.
PÃO E ÁGUA É MELHOR QUE NADA.
NADA É MELHOR QUE UM BOM BIFE.
ENTÃO, PÃO E ÁGUA É MELHOR QUE UM BOM BIFE!
NADA MELHOR QUE A FELICIDADE ETERNA
MAS UM TOMATE JÁ É MELHOR DO QUE NADA.
LOGO, UM TOMATE É MELHOR QUE A FELICIDADE ETERNA.IMAGINA UM DAQUELES QUEIJOS CHEIOS DE BURACOS.
QUANTO MAIS QUEIJO TIVERES, MAIS BURACOS TENS. MAS OS BURACOS OCUPAM O LUGAR EM QUE DEVIA HAVER QUEIJO, POR ISSO, QUANTO MAIS BURACOS O QUEIJO TIVER, MENOS QUEIJO HÁ.
LOGO, QUANTO MAIS QUEIJO, MENOS QUEIJO.