
Eu
(Fase - II)
O que mais me angustia, na transformação ética e moral que ora vivencio,
é a imposição do cale-se! Grito a todos minha sandice e sublime devoção
através dos escritos, censurados pelo ego, que se digladiam com o bom senso
imposto antes pela família, agora cobrado pela sociedade infame e injusta.
Do interior de meu corpo em desvario emerge um calor sem controle,
tal qual vontade pecaminosa ou cruel embate entre o bem e o mal,
que explode em meu interior e alastra-se deixando-me nua e semelhante
a uma marionete despersonalizada, sôfrega e ansiosa para aprender a caminhar
neste mundo eivado de veladas hipocrisias, ostensivas maldades e inconfessáveis segredos.
O amor e paixão manifestam-se em mim porque nasceram na esperança,
vicejam na lealdade e se alimentam do que se nutre a magnânima afeição,
mas infelizmente, por desígnio, é proibido, amoral e pecaminoso, sendo
por isso mesmo excelso e grandioso, embora condenado pelos que
não são especiais assim,
como sei ser ele,
o meu líder, para mim.
Tamara
R. Almeida
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