Céu Inferno e Saudade
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Nós
pensamos... O luar existir por causa de nós dois
-
nós nos convencíamos.
O universo infinito era apenas... Pequena prece sublime
ao nosso amor eterno.
O céu, as estrelas? Tudo pequeno! Grande... Somente,
enfim,
o que sentíamos.
Sabíamos não poder haver algo além dos nossos sonhos por exemplo: inferno.
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O
inferno? Como imaginá-lo - quando se está no céu! Onde tudo é só bonança!
Ríamos felizes pois refletíamos no sorriso.
À imagem maior
da ilusão
contente.
Começamos a conhecer o purgatório
-
quando vimos desfalecer à... Esperança!
Ela é real.
O
sopro
divino
-
meus Deus! Como a esperança - faz tão bem a gente.
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O
amor é sempre imortal!
E
- apresenta
às duas faces da moeda... Ironicamente.
Pode realmente ser o céu que já tivemos...
Também ser o que,
nós
temos agora.
Inferno que nós jamais poderíamos imaginar - sequer...
O amor é sim dualidade.
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Nunca compreenderemos
- como se inicia ou morre a ilusão -
mas infelizmente.
Terrível
é a
verdade... Ele o amor apenas
nos engana
- fingindo que, vai embora.
O amor não morre nunca... À outra face é o inferno -
transformado,
em saudade.
Edvaldo Feitosa - 2002.
(Direitos autorais reservados)
*Fundação
Biblioteca
Nacional
nº 180859*
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