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Contato: José Louzeiro |
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Entrevistar José Louzeiro é uma tarefa fácil. Sempre bem humorado, o jornalista, escritor e diretor de cinema consegue provocar muitos risos a partir de sua fala séria. Fascinado pela leitura, o também colecionador de livros ilustra seu depoimento mostrando com entusiasmo alguns exemplares da biblioteca pessoal que preenchem, literalmente, algumas paredes de sua casa em Laranjeiras. De suas viagens pelo mundo, Louzeiro confessa que a Índia foi o lugar que mais o fascinou e acrescenta: "Todo estudante deveria conhecer a Índia. Aprendi muito com o povo de lá. O indiano tem muito contentamento". Dotado de uma cultura singular, embora muito pobre, este país é o maior produtor de filmes do mundo, lançando mais de 600 obras por ano. No ponto de vista técnico, "o cinema indiano é cheio de defeitos, mas mostra coisas belíssimas que você nem acredita que está vendo", disse Louzeiro. No Brasil não circulam os filmes indianos por desinteresse da embaixada. "Falta vergonha na cara. Se eles quisessem, poderiam montar uma sala só para filmes indianos que haveria público"; ele protesta. Louzeiro ficou conhecido por ter escrito um romance trágico e único envolvendo "pivetinhos" do Rio de Janeiro e "trombadinhas" de São Paulo, lançado na década de 70 com o título de Infância dos Mortos e, 20 anos depois, levado ao cinema como Pixote. Desde o início de sua carreira jornalística, nos anos 50 quando o assunto ainda era ignorado -, escreve sobre menores carentes de uma forma realista e consciente. Recentemente, em setembro de 1999, realizou o curta metragem Sal da Terra. Com nomes como Jonas Bloch, Sandra Barsotti e Dira Paes no elenco, a obra é uma alusão ao mito de que o sal tem a capacidade de materializar o metafísico. Com poucas explicações, o escritor. menciona sua próxima obra já em desenvolvimento. Trata-se de um texto sobre a vida dos presidentes indicados no título (ainda provisório): "De Nonô a JK". Além deste trabalho, que promete revelações, Louzeiro ministra aulas na faculdade de cinema da Universidade Estácio de Sá e é diretor cultural da SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais). Mas, quando lhe sobra tempo, certamente está na companhia dos livros, uma mania assumida. |
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