Estrutura de concreto, ou seria a�o inoxid�vel? N�o vem ao caso. Era firme, r�gida, s�lida, potente, com validade indeterminada. Alicerce de mesquinhez sacana, extintores de inc�ndio estragados. Encaixada, colada no umbigo do furac�o. Exagerada gan�ncia acumulada. Constru�da para abrigar milhares de ego�smos, todas as modalidades de hedonismo. Acolhe um m�sero individualismo, pai de todas as hipocrisias. Um algu�m miser�vel. Ningu�m. Restava apenas a pergunta: quem constru�ra tamanha inutilidade dentro do pr�prio peito? Muitos, certamente. S� n�o saberia dizer, exatamente, o perfil destes engenheiros maledicentes, pois eram diversas as faces.
Descobri h� pouco, quest�o de dias. Quando me dei conta, j� estava no emaranhado da mais torpe sutileza da inescrupulosidade humana. Tudo erguido em pouco tempo, mas, h� muito, sufocava os olhos de quem via no escuro. N�o � engano, pois quem foge da miserabilidade humana s� consegue enxergar realidades f�teis no negro v�u da ignor�ncia.
Irrevers�veis eram a devassid�o, o cinismo descarado, a perf�dia nos coment�rios presun�osos que miser�veis trabalhavam para dar |