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1� de Setembro de 2003
A tempestade veio de repente, insolente. Era granizo fino de descompassados passos. Ensaiados por sombras de fuma�a. Antes de molhar a pele, encharcou o vazio do peito. Faltava um peda�o. Haviam rel�mpagos azuis nas trevas de Leviat�. Mares n�o foram poupados. Ondas foram quebradas. Entrou areia no olho direito. Est� arranhando a retina, emba�ando a vis�o apropriada. Que gota gelada! Que noite estabanada! Tempestade malvada. Vai, vem, foi. Ia indo. Indo. �. Passa! Descompassa o toque da campainha da alma. Perdi��o. Demoliu sensatez, expulsando palidez, cultivando enrubescimento. Te chamo de vento enquanto permito que desarrumes a ma�� de meu rosto, a audi��o que tem gosto. Esculpindo segredos na carne. Tatuando tormentos na face. Desminta! Pressinta! Desista!
Me d� um pouco mais de insist�ncia, se desfa�a da paci�ncia. Tocando. N�o me queira retocar. N�o convence. Consertar n�o convence. Depois que desmancho, cato meus pr�prios peda�os, espalhados sobre a madeira quente, em brasas sutis. N�o tenho mais tempo. Esvaiu, esgotou, findou. O tempo findou. O tempo engoliu minhas lembran�as. O tempo nem sequer mastigou minhas andan�as. O tempo n�o mordeu minhas subst�ncias. O tempo lambeu alguns temperos. O tempo corrompeu, rompeu, indo, foi. Foi. O tempo foi. N�o fiz nada para impedir que fosse. Simplesmente passou, levando alguns restos de gargalhadas sem sentido aparente. Os segundos passearam t�o rapidamente. Nem mesmo senti algum perfume. Sua presen�a foi impercept�vel. Minutos tamb�m n�o se demoraram. Contornaram o corpo em sil�ncio e partiram. E partiram. Os minutos partiram. As horas permaneceram por um tempo na saliva conjugada. Dias que passavam, dias que n�o passavam. Passavam muito rapidamente. N�o passavam. Noites ficaram. Dias e noites passam. Passaram. Semanas, meses. Fuja agora! Dispersando-me. Esquentando a gota gelada que resfriou-me o ventre. N�o permitirei nenhum tipo de aprisionamento, sufocamento, enforcamento, afogamento. Por isso, n�o apenas permito ou sugiro que v�. Exijo que me deixes dormir em paz. Sepulto teu tempo. Tempestade malvada: me enche de defeitos e feitos. Defeitos feitos.
Feitos desfeitos feitos.
feitosdesfeitos feitos
p a r a   n a v e g a r
t e x t o s
r e p o r t a g e n s
l i v r o  d e  v i s i t a s
r e f r e s c o
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