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PROGRAMA DE FORMAÇÃO Gestalt
Terapia Laboratório
Experimental de Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial Fones:
82 30320712/82 93061050. http://www.geocities.com/eksistencia/ Sumário
3.
Psicologia e Psicoterapia 4.
Formação em Psicologia e
Psicoterapia 6.
Programa Teórico e Fundamentação
Filosófica. 9.
Coordenador, facilitador, ministrante.
Apresentação
O
Programa de Formação em
Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial --
Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana é um programa dedicado
à criação e à contínua otimização das melhores condições teóricas
e vivenciais para a aprendizagem da concepção e método da Gestalt Terapia e da Abordagem
Rogeriana, em psicologia e psicoterapia; nos trabalhos
individual e de grupo. Visa, assim, capacitar os seus participantes
para uma compreensão e vivência dessas abordagens, a partir de uma
consistente fundamentação filosófica fenomenológico existencial,
da exposição de seus princípios e concepções teóricas, e da
exposição de sua metodologia. Histórica,
metodológica, e conceitualmente, a Gestalt Terapia e a Abordagem
Rogeriana filiam-se arraigada-mente à Fenomenologia, à
Filosofia da vida, e ao Existencialismo; compondo concepções e
abordagens fundamentais, e fundadoras, da psicologia e da
psico-terapia fenomenológico existencial. A experimentação de seu
desenvolvimento, e da vivência de sua metodologia, e concepções,
criaram, já por mais de meio século, uma concepção e metodologia
fenomenológico existencial da Psicologia. Seja no contexto da
psicoterapia, seja no contexto das várias aplicações
especiali-zadase da psicologia, na clínica, no atendi-mento a pessoas
hospitalizadas, na educação, no desenvolvimento comunitário, no
esporte, na empresa, e outros. Nosso
programa de formação desenvolveu-se
fundado na compreensão desta identidade, parentesco,
complementariedade e convergência fenômeno-lógico existencial entre
a Gestalt Terapia e a Abordagem
Centrada na Pessoa. Não busca sintetizar nem unificar as duas
abordagens, reconhece e respeita as suas especificidades; mas,
igualmente, não ignora as identidades de suas raízes, suas convergências
e complementariedade. Nosso
programa desenvolveu-se, também, fundado na compreensão da importância
de que um programa assim de formação precise adaptar-se e ensejar
oportunidade para os formandos ao estilo fenomenológico existencial
vivencial próprio da metodologia da Abordagem. E, em particular, na
funda necessidade de exploração, elucidação, elaboração e mesmo
recriação, dos fundamentos da abordagem fenomenológico existencial
em psicologia e psicoterapia. De
modo que os participantes são fundamentalmente solicitados a assumir
a responsabilidade pelo seu próprio processo de formação, e a
solicitar do programa os recursos de que necessitam. São, assim,
estimulados a assumir, com relação a sua formação, com relação
às abordagens e ao programa, uma atitude criativa e crítica. Sempre
no âmbito de privilégio da vivência e da dialógica fenomenológico
e existencial. 1.
Gestalt Terapia
O
núcleo do real é a ação. F. Perls. A
Gestalt Terapia é, em específico, uma dimensão particular do(s)
movimento(s) da Fenomenologia e do Existencialismo. Surge da percepção
de que podem se constituir como uma rica possibilidade de
psicoterapia, e de condições para o crescimento e potencialização
humanos, as perspectivas e concepções da fenomenologia da tradição
de Franz Brentano – fundadoras da Fenomenologia, e da Fenomenologia
e Hermenêutica Existenciais --; as concepções da Psicologia Organísmica,
de Kurt Goldstein; as concepções da Filosofia de Vida de Nietzsche
– concepções estas de privilégio do homem
artístico, e do modo artístico da existência,
com relação ao homem científico e ao modo científico da existência;
as posturas e concepções do Expressionismo;
as concepções e posturas da Filosofia do Diálogo, de Martin Buber,
e do zen; e a influência de alguns teóricos dissidentes do movimento
psicanalítico, como Otto Rank, C.G. Jung e W. Reich. Foi,
assim, a compreensão de que estas perspectivas poderiam constituir os
fundamentos da concepção e metodologia de uma abordagem de
psicoterapia que levou à síntese da Gestalt Terapia por parte de
Fritz e Laura Perls e companheiros. No
rico ambiente intelectual, cultural e artístico, da Alemanha, em
especial de Berlim, do início do Século XX, essas linhas de influência
pululavam. E confluíram na formação de Fritz e de Laura Perls,
constituindo-se numa potente linha alternativa à formação médica e
psicanalítica de Fritz Perls. Fritz
Perls, junto com Laura, investiu sua vida na constituição, a partir
dessas influências, de uma abordagem de psicologia e de psicoterapia. O
mundo intelectual e artístico de Berlim, no qual eles viviam e
cresciam, foi devastado pelo nazismo. Os Perls, ela psicóloga, ele
ainda psicanalista, emigraram para a África do Sul. Perls afastou-se
da Psicanálise, e começou a desenvolver a sua abordagem. Mais uma
vez emigardos, agora para os Estados Unidos, é aí que vão se
desenvolver as suas concepções e as suas vivências relativas a
Gestalt Terapia; concepções e vivências herdadas daquelas potentes
e criativas influências do mundo intelectual e artístico da
Alemanha, e em particular de Berlim, anteriormente a primeira e
segunda guerra mundiais. Os
Perls, em Nova York, juntam um pequeno grupo de formandos, e iniciam
um programa de formação, ao mesmo tempo em que desenvolvem intensa
prática profissional. Inicialmente em Nova York, a seguir em
Cleveland, na Flórida e na Califórnia. Em seguida no Canadá,
disseminando-se então por todo o mundo, já nos anos cinqüenta e
sessenta. Configurando, então, uma robusta opção no âmbito das
psicologias e psicoterapias. As
correntes que confluem na constituição da Gestalt Terapia
caracteri-zam-se por uma confiança afirmativa, e ousada, na potência
humanamente ontológica e criativa da vivência fenomenal do devir
do possível e da possibilitação; e na superação,
que eles propiciam, como características definidoras do ser/devir da condição humana, individual e coletiva. Entendem
que é no âmbito da vivência de um particular modo humano de ser –
o vivido fenomenal, a vivência,
o pré-reflexivo ser-no-mundo -- que o possível,
a possibilidade, se dão. Ou seja, é ao nível do vivido fenomenal, contato,
que o possível é possível, e se desdobra; como ação, interpretação*,
humanas. Mais especificamente, como criação, e arte humana da existenciação.
Ou
seja, não é exatamente no, igualmente humano, modo de ser da reflexão,
da teorização, da abstração (abstração do corpo, do vivido e dos sentidos) que o possível, a possibilidade, se ato-alizam.
Não
é, também, no modo de ser do comportamento
(a humana dimensão da atividade padronizada, repetitiva,
condicionada, previsível...) ... A
humana dimensão de ser/devir na qual o
possível é possível como vivência, e se desdobra; na qual se dá
a superação, e os seus
desdobramentos, na condição humana, é, propriamente, assim, o
humano modo de ser do vivido, a
vivência afirmativa do vivido (contato).
Vivido, vivência, como designou Dilthey. E que Brentano entendeu como
consciência empírica. Que
Buber chamou de dialógico,
ou relação eu-tu. Que Heidegger chamou de ser-no-mundo, eksistencia. Que
Goldstein, e Rogers chamaram de experiência
organísmica. Que no âmbito da Gestalt Terapia norte americana
chegou-se a designar como awareness. A
disposição audaciosa para a afirmação do vivido,
para a afirmação de possíveis, em que este vivido necessariamente
se implica, e de seus desdobramentos, disposição que permite as
efetivações do contato, é
o que se entende em fenomenologia existencial como experimentação. De Nietzsche, e de suas outras raízes fenomenológico
existenciais, a Gestalt Terapia herdou esta disposição audaciosa e
ousadia fenomenológico existencial experimental
para atualização do possível (Contato),
como forma saudável de vivência humana, e de potencialização do
desdobramento e atualização, ação,
do ser humano, que desta forma se supera e se cria a si mesmo. É
esta ousadia fenomenológico existencial experimental que caracteriza
a concepção e método da Gestalt Terapia. Na
otimização, no resgate, e desenvolvimento, da habitualidade
experimental do contato,
Perls entendeu não só o modo como existimos como humanos, mas,
igualmente, o modo estratégico natural para a resolução de questões
e crises existenciais, para a superação e crescimento humanos. De
modo que é assim, nesse sentido fenomenológico existencial, que
podemos dizer que a Gestalt Terapia é uma abordagem fenomenológico
existencial experimental
de psicoterapia e de psicologia. Aí
reside a sua atualidade e o seu potencial produtivo no âmbito das práticas
e dos desenvolvimentos da psicoterapia e da psicologia no Brasil.
Sabemos dos intensos processos de redefinição e de re contextualização
da psicoterapia e da psicologia no Brasil. As novas demandas e novos
ambientes em que somos, enquanto psicólogos, solicita-los a intervir
e atuar; tais como os desenvolvimentos alternativos da clínica, o
hospital geral, o desenvolvimento comunitário, a terapia familiar, a
pedagogia, a escola, a empresa, a educação para a saúde, a prevenção
em saúde... Em
todos esses contextos, as características experimentais fenomenológico
existenciais da Gestalt Terapia permitem a concepção e o
desenvolvimento de vivências produtivas, que respondam às demandas
dos clientes, e das populações com as quais trabalhamos, por
auto-regulação, ajusta-mento criativo, auto-superação, criação,
atualização de possibilidades. Permitindo-nos, inclusive, a
participação na potencialização da criatividade nos processos de
produção cultural, de que histórica-mente tanto carecemos. 2.
O Legado de Carl Rogers
Creio
que a mais importante Carl
R Rogers. Carl
Rogers foi, na sua existência, em essência, um grande empirista
em psicologia e psicoterapia. Empirista,
no sentido fenomenológico existencial da tradição de Brentano*. Talvez o maior, neste sentido, depois do próprio Brentano (ainda que
nada tivesse da monumentalidade teoricista e ontologista deste). Na
verdade, talvez, em grande parte, uma conseqüência lógica de
Brentano. Rogers
entendeu, em particular, que a existência humana não se desdobrava,
e não se resolvia, não se desdobra nem se resolve, ao nível do modo
humano teórico de ser; ou ao nível do modo técnico de ser; ou ao nível
do comportamental modo humano de ser, ou ao nível do modo moralista
de ser, nem mesmo ao nível do modo prático de sermos. E dedicou sua
vida a desenvolver e a lapidar uma metodologia que pudesse propiciar,
na imediaticidade da empiria existenciativa, o trabalho e a laboração
experimental fenomenológico existencial em psicologia e
psicoterapia. Confiante
nos potenciais fenomenais ativos de atualização do possível na vida
das pessoas, como modo humano privilegiado de ser, como modo de resolução,
e de superação, de questões e de condições existenciais, e como
modo de crescimento humano. Num
primeiro momento, Rogers dedicou-se ao desenvolvimento de uma
metodologia que contivesse condições propiciativas -- para o
cliente, e para o terapeuta --, de momentos de vivência existencial. Vivência existencial como modo próprio, e
especificamente efetivo, dos processos de atualização na vida das
pessoas. E, através da auto atualização, de propiciamento, e
potencialização, do desdobramento de possibilidades em suas vidas,
de resolução existencial, e de crescimento humanos. Classicamente,
Rogers definiu a consideração
positiva incondicional pela vivência do cliente, a compreensão
empática, e a genuinidade
do terapeuta, como condições terapêuticas básicas. Como condições
propiciativas dos momentos de vivência existencial. Simultaneamente
mesmo, e a seguir, Carl Rogers estendeu o seu interesse, e a sua
atividade, para o trabalho com grupos. O grupo entendido como ambiência,
e vivência fenomenológico existencial, propiciativa do
privilegiamento do vivido – vivido, vivência, pontual e
simultaneamente, pessoal e coletivo. E no desdobramento deste vivido,
como desdobramento, interpretação e atualização, de possibilidades
existenciais. Grande
empirista, no sentido
fenomenológico existencial, Rogers foi um grande experimentador,
igualmente neste sentido fenomenológico existencial. Tanto no âmbito
da terapia inter-individual, como no sentido do trabalho de elucidação
e compreensão da natureza, e condições facilitativas dos processos
grupais. Junto
com Fritz Perls, Carl Rogers desponta como uma das figuras maiores da experimentação
fenomenológico existencial, da concepção, definição metodológica,
e proposição de um paradigma fenomenológico existencial de
psicologia, de psicoterapia, de concepção e de laboração fenomenológico
existencial experimental com grupos. 3.
Psicologia e Psicoterapia
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