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HOSPITAIS RECIFENSES
Euclides ainda n�o sabia da condi��o doenca, seus ritos e ritmos, ainda n�o sabia dos hospitais, seus labirintos.
Ouvira falar dos corredores impregnados com �ter, das plantas que j� foram gente, ouvira falar das plantas embriagadas com �ter.
Algum ser et�reo viria ao corredor dos vegetantes? Algum ser et�reo viria para a liturgia dos pacientes?
Nos hospitais do INPS nitidamente a paci�ncia fica mais densa, no paciente que sofre o labirinto doen�a.
N�o � a paci�ncia da aranha que a teia extrai do pr�prio corpo sucessivamente, de aranha que seja escritor parnasiano.
� antes a paci�ncia do leitor que se deixa enredar na teia a sua frente, nas palavras enredantes de famoso autor. |
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