Os indigentes favelados
eram fixados em vidro, arte
m�dica incrustada nos jovens
que exercitam mem�ria vitral.


Os estudantes recifenses
n�o se sabiam privilegiados:
tratavam manequins de carne e osso
capazes de xistossoma e febre.


Ali se estudavam manequins
vivos, melhores que os de pl�stico
usados em pa�ses ricos
onde o indigente � mais raro.


Um indigente favelado
que a cobaia foi promovido
viu que o hospital antigo
tinha o tecido necrosado.


Tinha paredes necrosadas
pelo tempo, o v�rus lento
que nos tijolos se infiltrava
por dentro, at� no seu cimento.


Diante da situa��o
melhor seria restaur�-lo:
injetar-lhe vidro imunizado
contra o tempo, vidro de museu.


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