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Cheguei na beira do porto |
Onde as ondas se espaia |
As garças dão meia volta |
E senta na beira da praia |
E o cuitelinho não gosta |
Que o botão de rosa caia |
Ai quando eu vim da minha terra |
Despedi da parentaia |
Eu entrei no Mato Grosso |
Dei em terras paraguaias |
Lá tinha revolução |
Enfrentei fortes batalhas |
A tua saudade corta |
Como aço de navaia |
O coração fica aflito |
Bate uma a outra faia |
E os olhos se enchem dágua |
Que até a vista se atrapalha |