A Conquista da Lídia

547-546 AC

Filipe Soeiro

Introdução

Este artigo reporta-se apenas aos aspectos da guerra de 547-546 AC entre o reino da Lídia e o Império Persa. Não pretende cobrir os acontecimentos prévios como a conquista da Média por Ciro, nem a subjugação das cidades gregas da Ásia Menor após a conquista da Lídia em 546 AC

Os Persas

Os Persas aparecem na história como um povo muito similar cultural e etnicamente aos Medos. Estes mais conhecidos e frequentemente mencionados nas inscrições de povos vizinhos como os Babilónios. Isto devido ao grande império construído pelos Medos desde 678 AC. 

Os registos sobre o aparecimento do reino dos persas são escassos, mas sabe-se que em 681 AC, Aqueménes reina sobre os persas, e dá o seu nome á primeira linhagem real persa. É a ele que se atribui a organização do primeiro exército persa.

Aqueménes, aproveitando o vácuo deixado pela destruição de reino de Elam pelos exércitos Assírios, começa a expandir o seu reino. Após a sua morte, Teispes, seu filho, conquista Anshan, antiga praça-forte dos elamitas e proclama-se rei de Anshan. Após a morte de Teispes, o reino é dividido em duas partes, o norte para o seu filho Ariaramenes e o sul para o seu filho Ciro. Ariaramenes toma o titulo de Shan-en-Shan (Rei dos Reis), e Ciro intitulou-se Rei de Parsumash. Por acontecimentos que nos são desconhecidos, é Ciro que vai governar uma Pérsia unida. 

Mais tarde as famílias reais medas e persas são unidas pelo casamento de Cambises, filho de Ciro, e de Mandane, filha do rei dos Medos, Astiages. Desta união nasce um filho chamado Kurush, que hoje conhecemos como "Ciro, o Grande".Túmulo atribuído ao rei Ciro

Ciro II ascende ao trono em 559 AC. E em 550 AC, segundo a crónica babilónica, o seu avô Astiages marcha sobre a Pérsia com o seu exército Medo. Os dois exércitos enfrentam-se na planície de Murghab e após uma pequena escaramuça inicial o exército Medo revolta-se e junta-se ao exército de Ciro II, entregando a este a capital, Ecbatana, e o rei, Astiages. 

Os Lídios

Em Sardes, capital da Lídia, há vestígios de actividade humana desde o Paleolítico (50 000 a.C.). De acordo com Herodoto, "os filhos de Heracles" fundam uma nova dinastia cerca do ano 1185 AC.Pedaço de ceramica do século VI, com uma figura pintada, encontrado em excavações arqueológicas em Sardes.

Mais tarde, cerca de 680 AC, Gyges funda a dinastia Memnade. E com a descoberta de depósitos auríferos no rio Pactolus, que desce das montanhas de Tmolus e banha a cidade de Sardes, no seu curso para o mar Egeu, a Lídia torna-se numa terra de grande prosperidade económica, e reconhecida internacionalmente.

De 645AC a 561AC, sucedem-se os reinados de Ardys, Sadyattes eMoeda do rei Creso, em prata Alyattes. Este soberanos alargam os domínios da Lídia, vindo a controlar quase totalmente a parte ocidental da Ásia Menor. Em Sardes, é iniciada a construção das muralhas da cidade. E, é também durante este período, que é atribuído aos Lídios a invenção da cunhagem de moeda. 

Prelúdio da campanha

Em 585 AC, Ciaxares, rei dos Medos, e Alyattes, rei da Lídia, após uma batalha indecisa, travada em 25 de Maio do ano de 585 AC, dão por terminada a guerra entre a Medos e Lídios que durava há 15 anos. Esta guerra deixa o rio Halis (Kizil Irmak) como fronteira entre os domínios dos Medos e dos Lídios. Ao morrer em 560 AC, aos 57 anos, Alyattes, deixa no trono seu filho Creso. 

Creso ao saber das noticias da conquista da Média por Ciro II, e porque Creso era cunhado de Astiages, começa os preparativos para uma campanha contra o novo Império Persa. Para isso, começa por tentar estabelecer alianças que lhe possam proporcionar contingentes militares aliados para combater a seu lado contra os persas na primavera de 547BC. Com este objectivo envia embaixadas a Esparta, ao Egipto, e à Babilónia solicitando assistência militar.

Ao mesmo tempo, consulta vários Oráculos para saber se terá sucesso numa campanha contra os Persas. Segundo Hérodoto, a resposta do Oráculo de Delfos terá sido a seguinte: "Quando cruzares o Halys, destruirás um grande império..."

Inicio da Campanha

Em Abril de 547 AC, Creso atravessa o Halys com o seu exército e invade a Capadócia, província do Império Persa. Creso vai estabelecer campo junto à cidade de Pteria, que assedia, enquanto as suas tropas saqueiam as redondezas. Pteria é, segundo vários historiadores, a antiga cidade de Hattusha, a velha capital Hitita. E segundo Hérodoto, a cidade com as mais formidáveis defesas na província. Apesar das suas fortes muralhas, Creso consegue conquistar Pteria, a qual saqueia e reduz toda a população à escravatura, tornando-se senhor da província.

Entretanto Ciro levanta um exército considerável e marcha para tentar levantar o cerco a Pteria. Ao mesmo tempo, envia emissários às cidades Jónicas, incitando-as a revoltarem-se contra Creso. No entanto, estas iniciativas não tiveram êxito.

Ao longo da marcha, Ciro vai reforçando o seu exército com contigentes dos locais por onde passa. Chega tarde para salvar a cidade, mas a tempo de enfrentar o exército Lídio. Por esta altura já se está no Outono de 547 AC, e é na planície junto a Pteria que se dá a primeira batalha da campanha. 

Os exércitos em confronto

O exército persa assemelha-se bastante ao exército Medo, pois como reino vassalo dos Medos, contigentes persas acompanharam estes em diversas campanhas anteriores. Capacete de formato babilónico, atribuido ao exército persa do ínicio do Século V.

A cavalaria é equipada com: arco e um pequena lança como armas ofensivas, e uma couraça para cobrir o torso e um capacete como armas defensivas. Este armamento não é padronizado, havendo variações quer no tipo de armadura, quer no uso ou não do capacete. Mas o facto de a armadura e capacete não serem visíveis nas esculturas não significa não sejam utilizadas, pois, segundo Hérodoto, os persas usavam a armadura debaixo da roupa e capacetes debaixo das tiaras. Na arma de cavalaria, existia uma unidade de guarda formada por Ciro, e segundo Xenofonte, inicialmente constituída por companheiros de Ciro, em numero de duzentos. Aquando da conquista do império Medo, outra tropas de cavalaria mais ligeira de reinos vassalos, como a Arménia, passaram a integrar o exército. Estes usavam principalmente o arco, e muito poucos teriam armadura ou capacete.

A infantaria difere um pouco da organização Meda e é constituída maioritariamente por archeiros e alguns lanceiros. É correntemente aceite que a organização da infantaria persa tem a sua origem nas tácticas Elamitas e Assírias, e que é composta por unidades com dez linhas de profundidade, onde os homens da primeira linhas estariam equipados com uma lança e um pavês, e possivelmente uma armadura para o torso. As restantes nove linhas de homens seriam equipadas com arco. De modo a que a primeira linha protegessem os archeiros que disparavam atrás. Tal como na cavalaria, existia uma unidade de elite, a que Xenofonte faz referência, e mais tarde conhecida como os "Imortais", que era um corpo de dez mil homens, sendo o nome derivado do facto desse corpo ser sempre constituído por esse número homens, pois sempre que havia baixas estas eram imediatamente repostas. Aparentemente, Ciro após a conquista da Média integra a infantaria Meda na organização persa, não havendo referência a diferenças entre a infantaria Persa e Meda. Para além desta infantaria, tropas de escaramuça equipadas com arco e funda também faziam parte do exército. Os contingentes dos reinos vassalos forneciam infantaria equipada com pequenos escudos, lanças pequenas e javelinas para a escaramuça.

Para além desta tropas, Xenofonte, refere a existência de um corpo de carros falcados ou equipados com foices, em numero de cem. Estes carros de guerra, estariam equipados com quatro cavalos armadurados e um condutor também com armadura e projectando-se dos eixos das rodas, lâminas giravam conforme o carro se deslocava. Uma outra referência de Xenofonte é a torres móveis que puxadas por oito bois, transportavam vinte archeiros que disparavam por cima da infantaria. A existência destas unidades é questionável, ainda que no caso dos carros falcados a sua existência seja referida, cerca de cem anos após esta campanha, não é certo que já fossem utilizados à data. O caso da torres móveis é ainda menos certo, pois Xenofonte é a única referência à sua existência, e não é testemunha ocular.

O exército Lídio tem a sua força na sua cavalaria, que Heródoto descreve como: "NãoÁ esquerda encontra-se os resto de um capacete do século VI, encontrado em excavações arqueológicas em Sardes. Á direita pode-se ver a reconstrução do mesmo feita pelos armeiros da Torre de Londres(UK). havia a esse tempo na Ásia gente tão brava e guerreira. A seu modo de combater era a cavalo, com longas lanças, e eram astutos no controle das sua montadas.". Para além da cavalaria, Xenofonte refere a existência de carros de guerra mas sem os descrever, pelo que se pode supor que sejam do tipo normalmente utilizado na região com dois cavalos e dois tripulantes. A estas tropas montadas junta-se a cavalaria ligeira fornecida principalmente pelos contigentes Paflagónios, armada de javelinas para a escaramuça. 

A infantaria é constituída principalmente por homens ligeiramente equipados com escudos pequenos, uma lança pequena, e javalinas, sem qualquer tipo de armadura. Mas é muito provável que por influenciadas cidades gregas da Jónia, Creso tenha começado a treinar e equipar a sua infantaria como os hoplitas gregos, tal como os Cários a sul já o tinham feito. Pelo que é possível que já parte da sua infantaria combate em falange como os hoplitas gregos. Escaramuçadores armados com arcos, fundas e javelinas também faziam parte do exército. Para suplementar as sua forças, Creso recorria a mercenários, com peltastas gregos, ou os já referidos hoplitas Cários, entre outros.

Como já foi referido, Creso estabeleceu alianças com Esparta, com o Egipto e com a Babilónia, mas sabe-se que os espartanos e babilónios não enviaram qualquer contigente militar para auxiliar Creso; a dúvida coloca-se perante a presença ou não de tropas egípcias na batalha de Sardes, como é relatado por Xenofonte. Muito possivelmente é uma confusão com a origem das tropas, pois no pouco tempo que decorre entre o pedido de auxilio de Creso e a Batalha de Sardes, não ira permitir o envio de tal contingente. Muito possivelmente trata-se de infantaria lídia equipada de um modo similar a hoplitas. 

A batalha de Pteria

A ordem de batalha do exército lídio dada por Xenofonte, é a seguinte: 10.000 cavaleiros lídios e 40.000 peltastas e archeiros lídios; da Frigia, 8.000 cavaleiros e 40.000 lanceiros e peltastas; da Capadócia, 6000 cavaleiros e 30.000 peltastas e archeiros. Xenofonte refere também: árabes, com 10.000 cavaleiros, 100 carros de guerra e uma imensa hoste de fundibulários; Assírios, 20.000 cavaleiros, 200 carros de guerra e vasta infantaria. É também referido por Xenofonte, que os Cários, Cilícios e Paflagónios não se juntaram à expedição, e que das cidades Jónicas não há certeza que tenham envia do contingentes. Xenofonte, calcula o exército de Creso em 60.000 cavaleiros e 20.0000 infantes.Vista aérea da muralha de Pteria, com um perimetro de cerca de 7 Km. Foi junto a esta cidade que se deu a Batalha de Pteria em 547 AC.

Para o exército persa, Xenofonte refere a seguinte ordem de batalha: Medos, mais 10.000 cavaleiros e 60.000 peltastas e archeiros; Persas tanto infantes quantos os Medos (60.000); Arménios, 20.000 cavaleiros e 20.000 infantes. Xenofonte conclui com a referência a que o exército de Ciro teria 1/4 da cavalaria e 1/2 da infantaria do exército de Creso, o que sugere que o persas teriam apenas 1.000 cavaleiros.

Após estas referências de fontes históricas, há que ter o cuidado de extrair delas uma informação mais precisa. E lembrando, que Heródoto atribui ao exército de Xerxes na invasão da Grécia, um total de 1.700.000 homens, e que segundo estudos contemporâneos, o total de homens no exército de Xerxes deveria rondar os 150 mil. A verdade estará longe dos valores indicados pelas fontes históricas. Um número possível para a quantidade de homens nos dois exércitos será de: o exército lídio teria 6.000 cavaleiros e 20.000 infantes, e que o exército persa teria 7.000 cavaleiros e 24.000 infantes. Istes valores têm em conta o comentário de Heródoto, em que Creso justifica o seu insucesso pela inferioridade numérica do seu exército.

As disposições de ambos os exércitos são desconhecidas. E resultado é dado por Heródoto como inconclusivo ao fim do primeiro dia de batalha. Mas é provável que a cavalaria lídia tenha derrotado a cavalaria meda e persa, pois na próxima batalha Ciro não arrisca a sua cavalaria de novo contra a cavalaria lídia, e terá sido efectivamente a superioridade numérica da infantaria de Ciro a salvá-lo da derrota.

No segundo dia os Persas decidem não dar batalha, o que leva Creso a levantar o campo e a retirar para Sardes, pois o período de campanha estava a chegar ao fim com o aproximar do inverno. Isto significa que a batalha deve ter sido travada no final do mês de Setembro, pois, após a retirada Creso envia de Sardes, mensageiros a Esparta, ao Egipto e à Babilónia a pedir que enviem contingentes de tropas e se juntem a ele em Sardes cinco meses após a partida dos mensageiros. Se se considerar que de Pteria a Sardes o exército levaria cerca de um mês a chegar a Sardes, e que o inicio do período de campanha, no fim do mês de Março, então os mensageiros teriam sido enviados no final do mês de Outubro.

A batalha de Sardes (Thymbra)

Após ter percorrido os mais de 500 Km que o separavam de Sardes, Creso desmobiliza o seu exército, nunca imaginando que Ciro se atrevesse a marchar sobre Sardes antes do período normal de campanha, que começa no final do mês Março. Mas Ciro surpreende-o, após passar o inverno em Pteria avança sobre Sardes antes que Creso tivesse tempo para mobilizar de novo o seu exército, e vai impossibilitar Creso de recrutar de novo mercenários para o seu exército. Esta avançada é efectuada já em 546 AC, antes do final do Inverno. Vista parcial da planicie do rio Hermus, a onde se deu a batalha de Sardes. O pequenos montes observados na planicie são construções funerárias reais.

O seu avanço terá sido muito rápido para o normal à época. Este movimento rápido do exército persa, é referido tanto por Heródoto, como por Xenofonte. E apesar de surpreendido, Creso decide dar batalha e os exércitos enfrentam-se numa planície a poucos quilómetros a leste de Sardes. O campo de batalha é descrito por Heródoto do seguinte modo: "É uma vasta planura, limpa de árvores, banhada pelo Hyllus e outros pequenos ribeiros que correm para um maior que os restantes, chamado Hermus."

A ordem de batalha do exército persa é similar à da batalha de Pteria, mas Xenofonte refere que um terço dos medos não acompanharam Ciro na marcha para Sardes, para ficaram a proteger a Média de qualquer outro ataque. Isto reduz o exército de Ciro a cerca de 5.000 cavaleiros e 20.000 infantes. Mas para esta batalha, Ciro preparou um estratagema para derrotar a cavalaria lídia, que consistiu na criação de um corpo de camelaria a partir dos camelos utilizados para o transporte de bagagem, onde montou dois homens em cada camelo. Isto com o objecto de frustar a carga da cavalaria lídia, pois os cavalos têm uma aversão natural ao camelos e não suportam a presença nem o cheiro dos camelos.

A ordem de batalha do exército lídio dada por Xenofonte contabiliza 240.000 homens da Lídia e dos reinos vassalos e mais 120.000 egípcios, cuja presença como já referido coloca muitas reservas, perfazendo um total de 360.000 homens. Mais uma vez é preciso racionalizar os número dados por Xenofonte, e um número na ordem dos 30 a 35 mil homens será mais consentâneo com a verdade.

Para fazer face à ameaça da cavalaria lídia, Ciro vai adoptar a seguinte disposição: o centro avançado e ambas as alas recusadas. Ao centro, o corpo de camelos na frente, seguido da infantaria e torres móveis (se seguirmos Xenofonte). Na ala direita, carros de guerra falcados na frente (ainda se seguirmos Xenofonte), seguidos de metade da cavalaria, e alguma infantaria a apoiar.

Creso por seu lado, adopta a disposição seguinte: ao centro, a cavalaria Lídia na frente e o contingente egípcio em segunda linha (segundo Xenofonte) e nas duas alas o resto do seu exército. 

Ao começo da batalha são os Lídios que tomam a iniciativa avançando sobre a linhas persas. EPossivel disposição inicial do exércitos na batalha de Sardes em 546 AC. como a linha do exército de Creso se alongava para além das extremidades da linha do exército de Ciro, este tentou um movimento de envolvimento em ambos os flancos. Com este objectivo parou o avanço do centro e esperou que as alas se colocassem numa posição perpendicular às alas do exército persa, de modo a atacar de três lado ao mesmo tempo. Este movimento da alas lídias obrigou-as a afastarem-se do centro, para executarem a manobra a uma distância de segurança do exército persa, obrigando a partir a linha do exército lídio nas suas junções com o centro. A movimentação das alas em coluna para a nova posição criou, aparentemente, uma certa desorganização nas mesmas o que foi aproveitado pelos persas para avançarem as suas alas contrais as alas lídias, lançando os seus carros de guerra falcados contra a frente das alas e a sua cavalaria contra o flanco das mesmas.

Desorganizadas e atacadas de flanco, ambas as alas do exército lídio foram esmagadas tendo os homens fugido para a retaguarda perseguidos pelos persas vitoriosos.

Ao mesmo tempo, o centro persa avançou sobre o centro lídio, e tal como Ciro tinha previsto, os cavalos da cavalaria lídia recusaram-se a carregar sobre os camelos persas. Perante este cenário, a cavalaria lídia desmontou e enfrentou a infantaria persa a pé, obrigando a infantaria persa a recuar até às suas torres móveis. Mas, Ciro, parando a perseguição da sua ala, a direita, dirige as suas tropas contra a retaguarda do centro inimigo, obrigando os lídios a formar em circulo, conseguindo conter o avanço dos lídios. Entretanto a ala esquerda, regressada da perseguição, também entre na refrega. O combate foi longo mas a vitória não escapou a Ciro. Quanto a Creso, este consegue salvar parte das suas forças da batalha e refugia-se atrás das muralhas de Sardes. 

O cerco de Sardes

Ao amanhecer do dia seguinte à batalha, Ciro avança com o seu exército até às muralhas de Sardes dando inicio aos preparativos para um assalto à cidade. Ao mesmo tempo Ciro volta a enviar mensageiros ao seus aliados, para enviarem os contingentes o mais rápido possível, pois ele encontrava-se já cercado pelos persas em Sardes. Ao décimo quarto dia um assalto às muralhas foi tentado mas sem êxito. Mas na noite seguinte através de um ponto fraco nas muralhas um pequeno grupo de persas conseguiram entrar dentro das muralhas da cidadela de Sardes e ocupá-la. Ao saberem da ocupação da cidadela pelos persas, os defensores lídios abandonaram as muralhas permitindo assim a entrada do exército persa na cidade.

Note-se que à uma similitude entre os 14 dias de resistência da cidade de Sardes e os 14 anos de reinado de Creso, o que significa que com muita probabilidade, a duração do cerco terá sido outra. Mas se foi mais longo ou mais curto não é possível descortinar. 

Últimos eventos

No dia seguinte, Ciro entre em Sardes e manda parar o saque a que se dedicavam os homens do exército persa. Creso é feito prisioneiro e passa a conselheiro de Ciro. Ciro regressa à Pérsia, deixando o exército sob o comando dos seus generais, com ordens para submeter todos os reinos e território anteriormente vassalos do rei da Lídia. 

As palavras do oráculo realizaram-se: Creso ao atravessar o Halis destruiu um império, o seu! 

Bibliografia

The Histories. Herodotus. Translated by Aubrey de Selincourt. Penguin Books, London 1954.
Cyropaedia. Xenophon. Translated by H.G. Dakyns. Everyman's Library, London 1992.
The Persian Army 550-330 BC . Nick Sekunda. Osprey Publishing Ltd. London. 1992.
Harvard University Art Mesums
The Kerkenes Project

O Perú A Batalha de Campaldino A Conquista da Lídia

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