 | A equipa portuguesa era constituída por Marco Quinta, Fernando Sousa,
Gabriel Branco e José Brazete.
| Equipa |
Score |
Exército |
| Marco Quinta |
9 (280) |
Assírios, livro 1,
lista 25 |
| Gabriel Branco |
5 (66) |
Árabes, livro 2,
lista 23* |
| José Brazete |
2 (50) |
Portugueses
Medievais, livro 4, lista 68 |
| Fernando Sousa |
1 (71) |
Hunos, livro 2,
lista 80 |
| *
- jogou com uma data
correspondente ao 3º livro |
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 | Os
Relatos
 |
Marco
Quinta
|

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No
corrente
mês de Setembro, Portugal levou pela primeira vez na sua história
uma equipa de DBM para o representar no torneio de Grandson. Eu,
com muito orgulho, fiz parte dessa equipa com um exército do 1º
livro, bem como o Fernando Sousa no 2º livro, o Gabriel Jerboa no
3º livro (o “capitão” da equipa) e o José Brazete no 4º.
Como
é sabido, Grandson é o único torneio onde se joga por equipas
em representação do seu país, tornando-se assim numa espécie
de campeonato mundial por equipas. Tal representação exigiu
preparativos com alguma antecedência, por forma a reunir uma
equipa, marcar passagens de avião para Genebra, reservar |
| um carro para nos deslocarmos dentro da Suíça até Grandson, e
reservar hotel e lugar no torneio. No essencial estas tarefas
estiveram a cargo do Gabriel (daí ser o “capitão”).
No torneio
estavam presentes equipas de Itália
(duas equipas), França (duas equipas), Grã-Bretanha, Austrália,
Nova Zelândia, Holanda, Bélgica, Alemanha, Irlanda do Norte (que
pelos vistos não faz parte da Grã-Bretanha!), Suíça, Espanha,
Grécia, Portugal e Noruega, sendo as duas últimas estreantes.
O torneio
decorria dentro do Castelo de Grandson, um local lindíssimo,
sobranceiro a um lago enorme com montanhas com neve em pano de
fundo, e decorado a propósito, dado ser um museu de história
militar, essencialmente medieval e renascença, foi aliás nesse
castelo que o movimento da renascença começou!
As paredes
estavam portanto repletas de cenas de batalha (históricas),
armaduras de soldados, cavaleiros e sua montadas, espadas, arcos,
bestas, escudos, estandartes e outros objectos do género!
Espectacular!
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A
organização do torneio foi muito boa, sobretudo a nível
logístico (onde o Phil, um indivíduo muito simpático, se
destacava), na vertente competitiva (onde o Mike desempenhou muito
bem o papel, sempre difícil, de arbitro), e na procura de um
ambiente um pouco mais descontraído, através de refeições em
conjunto e animação para promover oconvívio
entre os jogadores. Chegamos mesmo a exibir os novos dotes de
cantores!
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(Foto: Ana Belen) |
Apenas
dois reparos: O sistema de emparceiramento, onde têm que vir a
Portugal aprender como é que se faz, e o facto da organização
não fornecer dados para os jogos, o que deixa sempre uma sombra
de suspeição no ar, sobretudo depois do Jerboa ter jogado 3
horas com um d3!!! Um episódio fenomenal, original, que deixou o
Mike boquiaberto sem saber o que fazer, e que para sempre ficará
na nossa memória!
Quanto
à vertente competitiva da nossa equipa, saldo-se por 3 vitórias,
7 empates (um deles “ganhador”) e 6 derrotas, perfazendo assim
17 pontos. 9 a meu cargo, 5 do Jerboa, 2 do Brazete e 1 do
Fernando. Valeu-nos o 14º posto entre 16 equipas, empatados com o
13º. Uma performance algo fraca, mas que ainda assim nos valeu
elogios da organização que esperava uma equipa mais fraca,
sobretudo depois de, na 1ª ronda, termos travado um pouco um dos
favoritos, a Grã-Bretanha, que viria a ficar em 3º lugar. Julgo
que a nossa equipa estava ao nível de muitas das presentes, ainda
que algum azar e um sistema de emparceiramento infeliz nos tenham
levado a um resultado competitivo abaixo das nossas
potencialidades.
A
nível individual, estou muito contente com o meu desempenho nos 3
primeiros jogos, onde ganhei os 2 primeiros com facilidade (face a
um Inglês e um Australiano), e ganhei o 3º mesmo à justa
(contra um Espanhol), num jogo onde facilmente poderia ter ficado
pelo empate ganhador não fosse o fair play do meu adversário.
Contudo perdi o último, por precipitação derivada de alguma
ansiedade (pois em caso de vitória seria o jogador com melhor
resultado do torneio, assim fiquei-me pelo 3º), bem como devido a
uma dose considerável de azar... mas fiquei muito contente em
termos globais.
É
sem duvida uma experiência a repetir em anos vindores, espero que
com a participação de mais do que os apenas 5 candidatos a
lugares na equipa deste ano.
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 | Gabriel
Branco |

(Foto: Ana Belen) |
Após uma calorosa recepção a equipa portuguesa,
pudemos conhecer o castelo e verificar a excelência do ambiente
onde iria decorrer o evento.
O desempenho da equipa não foi mau:
- todos os jogadores pontuaram.
- um dos jogadores pontuou em todos os jogos.
- Um dos jogadores teve 3 vitorias sucessivas e conseguiu a
bonita soma de 9 pontos.
ASPECTOS TÉCNICOS
O torneio tecnicamente não vale a pena devido ao sistema
de emparceiramento. O factor de 'bater nos mais fracos' para subir
foi
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muito evidente, ate porque a classificação por ronda não e
3-2-1-0, mas sim 4x (3-2-1-0). Ou seja o efeito dos jogos
desiguais e multiplicado por 4. Claro que como previsto o problema principal não é achar
um vencedor. Neste caso penso ser unanime que França 1 era a
melhor equipa. O problema maior são os lugares intermédios.
Só um exemplo: após 3 rondas o meio da tabela incluía
uma quantidade de países a 14 pontos, incluindo Portugal. Como
havia um numero pequeno de países claramente mais fracos, a decisão
desses lugares ia fazer-se pelo emparceiramento. Ora Portugal
deveria jogar - segundo a 'lógica' do sistema - com o anterior ou
seguinte classificado. O que nos daria certamente uma melhor
posição final.
Só que no final, mais uma vez os mais fracos foram
oferecidos como sobremesa a equipas fortes. Nos apanhamos com
os Italianos, Itália 2, ou seja um dos países mais fortes,
capaz de ter duas equipas! O resultado, claramente absurdo, foi
que na ronda final, teoricamente mais fraca, a equipa jogou com a
equipa mais forte e com a qual teve mais dificuldades.
Ficou mais que provado, mesmo para os mais cépticos, as
virtudes do SSM-DBM e sistemas similares, que
usam o verdadeiro sistema Suíço e o SOS para desempate e
permitem que exista alguma justiça na classificação.
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TEMPO E PONTOS
Saliento a confirmação da minha
teoria sobre o jogo a 400p e 3,5h. Nenhum dos meus jogos foi
completado, tendo eu sempre jogado rápido - a ganhar ou a perder
- e sem clima para maior fluidez. O numero de pontos perdido
para os adversários foi igual ao numero de pontos que dei a
nossa equipa.
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(Foto: Ana Belen) |
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Seria bom que nestes torneios o padrão
passasse a ser 350 pontos. Falei com espanhóis, gregos, ingleses
e australianos, e as informações obtidas confirmam genericamente
esta opinião.
UM DIA PERDIDO
Pessoalmente tive muitos problemas no
primeiro dia. No primeiro jogo apanhei um adversário com um
comportamento inaceitável, que me obrigou a alterar a lista, me
impediu de usar o terreno legal de que eu necessitava, passou o
jogo a fazer objecções inúteis que motivaram 6 ou 7
chamadas do arbitro, tendo-me confundido totalmente e forcado
erros meus por simples exaustão. Ate depois do jogo terminar
e arrumar as figuras me fez aceitar a desmoralização de um
comando. Na minha opinião este jogo era para anular. Fiquei
tenso, exausto, confuso e ate envergonhado.
O 2º jogo foi mesmo anulado, pois
por opção do adversário joguei com os seus dados - eu
tinha pedido que partilhássemos os mesmos dados. Havia 3
vermelhos e um azul. Como ele tinha 3 comandos regulares jogou
PIP's sempre com os vermelhos e só usou o dado azul duas
vezes em combates não importantes.
Como eu tinha 4 comandos irregulares
joguei sempre com o dado azul nos PIP’s. Durante o primeiro terço
do jogo 50% dos combates foram com o dado azul, ate que
o pus de parte por dar-me azar.
O comando que mais usou este dado foi
o centro esquerda, que recebeu o ataque principal. Depressa sofreu
baixas, sem poder reagir, desmoralizando a cerca de 1h do final.
A certa altura sentei-me e olhava
para o jogo sem entender nada.
A Art. adversaria disparou todo
o jogo na minha ronda. Eu que estava exausto do anterior nem
notei. Mas no fim, devido a um tiro tardio da Art., tive de
recolocar o dado azul. Quando procurava o 6 não o encontrei.
Reclamei com o adversário que admitiu o problema e atirou com
ele. Pensei então que era um dado de
media. Mas não. Era um dado 1.1.2.2.3.3. Chamado o arbitro o resultado por
acordo foi empate. Agora que analiso o assunto a frio, penso
que o resultado do primeiro dia tinha sido aceitável se eu
estivesse a representar-me apenas a mim. Considerando que estes
resultados se reflectiram na equipa, sou obrigado a concluir que
Portugal ficou claramente prejudicado também na pontuação.
ASPECTOS POSITIVOS
- Acolhimento cordial as novas equipas.
- Convívio com pessoas interessantes.
- 'Descoberta' de novas interpretações legitimas das regras.
- A ronda com Espanha, que no meio daquilo foi um encontro
de amigos, onde finalmente descansei.
- O desempenho incrível do Marco Quinta.
-
O facto de termos acabado por verdadeiramente funcionar como
equipa.
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