Nada do que se vê ou foi visto é real
No céu há nuvens azuis cor do mar
Mas é apenas uma beleza
Como seus lindos olhos verdes
Por trás dele há uma pessoa triste
Tudo por uma vida no mundo da ilusão
Criaturas que rasgam minha pele
Crianças que choram para comer
Homens que são levados pelo ódio
O mundo acaba mas ele ainda está por vir
Mundo
O amanhecer chega mas nada mudou
A beleza ainda reina, a destruição também!
Tudo do que se vê ou foi visto é real
O maravilhoso mundo se destrói aos poucos
Pássaros voam para o sul em busca de abrigo
O ser humano sofre e destrói seus próprios sonhos.
Inferno
Caos
Fanatismo religioso
Ano 2004
Fome e miséria dominam
Dominam meu país
A cada dia que passa
Cresce mais o desprezo
Aqueles que não possuem
A mesma raça que eles
A cada dia que passa
Crianças pobres são
Tratadas como se fossem lixo
A guerra já passou mas a lembrança fica
Corpos e destruição
Ódio e crueldade
Injustiça
Governo americano cego pelo poder
Cego pelo poder
Ratos que dormem em sua cama
Baratas que entram em sua boca
Água que desce pelo ralo mata sua sede
O barro acaba virando sua refeição
Inferno
Necessidade de sonhar
Sem perder nossos sonhos
Em ruínas do mar da solidão
Com tubarões que nos perseguem
O mundo gira e você percebe
Tudo vai mudar o céu irá afundar
Há um menino no quarto que chora
A justiça que nos contém
Pela esperança de uma liberdade
Sob uma lágrima ao anoitecer
Todos nós sonhamos
Todos nós choramos
Todos nós lutamos
Contra nossos pecados
Contra a sombra do mal
Contra a tristeza alheia
Viver não é apenas sobreviver
Grades de ferro
Armas de fogo
Drogas naturais
Estilhaços de cristais
Escrituras sem história
Escondido em grades
Escondido de si
Escondido do mundo
Viver não é apenas sobreviver
Na podridão nasce o sofrimento
Pela fome e pela tristeza
Dor e angústia pela desigualdade
Social de nosso mundo
Escondido de si
Escondido do mundo
Escritura sem história
Mortes por minuto
Ignorância
Tráz a desordem
Constrói doenças
E leva à morte
Não é uma força
Mas é destrutiva
Que o ser humano
Com muito ódio
A cada momento
Em algum lugar no mundo
Alguém já está pensando
Em mais um ataque terrorista
Ou como começar uma guerra
Mas infelizmente ele sabe
Que não tem um motivo concreto
A liberdade que tanto sonhamos está perdida
A liberdade está difícil dentro desta jaula
A luta está acabando com a sobrevivência
A luta está acabando com a minha vida.
Perdas inexplicáveis
Inquietações de uma mente destorcida por perdas irreparáveis
Perdas sem volta, coisas que se foram que deixamos ir sem fazer nada!
O pensamento mal formulado inicia uma guerra
Para cada hora uma vida, para cada vida uma morte.
Às vezes deixamos de resolver
Alguns problemas, e deixamos.
Para trás tudo
E quando nos tocamos, vemos.
Que podíamos ter mudado
O rumo das coisas
Seu destino é feito, pelas.
Suas próprias atitudes
Tudo que fizer hoje
Amanhã terá em triplo
Se houver desprezo, angústia, tristeza.
O desconhecido pode estar em sua frente
Ou até ao seu lado, causas inexplicáveis!
O mundo te julga
A morte te faz sofrer
Mas nada muda no seu cotidiano
A mente de uma pessoa
Que seria incapaz
Mas o povo é duro e cruel a mata e a destrói
Perdas inexplicáveis
(Segredo)
Frágil
Não, não dá mais
Fome, vozes, doenças não, não dá mais
Imagens, figuras, inocentes não, não dá mais
Vidas, mortes, escravos não, não dá mais
Pobres, lágrimas, filhos não, não dá mais
Fome doentia vozes em sua mente
Doenças em sua pele imagens do sangue
Gravuras de crianças solitárias
Figuras inaceitáveis totalmente desfiguradas
Inocentes paralisados por suas lágrimas
Lágrimas minhas que escorrem por sua face
Vidas perdidas sobre suas histórias
A morte, um sonho sobrenatural
Escravizados, pobres lágrimas de seus filhos
Filhos do ventre que sofrem
Um sonho de liberdade
O sonho de se conquistar
A liberdade não se realizou, não se realizou
Tv, pessoas violentadas armadas sobre muros
O sonho de se conquistar
a liberdade não se realizou, não se realizou
Sua face mal lembrada
Por guerreiros de sua época
Estátuas de papel sobre o luar
Estatura, criaturas imortais
Sofrimento, o trabalho escravo
Negros ou índios, pedestres em chamas
Razão do ódio selvagem
Perdidos no mundo
Pedras do passado
O irreal no futuro
Bandeiras ou fotos
Sobre a mesa
Esquecidas e queimadas
Pobres destinados
Vida, um sonho
Liberdade em jaulas
Correntes em seus pés