PROGRAMA DE FORMAÇÃO
EM PSICOLOGIA E PSICOTERAPIA
FENOMENOLÓGICO EXISTENCIAL

Gestalt Terapia
Abordagem Rogeriana

 

Laboratório Experimental de Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial

 

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Fones: 82 30320712/82 93061050.

http://www.geocities.com/eksistencia/

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Sumário

 

Sumário. 8

Apresentação. 4

1. Gestalt Terapia. 10

2. O Legado de Carl Rogers. 18

3. Psicologia e Psicoterapia 
Fenomenológico Existencial 22

4. Formação em  Psicologia e Psicoterapia 
Fenomenológico Existencial 26

5. Estrutura do Programa. 30

6. Programa Teórico e  Fundamentação Filosófica. 
Cursos e Conteúdos Programáticos. 32

7. Aprendizagem Vivencial. 42

8. Supervisão da Prática. 44

9. Coordenador, facilitador, ministrante. 46

10. Para Maiores Informações. 48



 

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O Programa de Formação em Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial -- Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana é um programa dedicado à criação e à contínua otimização das melhores condições teóricas e vivenciais para a aprendizagem da concepção e método da Gestalt Terapia e da Abordagem Rogeriana, em psicologia e psicoterapia; nos trabalhos individual e de grupo. Visa, assim, capacitar os seus participantes para uma compreensão e vivência dessas abordagens, a partir de uma consistente fundamentação filosófica fenomenológico existencial, da exposição de seus princípios e concepções teóricas, e da exposição de sua metodologia.

Histórica, metodológica, e conceitualmente, a Gestalt Terapia e a Abordagem Rogeriana filiam-se arraigada-mente à Fenomenologia, à Filosofia da vida, e ao Existencialismo; compondo concepções e abordagens fundamentais, e fundadoras, da psicologia e da psico-terapia fenomenológico existencial. A experimentação de seu desenvolvimento, e da vivência de sua metodologia, e concepções, criaram, já por mais de meio século, uma concepção e metodologia fenomenológico existencial da Psicologia. Seja no contexto da psicoterapia, seja no contexto das várias aplicações especiali-zadase da psicologia, na clínica, no atendi-mento a pessoas hospitalizadas, na educação, no desenvolvimento comunitário, no esporte, na empresa, e outros.

Nosso programa de formação desenvolveu-se fundado na compreensão desta identidade, parentesco, complementariedade e convergência fenômeno-lógico existencial entre a Gestalt Terapia e a Abordagem Centrada na Pessoa. Não busca sintetizar nem unificar as duas abordagens, reconhece e respeita as suas especificidades; mas, igualmente, não ignora as identidades de suas raízes, suas convergências e complementariedade.

Nosso programa desenvolveu-se, também, fundado na compreensão da importância de que um programa assim de formação precise adaptar-se e ensejar oportunidade para os formandos ao estilo fenomenológico existencial vivencial próprio da metodologia da Abordagem. E, em particular, na funda necessidade de exploração, elucidação, elaboração e mesmo recriação, dos fundamentos da abordagem fenomenológico existencial em psicologia e psicoterapia.

De modo que os participantes são fundamentalmente solicitados a assumir a responsabilidade pelo seu próprio processo de formação, e a solicitar do programa os recursos de que necessitam. São, assim, estimulados a assumir, com relação a sua formação, com relação às abordagens e ao programa, uma atitude criativa e crítica. Sempre no âmbito de privilégio da vivência e da dialógica fenomenológico e existencial.



1. Gestalt Terapia

 

O núcleo do real é a ação.

F. Perls.

 

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A Gestalt Terapia é, em específico, uma dimensão particular do(s) movimento(s) da Fenomenologia e do Existencialismo. Surge da percepção de que podem se constituir como uma rica possibilidade de psicoterapia, e de condições para o crescimento e potencialização humanos, as perspectivas e concepções da fenomenologia da tradição de Franz Brentano – fundadoras da Fenomenologia, e da Fenomenologia e Hermenêutica Existenciais --; as concepções da Psicologia Organísmica, de Kurt Goldstein; as concepções da Filosofia de Vida de Nietzsche – concepções estas de privilégio do homem artístico, e do modo artístico da existência, com relação ao homem científico e ao modo científico da existência; as posturas e concepções do Expressionismo; as concepções e posturas da Filosofia do Diálogo, de Martin Buber, e do zen; e a influência de alguns teóricos dissidentes do movimento psicanalítico, como Otto Rank, C.G. Jung e W. Reich.

Foi, assim, a compreensão de que estas perspectivas poderiam constituir os fundamentos da concepção e metodologia de uma abordagem de psicoterapia que levou à síntese da Gestalt Terapia por parte de Fritz e Laura Perls e companheiros.

No rico ambiente intelectual, cultural e artístico, da Alemanha, em especial de Berlim, do início do Século XX, essas linhas de influência pululavam. E confluíram na formação de Fritz e de Laura Perls, constituindo-se numa potente linha alternativa à formação médica e psicanalítica de Fritz Perls.

Fritz Perls, junto com Laura, investiu sua vida na constituição, a partir dessas influências, de uma abordagem de psicologia e de psicoterapia.

 

O mundo intelectual e artístico de Berlim, no qual eles viviam e cresciam, foi devastado pelo nazismo. Os Perls, ela psicóloga, ele ainda psicanalista, emigraram para a África do Sul. Perls afastou-se da Psicanálise, e começou a desenvolver a sua abordagem. Mais uma vez emigardos, agora para os Estados Unidos, é aí que vão se desenvolver as suas concepções e as suas vivências relativas a Gestalt Terapia; concepções e vivências herdadas daquelas potentes e criativas influências do mundo intelectual e artístico da Alemanha, e em particular de Berlim, anteriormente a primeira e segunda guerra mundiais.

Os Perls, em Nova York, juntam um pequeno grupo de formandos, e iniciam um programa de formação, ao mesmo tempo em que desenvolvem intensa prática profissional. Inicialmente em Nova York, a seguir em Cleveland, na Flórida e na Califórnia. Em seguida no Canadá, disseminando-se então por todo o mundo, já nos anos cinqüenta e sessenta. Configurando, então, uma robusta opção no âmbito das psicologias e psicoterapias.

As correntes que confluem na constituição da Gestalt Terapia caracteri-zam-se por uma confiança afirmativa, e ousada, na potência humanamente ontológica e criativa da vivência fenomenal do devir do possível e da possibilitação; e na superação, que eles propiciam, como características definidoras do ser/devir da condição humana, individual e coletiva.

Entendem que é no âmbito da vivência de um particular modo humano de ser – o vivido fenomenal, a vivência, o pré-reflexivo ser-no-mundo -- que o possível, a possibilidade, se dão. Ou seja, é ao nível do vivido fenomenal, contato, que o possível é possível, e se desdobra; como ação, interpretação*, humanas. Mais especificamente, como criação, e arte humana da existenciação.

Ou seja, não é exatamente no, igualmente humano, modo de ser da reflexão, da teorização, da abstração (abstração do corpo, do vivido e dos sentidos) que o possível, a possibilidade, se ato-alizam.

Não é, também, no modo de ser do comportamento (a humana dimensão da atividade padronizada, repetitiva, condicionada, previsível...) ...

A humana dimensão de ser/devir na qual o possível é possível como vivência, e se desdobra; na qual se dá a superação, e os seus desdobramentos, na condição humana, é, propriamente, assim, o humano modo de ser do vivido, a vivência afirmativa do vivido (contato). Vivido, vivência, como designou Dilthey. E que Brentano entendeu como consciência empírica. Que Buber chamou de dialógico, ou relação eu-tu. Que Heidegger chamou de ser-no-mundo, eksistencia. Que Goldstein, e Rogers chamaram de experiência organísmica. Que no âmbito da Gestalt Terapia norte americana chegou-se a designar como awareness.

A disposição audaciosa para a afirmação do vivido, para a afirmação de possíveis, em que este vivido necessariamente se implica, e de seus desdobramentos, disposição que permite as efetivações do contato, é o que se entende em fenomenologia existencial como experimentação. De Nietzsche, e de suas outras raízes fenomenológico existenciais, a Gestalt Terapia herdou esta disposição audaciosa e ousadia fenomenológico existencial experimental para atualização do possível (Contato), como forma saudável de vivência humana, e de potencialização do desdobramento e atualização, ação, do ser humano, que desta forma se supera e se cria a si mesmo. É esta ousadia fenomenológico existencial experimental que caracteriza a concepção e método da Gestalt Terapia.

 

Na otimização, no resgate, e desenvolvimento, da habitualidade experimental do contato, Perls entendeu não só o modo como existimos como humanos, mas, igualmente, o modo estratégico natural para a resolução de questões e crises existenciais, para a superação e crescimento humanos.

 

De modo que é assim, nesse sentido fenomenológico existencial, que podemos dizer que a Gestalt Terapia é uma abordagem fenomenológico existencial experimental de psicoterapia e de psicologia.

 

Aí reside a sua atualidade e o seu potencial produtivo no âmbito das práticas e dos desenvolvimentos da psicoterapia e da psicologia no Brasil. Sabemos dos intensos processos de redefinição e de re contextualização da psicoterapia e da psicologia no Brasil. As novas demandas e novos ambientes em que somos, enquanto psicólogos, solicita-los a intervir e atuar; tais como os desenvolvimentos alternativos da clínica, o hospital geral, o desenvolvimento comunitário, a terapia familiar, a pedagogia, a escola, a empresa, a educação para a saúde, a prevenção em saúde...

Em todos esses contextos, as características experimentais fenomenológico existenciais da Gestalt Terapia permitem a concepção e o desenvolvimento de vivências produtivas, que respondam às demandas dos clientes, e das populações com as quais trabalhamos, por auto-regulação, ajusta-mento criativo, auto-superação, criação, atualização de possibilidades. Permitindo-nos, inclusive, a participação na potencialização da criatividade nos processos de  produção cultural, de que histórica-mente tanto carecemos.

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2. O Legado de Carl Rogers

 

Creio que a mais importante
implicação de nosso trabalho
 para o futuro é o nosso
modo de ser.

Carl R Rogers.

 

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Carl Rogers foi, na sua existência, em essência, um grande empirista em psicologia e psicoterapia. Empirista, no sentido fenomenológico existencial da tradição de Brentano*. Talvez o maior, neste sentido, depois do próprio Brentano (ainda que nada tivesse da monumentalidade teoricista e ontologista deste). Na verdade, talvez, em grande parte, uma conseqüência lógica de Brentano.

Rogers entendeu, em particular, que a existência humana não se desdobrava, e não se resolvia, não se desdobra nem se resolve, ao nível do modo humano teórico de ser; ou ao nível do modo técnico de ser; ou ao nível do comportamental modo humano de ser, ou ao nível do modo moralista de ser, nem mesmo ao nível do modo prático de sermos. E dedicou sua vida a desenvolver e a lapidar uma metodologia que pudesse propiciar, na imediaticidade da empiria existenciativa, o trabalho e a laboração experimental fenomenológico existencial em psicologia e psicoterapia.

Confiante nos potenciais fenomenais ativos de atualização do possível na vida das pessoas, como modo humano privilegiado de ser, como modo de resolução, e de superação, de questões e de condições existenciais, e como modo de crescimento humano.

Num primeiro momento, Rogers dedicou-se ao desenvolvimento de uma metodologia que contivesse condições propiciativas -- para o cliente, e para o terapeuta --, de momentos de vivência existencial. Vivência existencial como modo próprio, e especificamente efetivo, dos processos de atualização na vida das pessoas. E, através da auto atualização, de propiciamento, e potencialização, do desdobramento de possibilidades em suas vidas, de resolução existencial, e de crescimento humanos.

Classicamente, Rogers definiu a consideração positiva incondicional pela vivência do cliente, a compreensão empática, e a genuinidade do terapeuta, como condições terapêuticas básicas. Como condições propiciativas dos momentos de vivência existencial.

Simultaneamente mesmo, e a seguir, Carl Rogers estendeu o seu interesse, e a sua atividade, para o trabalho com grupos. O grupo entendido como ambiência, e vivência fenomenológico existencial, propiciativa do privilegiamento do vivido – vivido, vivência, pontual e simultaneamente, pessoal e coletivo. E no desdobramento deste vivido, como desdobramento, interpretação e atualização, de possibilidades existenciais.

Grande empirista, no sentido fenomenológico existencial, Rogers foi um grande experimentador, igualmente neste sentido fenomenológico existencial. Tanto no âmbito da terapia inter-individual, como no sentido do trabalho de elucidação e compreensão da natureza, e condições facilitativas dos processos grupais.

Junto com Fritz Perls, Carl Rogers desponta como uma das figuras maiores da experimentação fenomenológico existencial, da concepção, definição metodológica, e proposição de um paradigma fenomenológico existencial de psicologia, de psicoterapia, de concepção e de laboração fenomenológico existencial experimental com grupos.

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3. Psicologia e Psicoterapia
Fenomenológico Existencial

 

Este ser humano é outro, essencialmente outro do que eu, e é esta sua alteridade que eu tenho em mente, porque é ele que eu tenho em mente; eu a confirmo, eu quero que ele seja outro do que eu, porque eu quero o seu modo específico de ser.

M. Buber

 

... Pois muito bem! Vamos lá, experimenta-te. Mas não quero voltar a ouvir falar de nenhuma questão que não autorize a experiência. Tais são os limites da minha ‘veracidade.

F. Nietzsche.

 

A possibilidade é mais importante do que a realidade.

M. Heidegger.

 

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Quando nos referimos à “psicologia e psicoterapia fenomeno-lógico existencial” queremos especificamente nos restringir, em nosso caso, a Gestalt Terapia e à Abordagem Rogeriana. Outras abordagens, ainda, como a Dasein Análise, a Logo Terapia, o Psicodrama, por exemplo, podem ser entendidas como “fenomenológico existenciais”. No nosso caso, referimo-nos especifica-mente, assim, às abordagens que se desenvolveram a partir dos trabalhos de Frederick S. Perls – a Gestalt Terapia --, e a partir dos trabalhos de Carl R. Rogers. E que têm as suas raízes oriundas, de um modo importante, nos trabalhos de Kurt Goldstein e da Psicologia da Gestalt, raízes oriundas da Filosofia da Vida de F. Nietzsche e W. Dilthey, da Fenomenologia da tradição de Franz Brentano, e da Filosofia da Relação de M. Buber.

 

Os trabalhos de Perls, e de Rogers, desdobraram importantemente, assim, no âmbito da psicologia e das psicoterapias, os trabalhos dos filósofos da vida, e dos fenomenólogos iniciais. Serviram importantemente à experimentação e formulação de um paradigma de concepção e método fenomenológico existencial, que se constitui no campo da psicoterapia e do trabalho com grupos, e que, daí, transborda para outros campos de aplicação da psicologia, como a educação, a psicologia da organização e do trabalho, a psicologia comunitária, a psicologia hospitalar, do esporte, e outras.

 

Dotadas cada uma delas de sua própria história, de concepções e fundamentos teóricos próprios, a Gestalt Terapia e a Abordagem Rogeriana compartilham origens em termos de Filosofia da Vida, em termos de Ontologia e de Epistemologia. Na verdade, convergem em seus desdobramentos, na medida em que se configuram ambas como concepções e metodologias fenomenológico existenciais, experimentais, de criação – no âmbito da laboração psicológica e psicoterapêutica -- de condições hermenêuticas de interpretações do ser-no-mundo, em suas possibilidades e possibilitações.

 

De modo que, ainda que não se confundam em suas histórias e formulações originais, a Gestalt Terapia e a Abordagem Rogeriana convergem, de um modo vigoroso, na colaboração no sentido da constituição da concepção e método de uma abordagem fenomenoló-gico existencial de psicologia e de psicoterapia, abordagem que se constitui basicamente como uma hermenêutica fenomenológico existencial.


* Interpretação aqui entendida no sentido fenomenológico existencial.

* v. p. ex. Brentano em Psicologia de um ponto de vista empírico.




4. Formação em
Psicologia e Psicoterapia
Fenomenológico Existencial

 

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O sentido da palavra formação aponta para um sentido da idéia de educação que acompanha a cultura da Civilização Ocidental desde a Grécia antiga. Este sentido não se satisfaz, meramente, com a aprendizagem de um conhecimento teórico, com a aprendizagem de habilidades técnicas, ou com a aprendizagem de técnicas; um sentido que não se satisfaz com a aprendizagem de um conhecimento científico, com o desenvolvimento de atitudes moralistas, ou com o mero adestramento.

A formação envolve, a elaboração experimental (aqui num sentido fenomenológico existencial), o desenvolvimento do ser humano como um todo, o contato, a apreensão e a compreensão, e interpretação, de certos valores, de certas atitudes ontológicas e epistemológicas, que envolvem a pessoa do formando em seu ser. Por suas próprias características, assim, a formação em psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial carece de configurar-se nesta concepção de educação.

O psicólogo e o psicoterapeuta fenomenológico existencial capacitam-se a ser partícipes de relações existencialmente significativas e arraigadas, nas quais a elaboração vivencial potencializa a atualização de possibilidades fenomenológico existenciais, que se constituem como vivência criativa, na superação do status quo, seja de pessoas individuais, seja de grupos humanos.

 

Esta participação demanda do psicólogo e do psicoterapeuta um privilegiamento, e, por isto, uma aceitação, e afirmação, da dimensão da dialogicidade inter humana da experiência vivida na relação com seus clientes. Uma experiência eminentemente fenomenológica e existencial, empírica-mente fenomenal e experimental, que demanda a habilidade de transitar, movimentar-se, e criativamente atuar, nas dimensões não teorizantes, não científicas, não técnicas, não moralistas, mas existencialmente afirmativas e criativas da vivência fenomenológico existencial de ser-no-mundo.

 

De modo que a mera aprendizagem de técnicas e do técnico é por si só inadequada e incompetente, da mesma forma que o é o mero conhecimento teórico, científico, e o são as atitudes moralistas, práticas e pragmáticas.

 

Assim, a formação em psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial, hermenêutica que é, demanda o desenvolvimento da pessoa do psicólogo como um todo. A compreensão e a elaboração de valores que propiciem, na vivência do seu trabalho, o privilegia-mento da dialogicidade -- naturalmente fenomenológica e existencial --, da experiência existencial inter humana-mente compartilhada, e de suas possibilitações.

 

A formação em psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial direciona-se, assim, neste sentido, de prover uma oportunidade e recursos, vivenciais, teóricos, e de supervisão, para o formando, em suas dimensões de fundamentação teórica e filosófica, aprendizagem vivencial, e de supervisão.

 



 

5. Estrutura do Programa

 

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O programa de formação privilegia fundamentalmente a responsabilidade do formando sobre o seu próprio processo de aprendizagem, e de formação. O programa busca disponibilizar para o formando o melhor dos recursos para que ele possa subsidiar e desenvolver o seu processo de formação.

Entendemos que a aprendizagem de uma abordagem fenomenológico existencial, dialógica, e poiética, exige uma multiplicidade de formas, e de níveis, de aprendizagem, que envolvem o próprio nível da existência do aluno, um nível de aprendizagem vivencial, e um nível de aprendizagem teórica, que envolve leituras, seminários, debates, e aulas expositivas.

 

O programa oferece assim:

·        Aulas Expositivas. de Fundamentos Filosóficos Fenomenológico Existenciais, Filosofia do Diálogo e do Dialógico, de Martin Buber, Filosofia Oriental, Teoria da Gestalt Terapia, Teoria da Abordagem Rogeriana, Elementos de Antropologia e Sociologia.

 

·        Parte Vivencial. O programa busca desenvolver todo o seu processo num âmbito vivencial e dialógico. Cada módulo contém um momento vivencial, no qual se privilegia a atualidade vivencial de cada participante, e do processo grupal. A cada semestre, o programa prevê um grupo vivencial intensivo de final de semana com os participantes da turma.

 

·        Supervisão da atividade profis-sional. Desde o início do programa está facultada a atividade de supervisão grupal e/ou individual da prática profissional ou de estágio didático dos formandos.

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6. Programa Teórico e
Fundamentação Filosófica.
Cursos e Conteúdos Programáticos
*.

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 CURSO 1
Introdução aos Fundamentos, Concepção e Método da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana.

1. Sobre o sentido geral da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial;

2. Especificidades da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial;

3. Genealogia das psicologias e psicoterapias fenomenológico existenciais;

4. História das psicologias e psicoterapias fenomenológico existenciais;

5. Uma visão geral da Gestalt Terapia;

6. Uma visão geral da abordagem rogeriana;

7. Críticas e perspectivas.

 

CURSO 2
O Fundamento Fenomenológico da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana.

  1. Peculiaridade da Fenomenologia
  2. História e Sentido da Fenomenologia
  3. Consciência Reflexiva
  4. Consciência Pré-Reflexiva, pré-conceitual.
  5. Intencionalidade e Correlação Sujeito Objeto.
  6. Atitude de Senso Comum.
  7. Reduções Fenomenológicas
  8. Atitude Fenomenológica.
  9. Brentano
  10. Husserl
  11. Desenvolvimento da Hermenêutica
  12. Fenomenologia Hermenêutica Existencial Heidegger
  13. O Ontológico, o Ôntico. Interpretação, Decaimento e Reviravolta.
  14. Interpretação Fenomenológico Existencial
  15. Sartre
  16. Merleau Ponty
  17. Fenomenologia e o desenvolvimento da Gestalt Terapia, da Psicoterapia Centrada na Pessoa e da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico-Existencial.
  18. O Sentido Fenomenológico da Gestalt Terapia
  19. O Sentido Fenomenológico da Psicoterapia Centrada na Pessoa
  20. Fenomenologia e a prática do trabalho psicológico e psicoterapêutico.

 

CURSO 3
A Filosofia da Vida de F. Nietzsche e a Fundamentação Filosófica e Conceitual da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestalt Terapia e ACP.

  1. Inversão e Inversão da Inversão.
  2. Os Modos de Produção da Verdade. Ciência, Moral e Arte.
  3. O Sentido do Trágico
  4. O Ativo e o Reativo
  5. Niilismo, ressentimento e Culpa.
  6. O Homem Criativo
  7. Perspectivismo e Experimentação
  8. Crítica do lugar da Consciência na Cultura da Civilização Ocidental
  9. Super valorização da Consciência, da Memória e da História
  10. A Filosofia da Vida de F. Nietzsche e o desenvolvimento da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico existencial.
  11. A Filosofia da Vida de F. Nietzsche e a vivência da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico-Existencial.

CURSO 4
A Filosofia do Diálogo e do Dialógico de Martin Buber na Fundamentação da Psicologia e da Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana.

 

1.    O mundo coisificado na experiência de sua objetualidade e utilidade.

2.    A possibilidade do dialógico latente no mundo coisificado.

3.    O enfraquecimento da possibilidade da latência do dialógico no mundo coisificado. Causalidade, mecanicismo, fatalidade, crença na fatalidade.

4.    Características da "Esfera do Isso"

5.    Características do Dialógico. Eu-Tu.

6.    Coisificação sucessiva ao evento dialógico.

7.    Reversibilidade do mundo coisificado.

8.    Decurso das coisas e Fatalidade.

9.    Conversão.

10.                      A vida na possibilidade do Diálogo

11.                      O inter-humano e os "Elementos do Inter-humano."

12.                      O EU-TU

13.                      O EU-ISSO

CURSO 5
A Filosofia Oriental na Fundamentação da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana

1. Tao Te Ching

2. I Ching;

3. Carne de Zen Ossos de Zen;

4.Takuan Soho

5. Musashi

6. D.T. Suzuki

7. Hua Hu Ching;

8. Chuang Tzu. Escritos Básicos;

9. Shun Tzu;

 

CURSO 6
Teoria da Gestalt Terapia 1.

1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE PERLS HEFFERLINE E GOODMAN

1.1.        O privilégio do vivido.

1.2.        O privilégio de um jeito experimental de viver.

1.3.        Gestalt, figura, fundo, e o processo de formação figura-fundo.

1.4.        Auto-regulação

1.5.        Auto-atualização.

1.6.        Necessidade e Dominância.

1.7.        Homeostase

1.8.        Campo.

1.9.        Diferença.

1.10.   Fronteira de Contato.

1.11.   Contato.

1.12.   Self.

1.13.   Consciência.

1.14.   Ajustamento criativo.

1.15.   Crescimento.

1.16.   Ego.

1.17.   Possibilidades na fronteira.

1.18.   A possibilidade neurótica.

1.19.   Fundamentos do método terapêutico

1.20.   Realidade.

1.21.   Agressividade.

1.22.   Conflito e atitude diante do conflito.

1.23.   Mente, corpo, realidade e mundo externo.

1.24.   Fenomenação.

1.25.   O processo do Contato.

1.26.   Interrupções do Ciclo do Contato.

1.27.               Perda das Funções do Ego.

 

 

2        JOSEPH ZINKER

3        EGO, HUNGER AND AGGRESSION.

4        GESTALTERAPIA EXPLICADA

5        GESTALTERAPIA E TESTEMUNHA OCULAR DA TERAPIA

6        ISTO É GESTALT

7        GESTALTERAPIA, TEORIA TÉCNICAS E APLICAÇÕES.

8        OUTROS AUTORES EM GESTALTERAPIA

9       FEDER, Bud.

10  GINGER, Serge e Ana

11  KEPNER, Elaine

12  PERLS, Laura

13  POLSTER, Mirian e Erving

14  YONTEF, Garry.

15  ZINKER, P

16  AUTORES BRASILEIROS EM TEORIA DA GESTALT TERAPIA

17  TEORIA DA GESTALT

18  PSICOLOGIA ORGANÍSMICA DE KURT GOLDSTEIN

19  O TRABALHO COM SONHOS EM GESTALTERAPIA

20  RECURSOS EXPERIMENTAIS FENOMENATIVOS

21  O TRABALHO COM GRUPOS EM GESTALT TERAPIA

 

 

CURSO 7
Teoria da Psicologia e da Psicoterapia Rogeriana 1

1       Teoria da Psicoterapia Rogeriana.

1.1.        Evolução e Periodização.

1.2.        Tendência Atualizante e Tendência Formativa.

1.3.        O Fluxo da Experiência.

1.4.        Clima e Condições Terapêuticas.

1.5.        Noções Chaves.

1.6.        Consideração Positiva Incondicional pela experiência do Outro.

1.7.        A Compreensão Empática.

1.8.        Genuinidade do terapeuta.

1.9.        Teoria do trabalho com grupos.

1.10.   Evolução do modelo de trabalho com grupos da Abordagem Rogeriana.

1.11.   O Modelo de trabalho com grupos da Abordagem Rogeriana.

1.12.   Modalidades dos grupos.

1.13.   Aplicações.

1.14.   Artigos Seminais de Rogers.

1.15.   Tornar-se Pessoa

1.16.   Psicoterapia e relações humanas

1.17.   Textos recentes

1.18.   Críticas

1.19.   Pedagogia Centrada no Aluno.

1.20.   Os Encontros da Abordagem Rogeriana.

 

CURSO 8
Teoria da Gestalt Terapia 2.

CURSO 9
Teoria da Psicologia e Psicoterapia Rogeriana 2.

CURSO 10
Processo de Grupo e Facilitação em Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial 1. Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana.

CURSO 11
Processo de Grupo e Facilitação em Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial 2. Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana.

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7. Aprendizagem Vivencial.

 

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Como abordagens que privilegiam o existencial, e a sua atualização, através da atualização de possibilidades inerentes ao vivido (poiese), a característica específica das abordagens fenomenológico existenciais de psicologia e psicoterapia é a de que elas são abordagens vivenciais. Não são abordagens que se fundam em sua metodologia em uma atividade reflexiva, teorizante, nem são abordagens de interesses pragmáticos.

De modo que, ainda que a aprendizagem teórica de fundamentos conceituais, e de método, seja uma modalidade importante na aprendizagem dessas abordagens, a aprendizagem vivencial da concepção e método das mesmas é um nível fundamental e irrecusável de aprendizagem.

Em sendo assim, o programa tem, em seu fundo mais básico, o privilégio da vivência fenomenal do participante. As próprias aulas expositivas desenvolvem-se segundo uma pedagogia dialógica hermenêutica, e poiética.

Cada módulo contém um espaço vivencial, strictu sensu, no qual os participantes podem atuar experimentalmente, a partir de suas atualidades existenciais, no âmbito do próprio processo grupal.

A cada semestre, o programa provê pelo menos um grupo vivencial intensivo de final de semana com os participantes do grupo.

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8. Supervisão da Prática.

 

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Desde o início, e em todo o seu decorrer, o programa provê espaço, em grupo e individual, para a supervisão da atividade profissional do participante, ou da atividade de estágio didático, segundo os referenciais da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial – Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana.




 

9. Coordenador, facilitador, ministrante.

 

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Afonso H Lisboa da Fonseca, psicólogo, psicoterapeuta, facilitador de grupos.

CRP 15/0993.

Professor em programas de formação e de atualização, e em programas de desenvolvimento de facilitadores de grupo, em Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana, em vários estados do Brasil.

 

Co-autor de:

  • Em Busca de Vida. Da terapia centrada no cliente à abordagem centrada na pessoa. São Paulo, Summus Editorial, 1983.

 

Autor de:

·              Grupo. Fugacidade, Ritmo e Forma. Processo de Grupo e Facilitação na Psicologia Humanista. São Paulo, Summus Editorial, 1988.

 

·              Trabalhando o Legado de Rogers. Sobre os fundamentos fenomenológico existenciais. Pedang, Maceió, 1994.

 

·              Gestalt Terapia Fenomenológico Existencial. Maceió, Pedang, 2005.

 

·              Ensaios em Gestalt Terapia. Maceió, Pedang, 2005.

 

Autor, igualmente, de vários artigos e ensaios com temas de Gestalt Terapia, Abordagem Rogeriana, Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial e Psicologia Social. Vários dos quais publicados em revistas especializadas no Brasil e no Exterior. Disponíveis na Internet em http://www.geocities.com/eksistencia/

 

Coordenador e facilitador do Laboratório Experimental de Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial.

 


10. Para Maiores Informações

 

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http://www.geocities.com/eksistencia/

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Fone: 82-93061050/82 30320712.

 

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* Os programas aqui apresentados são referenciais e ilustrativos. Estão sempre em atualização e revisão, e subordinam-se em sua forma, ordem e conteúdo às necessidades do grupo de formação, na medida em que fundamentalmente privilegiamos um processo dialógico de aprendizagem.

 

 

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