A história da NFL
1805 - Surge o futebol inglês
A brincadeira de chutar uma bola existe desde os tempos da Roma Antiga, em diversos lugares do mundo. Mas foi só no começo do século 19 que ela começou a se transformar em um esporte organizado. Jovens das escolas inglesas praticavam uma modalidade em que o objetivo era chutar a bola entre duas estacas fincadas no chão. São de 1805 os registros mais antigos da palavra football para descrevê-la.
1823 - Aparece o rugby football
Cada escola jogava futebol de um jeito, com números de jogadores diferentes e às vezes até sem goleiro. Foi então que em 1823, na cidade de Rugby, um garoto de 17 anos chamado William Webb Ellis decidiu pegar a bola com as mãos e correr em direção ao gol. Os colegas gostaram da ideia e estabeleceram uma nova regra, permitindo carregar a bola além de chutar. Assim surgia o rugby football.
1860 - O rugby vai para os EUA
Em meados do século 19, os jovens americanos de famílias ricas que iam à Inglaterra estudar voltavam de lá jogando dois esportes: o association football (ou só futebol, jogado com os pés e com a bola redonda) e o rugby football (que permitia usar as mãos, adotando uma bola oval). Os dois esportes se espalharam pelas escolas, universidades e clubes americanos.
1876 - Nasce o American football
Representantes das universidades de Harvard, Princeton e Columbia padronizaram o American football. Atleta e jornalista, Walter Camp criou a regra dos downs: toda vez que o atleta de posse da bola fosse derrubado, o juiz interromperia o jogo para que os times se realinhassem e reiniciassem a partida em uma nova jogada (down). O time tinha três chances para avançar pelo menos cinco jardas (hoje são 4 chances para 10 jardas). Se não conseguisse, entregava a bola ao adversário.
1920 - A era do profissionalismo
As mudanças nas regras ganharam o público. Os jogos se tornaram mais dinâmicos, com jogadores bem distribuídos em campo, passes e avanços rápidos. A popularidade levou à criação da American Professional Football Conference, em 1920, que virou National Football League (NFL), em 1922. Apenas duas equipes fundadoras ainda participam da NFL: Chicago Cardinals (Arizona Cardinals) e o Decatur Staleys (Chicago Bears). As primeiras temporadas foram turbulentas, com times aparecendo e sumindo de um ano para outro, falta de dinheiro e improvisos. O ponto mais baixo foi a final de 1932, quando Chicago Cardinals e Portsmouth Spartans (atual Detroit Lions) foram obrigados a jogar dentro de uma arena de circo em um campo com apenas 80 jardas, coberto de feno e fezes de elefante.
1960 - Um rival à altura
Após o grande boom da década de 1950, novos times surgiram e queriam ser aceitos na NFL, mas a liga os recusou. Foi criada, então, a American Football League, cujos membros são boa parte das equipes hoje na AFC. Única rival a ter sucesso contra o poder da NFL, a AFL foi responsável por inovações como a conversão de dois pontos e o marketing com nomes de atletas em camisas. Grandes nomes da liga foram Joe Namath (quarterback do New York Jets), George Blanda (quarterback e chutador de Oilers e Raiders) e Len Dawson (quarterback do Kansas City Chiefs).
1967 - A criação do Super Bowl
Após alguns anos de rivalidade, AFL e NFL acertaram uma trégua iniciada com a criação do Super Bowl, jogo disputado em campo neutro entre o campeão da AFL e da NFL para definir o campeão nacional. Em sua primeira edição, o Green Bay Packers (NFL) venceu o Kansas City Chiefs (AFL) por 35 a 10, no dia 15 de janeiro de 1967, em Los Angeles. Em 1969, a Harris and Associates (principal instituto de opinião pública especializado em esportes) fez uma pesquisa e pela primeira vez na história a NFL vencia o beisebol no coração do povo americano. A unificação total aconteceu em 1970, quando os 10 times da AFL se reuniram aos 16 da NFL. Além do Super Bowl, os times das duas ligas agora jogavam entre si durante a temporada. A audiência televisiva dobrou e o futebol americano se firmou como o esporte favorito dos americanos.
1993 - O Super Bowl se torna um espetáculo
Com o objetivo de aumentar ainda mais a exposição que o Super Bowl recebia da mídia, a partir de 1993 o evento foi transformado em um grande show, com a participação de grandes artistas. O primeiro convidado foi Michael Jackson e, desde então, já tivemos U2, Aerosmith, The Who, Bruce Springsteen e Prince, entre outros.
2001 - surgem os mitos Brady e Manning
Na última década uma nova dinastia surgiu. Capitaneado pelo quarterback, Tom Brady, o New England Patriots venceu três campeonatos. Com um forte jogo aéreo, o Patriots representa ao lado do Indianapolis Colts, de Peyton Manning, e do New Orleans Saints, de Drew Brees, os grandes ataques da década, todos vencedores do Super Bowl. Mas o futebol defensivo também teve seus momentos, com os Super Bowls do Baltimore Ravens, do linebacker Ray Lewis, o New York Giants, do defensive end Michael Strahan, e o Pittsburgh Steelers, do safety Troy Polamalu.
2007 - Aos dias de hoje Expansão Mundial
De olho na expansão de seus domínios e popularidade fora dos EUA, desde 2007 a NFL organiza pelo menos uma partida por temporada no estádio de Wembley, em Londres. O Buffalo Bills joga no Canadá e a liga planeja partidas na Alemanha, Japão e Austrália. Com quase 200 milhões de espectadores no mundo todo, o Super Bowl só perde em audiência para a final da UEFA Champions League. Em compensação, tem o espaço publicitário mais caro do mundo, com marcas que chegam a pagar US$ 3 milhões por anúncio.