Leia o
soneto
abaixo.
Soneto
filosófico 6
O
poder da ilusão
Soneto filosófico
- 6
Procurei saber da minha saudade das suas lembranças mais
queridas.
Dos
momentos relembrados com maior ternura e com maior ansiedade.
Ela
confidenciou timidamente. Instantes eternos das tristes
despedidas.
O
medo sempre atroz! De haver sonhado inutilmente, com a felicidade.
Perguntei à minha
saudade, não achas que viveste assim, meio iludida.
Respondeu... Compreende o
mais precioso na vida é conservar a ilusão.
Entende a ilusão é a única bússola
que, o homem tem para guiar à vida.
Auscultei quimeras fiquei
admirado - com as incertezas do meu coração.
Pensei a saudade é o passado , portanto,
coisa ultrapassada - pelo
tempo.
Não pode
saber quanto evolui e, nem compreender - o meu
eu moderno.
Talvez, a saudade passada... Seja a causa maior da minha - inquietação.
Assim continuei semeando tempestade e,
colhendo simplesmente o vento.
Comecei a me interrogar o quanto o tempo como
um todo tem de eterno?
Talvez
à nossa maior verdade - seja apenas, a mais doce e grande ilusão.
Edvaldo Feitosa
(Direitos autorais reservados sob o nº 180859)
* Fundação Biblioteca Nacional *


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