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4 de Mar�o de 2003
Estava com sono quando acordei. Talvez porque, quando dormi, algum pensamento n�o me saia dos sentidos. Ser� que dormi? Ser� que sonhei? Pode ser que agora que acordei esteja sonhando (ou tendo um pesadelo). Estas manias de realidades paralelas ainda v�o me enlouquecer. S�o devaneios despidos de moral. S�o abstratos demais para serem definidos e palp�veis o suficiente para incomodar o cora��o inquieto de algu�m como eu ou voc�. Pode ser uma abstra��o ou uma fantasia. Pode ser uma loucura travestida de verdade ou uma do�ura fantasiada de nicotina.

Levantei e fui dormir um pouco, pois meu cansa�o era inquietante. Tinha a noite toda pela frente. Antes de dormir, tomei um caf� para tranq�ilizar-me. Peguei um pouco de  �gua para ligar um incenso de jasmim. Aromatizar o ambiente descontra�do que desejava criar poderia facilitar meu desejo de acordar em meu sonho. Vesti uma roupa para adormecer e quando percebi j� estava caminhando para chegar em algum lugar. Lugar o qual n�o sabia. Em primeiro lugar deveria abster-me de pensar na realidade como uma via de m�o �nica ou suscept�vel � passividade. Exerc�cios pr�ticos me ensinavam: o que a teoria constr�i a gente faz quest�o de deformar no chamado �trabalho de campo�. Meia noite tomei outro caf� para me acalmar. Engra�ado. Nunca vejo ningu�m neste hor�rio. Para dizer a verdade, nunca vejo ningu�m diferente de mim. As pessoas s�o c�pias perfeitas de minha pessoa, salvo exce��es de personalidade e conhecimento. C�pias fisicamente perfeitas.

Cheguei em casa, acordei, me deitei e fui tomar um suco de maracuj� para me agitar um pouco. Precisava estar disposta para encarar o dia todo. Coloquei o rel�gio para despertar �s 10 da noite. Os massacres no plano astral iriam me consumir ininterruptamente, ent�o decidi desligar um cigarro e apagar o cora��o.
O enFORCAdo
p a r a   n a v e g a r
t e x t o s
r e p o r t a g e n s
l i v r o  d e  v i s i t a s
r e f r e s c o
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