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Por que Deus?
Semeei esperanças e colhi saudades. És feliz se não
aconteceu contigo.
Do amor quando resta apenas o caos... Como é dolorosa, a
despedida.
Sou o crepúsculo de um outono - a minha imensa fé... Acabou
comigo.
Talvez louco a procurar à
morte eterna... Romântico almejando - à vida.
Como
voltar a crer se os meus sorrisos eu os deixei se afogar no pranto!
À minha fé se parece com uma semente
seca... Plantada no pior deserto.
Das ervas que eu plantei só às mais daninhas vingaram e brotaram tanto.
Apenas dúvidas... Jamais descobrirei o que estava errado ou talvez
certo.
Loucura
de semear sempre... Seja qualquer semente e, em qualquer lugar.
Sonho Divino! Sempre acompanhou a humanidade... Desde a fase
inicial.
Desde os simples passos. Do primeiro vôo do pássaro
semeando altura.
Seria
o mistério vida um campo e - o
semeador apenas, ilusões a cultivar.
Nem sabemos se a nossa planta poderá vir a ser à árvore do bem
ou mal.
Mas sentimos o desejo insano de semear, desde a infância até a
sepultura.
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