Frustração
Sonho loucamente, fazer de mim... Um contínuo - agricultor do bem.
E só consigo, sem
saber porque... Semear, sempre - algumas feridas.
Queria... Enxugar
as lágrimas coletivas... Sem me importar - de quem.
Mas de vez em
quando - deixo profundas cicatrizes - em tantas vidas.
Oferto o ombro amigo, para receber... A alma em prantos soluçantes.
Até parece que, o
meu ombro, é desamor, espinho, ou coisa parecida.
Assim - assisto
meus sonhos, mais lindos... Soçobrarem num instante.
E
volto frustrado interrogando, por que - o
meu mel... Amarga a vida.
Queria, estender a mão e, entrelaçado com os anseios da
humanidade.
Em laços
fraternais dividir com todos o que ainda me resta de ternura.
Levar aos olhos em
prantos "franciscanamente" um pouco de carinho.
Não sei porque... Não consigo transformar meu egoísmo, em caridade.
Fico frustrado, ao
ver as ilusões mais nobres sucumbirem na amargura.
De
ver que lutei inutilmente para ser bálsamo... E não passei de espinho.
Edvaldo Feitosa - 2003.
(Direitos autorais reservados sob o nº 180859)
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Fundação Biblioteca Nacional *
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