Soneto Filosófico
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Perguntei aos infinitos se há explicação... Para as loucuras -
humanas.
Surgiram respostas de misteriosas
fontes pareciam sons do universo.
Impressionante nitidez voz de um
diapasão, numa expressão tamanha.
Resposta inesperada, deixou-me pasmo
e de susto... Fiquei, perplexo.
Ou até uma oportunidade, para compreender... O meu limitado horizonte.
Em verdade, senti um medo voraz, de continuar querendo - saber
mais.
Então preferi apenas acreditar na
minha ignorância, sem saber da fonte.
Será que alguém sabe nessa vida... O que é absolutamente verdadeiro?
Ou seriam nossas certezas e
verdades apenas pontos de interrogação?
Há certeza absoluta - de algo ser
verdade... E não deixar de ser jamais?
É a Ilusão que faz um gool ter a magia, de fazer feliz um estádio
inteiro!
Os
mais simples modelos, às vezes, até feias, provocarem tanto tesão!
A ilusão contém infinitos... Pois
ela se alimenta de outras ilusões iguais.
Edvaldo
Feitosa
(Direitos autorais reservados)
* Fundação Biblioteca Nacional nº 180859 *
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