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Vejo a chuva que cai |
Vai molhando o chão |
Escorrendo sobre a terra |
Deste meu sertão |
E nas ondas dessas águas |
a recordação |
Num barquinho de papel navega |
Com meu coração |
Quantas vezes eu menino |
Com os pés descalços |
Enfrentei o medo carreguei meu barco |
Protegi meus sonhos bem nas minhas mãos |
Quantas vezes o destino me deu seu recado |
Tenha mais juízo menino levado |
Minha mãe e meu anjo minha salvação |
E hoje eu volto a lembrar |
De quem me ensinou a sonhar |
Me mostrou que a vida não é fácil |
Assim de um jeito qualquer |
Me ensinou que o riso e a dor |
Também nascem do amor |