HOSPITAIS RECIFENSES

                                

Euclides ainda n�o sabia
da condi��o doenca, seus ritos
e ritmos, ainda n�o sabia
dos hospitais, seus labirintos.


Ouvira falar dos corredores
impregnados com �ter, das plantas
que j� foram gente, ouvira falar
das plantas embriagadas com �ter.


Algum ser et�reo viria
ao corredor dos vegetantes?
Algum ser et�reo viria
para a liturgia dos pacientes?


Nos hospitais do INPS
nitidamente a paci�ncia
fica mais densa, no paciente
que sofre o labirinto doen�a.


N�o � a paci�ncia da aranha
que a teia extrai do pr�prio corpo
sucessivamente, de aranha
que seja escritor parnasiano.


� antes a paci�ncia do leitor
que se deixa enredar na teia
a sua frente, nas palavras
enredantes de famoso autor.
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