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Poucas atrizes podem realmente se orgulhar de sua
carreira. Uma delas é a britânica Maggie Smith, atriz de formação teatral
shakespeareana e de talento incomum. Com uma carreira invejável, Smith aprimorou o seu
dom para a interpretação na Oxford Playhouse School e estreou no teatro em
1952. Após inúmeras apresentações nos teatros londrinos, Maggie Smith entrou para o
cinema com o filme Nowhere to Go (1958), com o qual logo conquistou a admiração
do público e da crítica.
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Sem abandonar o teatro, seu primeiro lar, Maggie Smith atuou em filmes dos mais variados
gêneros. Em 1965, Smith atuou em Otelo, filme de Orson Welles baseado na obra de
Shakespeare, pelo qual ganhou a primeira indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.
3 anos depois desse grande sucesso, Maggie Smith participou ao lado de Peter Ustinov do
filme A Máquina dos Milhões (1968), uma comédia muito divertida sobre um
trambiqueiro e sua namorada. Simplesmente fantástica, Smith deu o toque certo de humor à
personagem e mostrou que é uma artista bastante versátil.
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Em 1969, Smith retornou ao gênero dramático com o filme Primavera de um Solteirona, no
qual interpretou uma professora. Por sua atuação sensível e emocionante, ela
ganhou o Oscar de melhor atriz e se tornou umas das atrizes do primeiro escalão
do cinema. Com o filme Viagens com Minha Tia (1972), Maggie Smith fora mais uma
vez indicada ao Oscar de melhor atriz, mostrando a afeição que ela recebia da Academia.
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Após a confirmação do seu êxito em filmes dramáticos, Maggie Smith resolveu retornar
à comédia e fazer uma passagem pelo suspense com os filmes Califórnia Suíte, uma
sátira de Hebert Ross, e Morte Sobre o Nilo, baseado no romance de
Agatha Christie, ambos de 78. Engraçadíssima e bem à vontade, Smith arrebatou o Oscar e
o Globo de Ouro de atriz coadjuvante por sua participação em Califórnia Suíte.
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Seguiram-se uma série de bons filmes e de atuações memoráveis em sua carreira, como
Fúria de Titãs (1981), no qual ela interpretou uma deusa grega em guerra com outros
deuses, Assassinato Num Dia de Sol (1982) e Meu Reino por um Leitão
(1985), até a chegada de um dos seus melhores trabalhos: Uma Janela Para o Amor
(1985), pelo qual foi indicada ao Oscar de atriz coadjuvante e ganhou o Globo de Ouro. Mas
também esteve impecável em Paixão Solitária (1987), Jardim Secreto
(1993), A Herdeira e, pricipalmente, em Ricardo III (1995), ao
interpretar uma aristocrata assassinada por um rei insano.
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Com quase 70 anos e ainda surpreendendo o público com trabalhos inesquecíveis, como O
Jardim Secreto (1993) e A Herdeira (97), Maggie Smith não esconde seu
carisma e sua verdadeira paixão pela interpretação, o que talvez seja o segredo do
magnetismo que ela causa no espectador. Ora como uma aristocrata, ora como a amante de um
trambiqueiro, na comédia ou no drama, Smith sempre se revelou uma verdadeira Dame
do teatro e do cinema, avis rara nos dias de hoje.
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Principais
Filmes:
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- Nowhere to Go (Nowhere to Go, 1958)
- Otelo (Othello, 1965)
- A Máquina dos Milhões (Hot Millions, 1968)
- Primavera de uma Solteirona (The Prime of Miss Jean Brodie,
1969)
- Oh! Que Bela Guerra! (Oh! What Lovely War, 1969)
- Viagens com Minha Tia (Travels With My Aunt, 1972)
- Califórnia Suíte (California Suite, 1978)
- Morte Sobre o Nilo (Death on the Nile, 1978)
- Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 1981)
- Assassinato Num Dia de Sol (Evil Under the Sun, 1982)
- Meu Reino por um Leitão (A Private Function, 1985)
- Uma Janela Para o Amor (A Room With a View, 1985)
- Paixão Solitária (The Lonely Passion of Judith Hearne, 1987)
- O Jardim Secreto (The Secret Garden, 1993)
- Ricardo III (Richard III,
1995)
- A Herdeira (Washington Square, 1997)
- Chá com Mussolini (Tea With
Mussolini, 1999)
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