Continua��o de 'Luta em Cuba'
   Tanto a nossa coluna quanto a de Fidel realizavam pequenas fa�anhas militares que, no entando, eram grandes, pela despropor��o de for�as que existia entre nossos soldados, pobremente armados, e as for�as perfeitamente armadas da repress�o. Mais ou menos a partir desse momento foi que as tropas de Batista deixaram definitivamente a Sierra Maestra.
    Enquanto Fidel prosseguia a marcha para Santiago, chegamos a Pino Del Agua no dia 10 de setembro, na mata da Maestra. Ali realizamos uma emboscada, onde ca�ram tr�s caminh�es com soldados e armamentos. A maioria dos soldados fugiu, mas nos deixaram as armas. Queimamos os tr�s caminh�es, pois n�o pretend�amos utiliz� -los. Travamos mais alguns combates com os soldados de Batista na regi�o, num dos quais me feriram no p�. Pareceu -nos, depois, que o inimigo se afastara dali.
    Vencida a batalha em Sierra Maestra no dia 30 de dezembro de 1958, com quatrocentos homens invadimos Santa Clara, defendida por 3.000 soldados da ditadura. Foi o golpe mortal contra Batista, que fugiu de Cuba em janeiro de 1959, na madrugada do Ano Novo.
    Nesse mesmo m�s de janeiro, separei -me de Hilda Gadea e pouco depois casei -me com Aleida March, que lutara a meu lado nos �ltimos meses da guerrilha. Ap�s a tomada do poder, a 8 de janeiro, parti para uma longa viagem diplom�tica.
    Em novembro fui nomeado presidente do Banco Nacional de Cuba. No dia 17 de abril, o novo regime cubano frustou o desembarque, na ba�a dos Porcos, de cubanos dirigidos e armados pelos Estados Unidos.
    Ocupei outros cargos importantes no governo revolucion�rio presidido por Fidel Castro. Em fins de 1964 precisei discordar da linha internacional do Patido Comunista Sovi�tico, que dava apoio financeiro a Cuba, posi��o que Fidel n�o p�de compartilhar. Foi quando decidimos que eu continuaria a minha vida de guerrilheiro internacionalista e Fidel seguiria administrando a vida pol�tica da ilha."
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