Psicologia Ambiental Textos

 

 

Ensaios Experimentais de Psicologia Ambiental

Fenomenológico Existencial 2.

 

 

OBJETIVISMO E AMBIENTECÍDIO

 

 

Afonso H Lisboa da Fonseca, psicólogo.

 

 

 

Indefectivelmente, o ambi-ente somos nós.

Nós somos, por excelência, própria e especificamente, o ambi-ente.

Ou seja, somos um ser que é dinâmica e dialogicamente íntegro -- anteriormente a qualquer possibilidade de dissociação, de ruptura, ou de dicotomização -- com o que entendemos como meio ambiente. Co-originariamente, sugimos com, e pertencemos a um ser que ambiguamente se constitui, indistintamente, como o ser ambi-ental. Nós mesmos e o ambiente compomos solidariamente um mesmo ser.

Ser este que se constitui, própria e especificamente, na vivência fenomenal de sua integridade dialógica de alteridades, como um logos ambiental. Como um logos fenomenológico, fenomenal, fenômeno ativo, ambi-ental. Como vivência dionisíaca consciente, como cognição, poiética e fenomenologicamente dissoluta, pré conceitual e corpo ativa, em suas essenciais, próprias e dialógicas ambiguidades.

O logos da vivência desta pertinência, desta propriedade -- este logos de sermos específica e propriamente ambi-entais --, entretanto, não nos é dado no modo de sermos do objetivismo. Uma vez que este logos ambi-ental é, própria e especificamente, fenômeno, fenômeno-lógos, pres-ente. Ou seja, característico de nosso modo de sermos de pré-coisa. E não do âmbito da coisidade, e não do âmbito de nosso modo coisificado de sermos; o âmbito próprio dos momentos de nosso modo objetivista de ser. O objetivismo não é vivencial, não é fenomenológico. Dá-se no espaço e tempo do mundo acontecido, coisificado, que permite o objeto, no âmbito da dicotomia sujeito-objeto.

O Objetivismo se move meramente no nosso modo de ser coisa, e, por implicação, no modo de sermos do mundo como coisa. Caracterizado pela dicotomização das relações sujeito-objeto, que o permite como tal.

Ainda que, ontológicamente, sejamos, nos vivenciemos, como ambi-entais, dialogicamente íntegros, na lógica compreensiva da constituição do ambi-ente que somos, não o somos, portanto, nos modos não fenomenológicos de sermos. Em nossos modos teoréticos e reflexivos de sermos, em nossos modos técnicos de sermos, em nossos modos comportamentais, pragmáticos e realistas.... Modos de sermos estes do objetivismo, cada vez mais obsessivo, da civilização ocidental.

É a característica propriedade intencional de nossa vivência de ser-no-mundo que constitui a nossa indefectível integração com o ambiente. E que não permite que possamos nos dicotomizar com relação a ele, numa relação sujeito-objeto. A vivência ambi-ental de ser-no-mundo é, assim, fenomenológica, e intencional. Logos ontológico, que se esvai nos momentos em que se esvai a nossa vivência fenomenal, em que se esvai como vivência, o nosso modo fenomenal de sermos. E em que nos constituímos em nossos modos de ser que comportam a dicotomia sujeito-objeto; que comportam sujeitos em si, e objetos em si.

Por questões culturais, a cultura da civilização ocidental se afasta do modo fenomenológico e existencial de sermos. Restringe-o em suas dinâmicas. Dificulta a natural altenância entre os modos fenomenológico, e não fenomenológicos, de sermos. Privilegiando, não raro às raias da obsessão, a pré-dominância de modos não fenomenológicos de sermos, modos esses que constituem, e possibilitam, na dicotomia, cada vez mais arraigada e divergente, das suas relações de sujeito-objeto, um objetivismo excludente, mecânico, rígido e arrogante. E, uma de suas características, que não é das menos importantes: paranóico e destrutivo.

Porque, no exclusivismo do objetivismo, se encontra em questão a menos valia de um modo fenomenológico e existencial de sermos. Não útil, não prático, não realista... Ainda que ontológico e poiético, ou seja, o modo próprio, e específico, de sermos, e de sermos produtivos. Secundáriamente produtivos, inclusive, de todos os úteis e de suas utilidades...

O modo fenomenológico, modo ativo, atual, de sermos, vai se tornando – no âmbito do objetivismo, cada vez mais, incômodo, inconveniente, amedrontador, fóbico... Na medida em que há um afastamento, uma desqualificação, desautorização, dele. E à medida que, ontológico, ele não se extingue, e permanece, ameaçadoramente, exercitando a pressão de suas potências ex-pressivas, a sua inerente e intrínseca pulsão, ou seja, ex-pulsão, ação, ato, projetação, -- ex-jetados da potência inexaurível da vivência do possível.

Daí que, dentre outras dimensões -- o corpo, por exemplo, o outro, a comunidade --, o ambi-ente atual, ativo, alteritário, que é vivenciado própria e especificamente como fenomeno-lógos eco-lógico, dia-lógico, vai se constituindo, cada vez mais, como incômodo, como inconveniente, amedrontador, fóbico, odiento... Para a pré-dominante consciência objetivista.

O logos fenomenológico que se constitui como lógica ambi-ental, em não sendo da ordem, nem do reino, da dicotomia sujeito-objeto, em não sendo, igualmente, do reino nem da ordem da impotência -- uma vez que a potência do possível só se constitui fenomenológicamente -- o logos fenomenológico ambiental, se constitui, especificamente, como ativo e poiético. Como modo próprio de sermos do pres-ente, e da pres-entific-ação; modo próprio da condição de pré-coisa de sermos, que constitui a nossa existencialidade. Modo próprio, portanto, da vivência do possível, e da atualização de possibilidades, poiético, portanto. Próprio da atu-alidade atoativa, e da possibilitação. De modo que, fenomenológico, dialógico, o modo ambiental de sermos, em seu caráter instantâneo, é todo da ordem do ato, da atualização, da ação. Daí a sua característica poiética, hermenêutica, estética, perfeitativa. Daí que estas são as formas essenciais e próprias da vivência e da aproximação ambi-ental.

Não sendo, portanto, da ordem de nossa condição de coisa, não é da ordem do teórico, do modo reflexivo de sermos; não é da ordem das relações sujeito-objeto, e das relações de causa e efeito; não é da ordem das relações de meios e fins, das relações de utilidade, não é da ordem de uma pragmática; não é da ordem da realidade, na medida em que é caracteristicamente infiltrado pelo possível, pela possibilidade ativa, em suas dinâmicas de possibilitação, de atualização, poiese...

Ora, na medida em que predomina massivamente, na cultura da civilização ocidental, o privilégio de um modo objetivista, não fenomenológico, de sermos. Na medida em que predomina a restrição de nosso modo fenomenológico de sermos, fenece a atualidade poiética de nosso logos ambi-ental.

A vitalidade de nós próprios, a nossa vitalidade e filia ambi-ental, depende desta atualidade e atualização poiéticas de nosso logos ambi-ental, feno emnológico e existencial. Que, como observamos, não é teorético, não é pragmático, não é técnico, não é comportamental, não é realista.

De modo que o ambienticídio que vivenciamos celeremente na civilização ocidental passa, sobretudo, e antes, pela restrição cultural deste modo fenomenológico existencial ambi-ental de sermos. No qual o ambi-ente nos é dado como pres-ente, e ato-al, atoativo, poiético, dialógico, em nosso modo de sermos de pré-coisa. Desta forma, o ambiente nos é dado na civilização moderna, de modo cada vez mais excludente, como objeto, como coisa, o que também constitui como coisa a nós próprios, arrogantes sujeitos, na violação da dialógica da alteridade dos tempos, espacializações e ritmos ambientais.

Passa, o ambienticídio, portanto, antes e sobretudo, pelo predomínio e super valorização cultural de um modo não fenomenológico de sermos, que se dá no império da dicotomia sujeito-objeto. Dicotomia esta que permite, como tal, o objetivismo; e em particular o objetivismo do ‘ambiente’, que é agora entendido como objeto, como coisa, a ser malbaratadamente manipulada, com as implicações e conseqüências que conhecemos.

 

Não custa ouvir a antigos (TZU, 1961):

Quereria alguém arrebatar o mundo e dele fazer o que quiser?Não vejo como poderia ter sucesso.

O mundo é um canal sagrado, que não deve ser indevidamente manipulado, nem agarrado. Manipulá-lo indevidamente é espoliá-lo, agarrá-lo é perdê-lo. Para todas as coisas, na verdade, há um tempo para ir à dianteira, e um tempo para seguir à retaguarda; Um tempo para a respiração lenta e um tempo para a respiração acelerada; Um tempo de aumento de força e um tempo de decadência; Um tempo para estar de cima e um tempo para estar debaixo. O sábio, portanto, evita todos os extremos, excessos e extravagâncias.

 

 

D. T Suzuki (1970), ainda, observa:

No Oriente (...) esta idéia de submeter a Natureza ao domínio ou ao serviço egocêntrico do homem nunca foi apreciada. Porque a natureza nunca deixou de ser magnânima, e não é um tipo de inimigo a ser submetida ao poder do homem. Nós do Oriente nunca concebemos a natureza sob a forma de um poder oponente. Ao contrário, a natureza tem sido nossa amiga e companheira constante, na qual confiamos absolutamente, a despeito dos freqüentes terremotos que acometem a nossa terra. A idéia de conquista é detestável. Se conseguirmos escalar uma alta montanha, por que não dizer, ‘Fizemos uma grande amiga’? Não faz parte da atitude Oriental com relação à natureza buscar à nossa volta objetos para conquistar.

Escalamos, sim, o Fuji, também, mas a intenção não é a de ‘conquistá-lo’. A intenção é a de nos impressionarmos por sua beleza, grandiosidade, e quietude indiferente. É, igualmente, para reverenciar um sublime sol matinal, ascendendo esplendidamente por detrás de nuvens multicoloridas. Isto não é, necessariamente, um ato de veneração do sol; ainda que não haja nisso nenhum ato espiritualmente degradante. O sol é o grande benfeitor de toda a vida sobre a terra. E é apenas inerente a nós, seres humanos, aproximarmo-nos com um profundo sentimento de gratidão, e de estima, de um benfeitor, de qualquer tipo, animado ou inanimado. (...). Algumas das maiores montanhas de interesse popular no Japão são hoje em dia servidas por teleféricos, e o pico é facilmente alcançado. O utilitarismo materialista da vida moderna necessita desses artifícios, e talvez não se possa escapar deles; eu próprio recorro freqüentemente a eles, por exemplo, quando subo em direção ao Hiei, em Kyoto. Meus sentimentos, entretanto, sobem em revolta. A vista da linha eletricamente iluminada à noite reflete o sórdido espírito moderno de ganho, e de caça prazeres. Que o Monte Hiei, a nordeste da antiga capital do Japão -- a que Dengyo Daishi (767 – 822) originalmente consagrou com o seu monastério Tendai, e outras instituições de sua ordem --, seja tratado com tal mercantilismo inescrupuloso é, sem dúvida, motivo de pesar para muitos devotados compatriotas. Na atitude com relação à Natureza existe um sentimento altamente religioso, que eu gostaria de ver, mesmo nestes dias de ciência, de Economia e guerra.

 

A resposta do Cacique Seattle ao presidente dos Estados Unidos, que queria comprar a sua terra, é o testemunho profundo de uma profunda vivência eco-lógica ambi-ental, expressão profunda de logos ambi-ental.

 

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao seu próprio mau cheiro. (...)

Vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se nos decidirmos a aceitar, imporei uma condição: O homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.

O que é o homem sem os animais?

Se os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, logo também acontece com o homem. Há uma lição em tudo. Tudo está ligado.

Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com a vida de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas: que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontece à Terra, acontece também aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.

Disto nós sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem é que pertence à terra. Disto sabemos: todas as coisas então ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.

Tudo o que acontece à terra acontece, também, aos filhos da terra.

O homem não teceu a teia da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que o homem fizer ao tecido, estará fazendo a si mesmo. Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala como ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos.

De uma coisa estamos certos (e o homem branco poderá vir um dia a descobrir): Deus é um só, qualquer que seja o nome que lhe dêem. Vocês podem pensar que O possuem como desejam possuir a nossa terra. Mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e sua compaixão é igual para o homem branco e para o homem vermelho. A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar o seu Criador. Os homens brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Sujem suas camas, e uma noite acordarão sufocados pelos próprios dejetos.

Ao desaparecerem, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra, e que, por alguma razão especial, lhes deu o domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois somos selvagens, mas não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos das florestas densas impregnados do cheiro de muitos homens, e a vista dos morros obstruída por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a água? Desapareceu. É o final da vida e o inicio da luta para sobreviver.

Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa Idéia nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar, e o brilho da água, como é possível comprá-los.

Cada pedaço de terra é sagrado nas tradições de meu povo. Cada ramo brilhante de pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira, e inseto a zumbir, são sagrados na memória e na experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho...

Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados.

Se lhes vendermos a terra, vocês devem se lembrar de que ela é sagrada, e devem ensinar às suas crianças que ela é sagrada, e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar para seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E que, portanto, vocês devem doar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

 

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e rouba da terra tudo de que necessita. A terra, para ele, não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, extraindo dela o que deseja, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rouba da terra aquilo que seria de seus filhos, e não se importa... Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Eu não sei... Os nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez porque o homem vermelho seja um selvagem e não compreenda.

Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera, ou o bater de asas de um inseto.

Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído das cidades parece somente insultar os ouvidos. E o que resta de um homem, se não pode ouvir o choro solitário de uma ave, ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho, e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpado por uma chuva diurna, ou perfumado pelos pinheiros.

 

 

 

O nosso maestro Antonio Carlos Brasileiro (Tom) Jobim (2002), perplexo, imagina e convoca, originalmente em Inglês:

 

Let there be flowers

Deixemos que haja flores

Let there be spring

Deixemos que haja a primavera

We have few hours to save our dream

Poucas horas temos para salvar o nosso sonho

Let there be light

Deixemos que haja a luz

Let the bird sing

Deixemos o pássaro cantar

Let the forest be forver green

Deixemos a floresta para sempre verde ser

Little blue planet in great need of care

Pequeno planeta azul, tão necessitado de cuidado

Crystal clear streams

Regatos claramente cristalinos

 

Lots of clear air

Enormidades de ar claro

Lets save the Earth

Salvemos a terra

What a wonderfull thing

Que coisa maravilhosa

Let it be forever green

Deixemo-la para sempre verde

 

Imagine mother Earth become a desert

Imagine a mãe terra transformada em um deserto

A poison sea, a venomous lagoon

Um mar de veneno, uma lagoa envenenada

And life on planet Earth be gone forever

E a vida na terra para sempre desaparecida

And God will come and ask for planet blue

E Deus virá e perguntará pelo planeta azul

What to do

O que fazer

Where is the paradise

Onde está o paraíso

I’ve made for you

Que eu fiz para ti

Where is the green

Onde está o verde

And where is the blue

E onde está o azul

Where is the house

Onde está a casa

I’ve made for you

Que eu fiz para ti

Where is the forest and

Onde está a floresta

Where is the sea

Onde está o mar

Where is the place good for you, good for me

Onde está o lugar bom para ti, e bom para mim

Let’s save the Earth

Salvemos a terra

What a wonderfull thing

Que coisa maravilhosa

Let the bird fly, let the bird sing

Deixemos o pássaro voar, deixemos o pássaro cantar

(Let them sing Luísa)

(Deixemo-los cantar Luísa)

Let it be forever green

Deixemos para sempre o verde ser

Where is the paradise

Onde está o paraíso

I’ve made for you

Que fiz para ti

Where is the green

Onde está o verde

And where is the blue

E onde está o azul

Where is the house

Onde está a casa

I’ve made for you?

Que eu fiz para ti?

 

 

 

 

 

 

Referências:

 

JOBIM, Antonio. Little Blue Planet. in ANTONIO BRASILEIRO JOBIM. 2002.

SUZUKI, D. T. ZEN AND JAPANEASE CULTURE. Princeton, Princeton University Press, 1970.

TZU, Lao TAO TEH CHING. Boston, Shambala, 1961.

 

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