� antes a paci�ncia do leitor
mosca, ou semelhante inseto,
que n�o desgruda de um livro:
para tanto, chama o m�dico.


O m�dico chega vidreiro
como um cr�tico liter�rio
em socorro do paciente
que geme na teia de vidro.


L� sintomas e ausculta
poemas, a cada leitura
envidracando o paciente
com frases inteligentes.


Envidraca algumas fezes
com microsc�pios atordoados
pela obsolesc�ncia, com gestos
embaciados de servente.


O
Hospital Pedro II
tinha serventes embaciados
que de tanto polir doentes
absorveram o olhar cansado.


Os estudantes poliam
cad�veres, friccionando-os
at� o vidro l�cido dos mortos
que, relidos, sao luzidios.
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