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15 de Agosto de 2004
vendredi souvenir
Voltas em voltas envoltas. Assim re descubro a insignific�ncia de instantes s�lidos, presos ao n�o. Envolta em segredos, descubro relev�ncia ao quebrar vidro de extintor e apagar chama, quando chama, voltas. Esconderijo de sestas em domingos desmanchou-se. Minguaram-se visitas secretas em temperadas �nicas festas. Restas restantes instantes. Rapando vasilhas de doces momentos. Pro curas, rode ando-me. Desisto de encontrar chave do cadeado se deve. Prefiro arrombar portas do podes, sem quando. Contas, vezes que deixei ba� aberto para investiga��es minuciosas. Insistes em desdesist�ncia. Somes por longos instantes, mas se exp�es em inesquec�veis gr�os. Sinais de vida, apesar de explic�vel ida. Colas-me em tua mente e sentes-me presente. Perdidachadas. Eus fl�mulas, me chamas, tantas. Decad�ncia onde se escondes e se revelas para desgostoso pranto de estrela cadente, querendo subir, n�o descer. Escondes nas quedas e quadras, encontras cobertor em minhas pernas brasas. E as rega com gasolina pausada. E as aduba com intimidadora l�ngua delicada. Le baiser de l'amoureux. Pacato pacto redescoberto, entre um verso e outro, desperto.

Errante saudosa idade. Somam-se pontos pela naturalidade desgarrada das insist�ncias. Hist�ricas, duplicada quer�ncia. Saudade na parede. Encolhes, desmanchas, inflamas, desistes de desistir. Insiste ir, fluir tuas sementes vontades. Se mente, escutas verdades e, desse jeito, sim, insistes em ser, vez ou outra, cara-metade. Quer�ncia de intelig�ncia, desencontrada pung�ncia. Acid ente percurso flambado, temperado de outro, a gosto, retrospecto de saltitantes mem�rias fado. Encaras cegantes raios, expelidos toques e ensurdecedores musicados ao vivo, retoques. Vous me voulez. Re tocas toques em tua escultura pulsante, amante. Se te abres, desmorona fantasia e impulsiona poesia abafada de bochechas coladas, se rasgando, procuram pesco�os e acham ar. Suss urros em que se escorrega teu dividido abarrotado presente. Em boladas horas, embolados corpos para esqueceres por horas que n�o faz mal tentar ultrapassar micro-instantes, nunca suficientes. N�o dizes onde pegas senha �nica.
Para esperar na fila, nem cadeiras, nem revistas, apenas ansiosas vistas revistas. Mono ton ia de espera onde se multiplicavam dias fatoriais, e, �s vezes, ind�cios de findada ard�ncia, de desist�ncia infundada. Indolor calend�rio jogado no canto do arm�rio, esquecido. Tudo para, numa tarde transfigurada pela magia arquitetada, socares na gaveta irrequieta, impossibilidade; e guardares, na ampulheta, compassos de vontade. Duo tom foi.

Em bolo, ama sso, des vio, en rolo. Ch amada no espa�o, em esp era. Quem d era poderes desenhar gostos com areia de ampulheta, rostos, e, com isso, fazer do segundo, aliado, n�o detalhe de marcado demarcado marco. E, com essa arte, congelar o derramar da areia e des amar rar o tempo explodido na veia, querendo circular mais uma volta na art�ria e aquecer espa�amento et�reo. Fazes faces. Lembran�as de andan�as, parada obrigat�ria no desdizer, dizendo bobagens despertas, irreversibilidade de bagun�adas estantes, instantes demarcados por fissuras. Espalhastes ternura em cena aflitiva escura. Travessura. Felicidades carimbadas em pupilas, colorindo tristes nuvens. Embriagando-se-tu-eu-nos-n�s-n�s. melanDO colHia.

Tuas conchas de detalhes, destrambelhados espelhos, em que v�s na �ris p�bis e poros, latejante e dilatados, escoltando embalos. Abalos de re visita, tendo em vista miudeza do tempo, em jogo, o espa�o apertado. De ar tarde arde, se chamas chama revisada pela colheita de ampulheta quebrada. Espera era espeto em teu ausente peito. Clamastes por adormecimento e encontraste tormento de vento majestoso, teu sopro, teu gozo; re visitaste inevit�vel sesta, em sexta, 13 de agosto, com gosto.
p a r a   n a v e g a r
t e x t o s
r e p o r t a g e n s
l i v r o  d e  v i s i t a s
r e f r e s c o
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