| Primeiras Poesias |
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| MOCIDADE, ONDE FOSTES? Mocidade, onde fostes? Sem ti fenece o meu semblante, Queria a aurora de tenra idade... Retomar o brilho que tinha antes. Agora murcha está minha vida, Sem brilho ficou o meu olhar. Sou resultado de poucos anos Que a velhice veio roubar O espelho é retrato que indica O longo percurso da estrada Onde sou folha que o vento leva Ficando saudade... mais nada! 31 MAIO 1990 |
| MUNDO SEM AMOR Eu queria falar da vida, mas do seu lado bonito: da delicadeza das rosas, dos sorrisos das crianças, das estrelas a cismar no infinito... Ah... eu queria tanto falar de paz, falar de alegria, de paz e amor Mas no meu peito derrama uma cachoeira Onde ao mesmo tempo transborda a vida e a dor. Dor de ver tantas injustiças a violência e tantas mortes tantas pessoas passando fome ao abandono vivem crianças jogadas à própria sorte... Não consigo falar de rosas... Não neste momento! Pois minha alma está triste Ao ouvir a canção que vem no vento. Nela há um sussurro em que chora a natureza: as florestas sendo devastadas, os rios sendo poluídos... que tristeza! E o homem, sufocado no próprio egoísmo, esquecendo seu eterno Criador criando bombas atômicas, fazendo guerras, destruindo a própria terra com seu frio desamor. Ah! Quem me dera fosse mágica! Eu mudaria tudo o que significa dor! E, na terrra, no mundo, tudo seria maravilhoso! Não existiria a violência, somente a paz e muito amor. AGOSTO 1990 |
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| A VALORIZAÇÃO DA VIDA Houveram dias que pensei ser nada Pensava eu que não queria viver Chorava eu por um lamento de alma Oprimia-me, buscava um lento morrer... Mas, será justo eu me sentir assim Enquanto tenho braços e pernas perfeitos? Há tantas pessoas com os membros débeis, inertes Cujo corpo sem movimento se apóia ao leito! Posso ver, contemplar a vida! Tenho visão nítida, meu Deus! Há tantos que desejam ver um raio de luz Só vêem escuridão... ao contrário dos olhos meus! Posso ouvir a mim e aos outros Há tantos que queriam estar no meu lugar Mas não percebem sons, não ouvem São perdidos no silêncio, não podem sequer falar... Deus me fez tão perfeito! Posso até mudar o mundo! Muito mais minha vida Pois sou perfeito, forte e profundo! Posso ajudar ao meu próximo Há tantos que precisam de mim Dentro desse meu corpo há uma alma: Alma, fonte de vida sem fim! SETEMBRO 1990 |
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| A VIDA NÃO TEM FIM Não pode ser em vão Viver e depois partir A vida não pode ter fim Em um outro prisma deve refletir... Sei que não teria sentido Acabar a vida num frio túmulo Pois sei: ela é eterna E continua num outro lado do mundo. De um lado tão incrível Onde se estende além das estrelas E a paz é tão infinita Que até podemos percebê-la Pois se assim não o fosse Por que viveríamos o amor e a dignidade? Por que buscaríamos a verdade e a justiça Se a vida não oferecesse eternidade? Certamente nada teria sentido O nascer e o viver seriam em vão Não haveria beleza nas rosas Nenhuma melodia traduziria emoção... A natureza seria absorta A vida certamente teria outro nome Pois falta de luz e prosperidade Não combina com a grandiosidade do existir do próprio homem! 30 SETEMBRO 1994 |
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