Desde cedo, a indústria automobilística internacional se estabeleceu no Brasil. Em 1919 veio a Ford, em 1925 a Chevrolet e em 1953 a Volkswagen. Primeiro elas vieram para montar os carros que vinham completamente desmontados (CKD).

Na década de 50, várias medidas oficiais foram propiciando o surgimento e a consolidação de fábricas brasileiras. Em 1952 foi criada a Subcomissão de Jipes, Tratores, Caminhões e Automóveis, de cujos estudos resultaram a limitação da importação de peças não produzidas no país e a proibição da importação de veículos a motor completos e montados. Em 1954, criou-se a CEIMA (Comissão Executiva da Indústria de Material Automobilístico) e em 1956 o GElA (Grupo Executivo da Indústria a Automobilística), que estabeleceu as normas para instalação do parque automobilístico brasileiro. Em 1967, o GEIA foi substituído pelo GEIMEC (Grupo Executivo das Indústrias Mecânicas), órgão mais tarde absorvido pelo GEIMOT (Grupo Executivo da Indústria Automotora). Em 1970, o governo reorganizou o Conselho de Desenvolvimento Industrial, extinguindo o GEIMOT e criando um Grupo de Estudos de Projetos (GEP) e oito Grupos Setoriais (GS) dos quais participam representantes do comércio e da indústria. O Grupo Setorial VI é o da indústria automobilística. Foi nessa época que o primeiro automóvel considerado nacional saiu da linha de montagem da Vemag (em novembro de 1956). Era uma Vemaguete, modelo 57. Naquele tempo era chamada de perua mas hoje seria chamada de "week-end". As primeiras fábricas a se instalar no Brasil foram:


Vemag - Veículos e Máquinas Agrícolas. Fabricava os automóveis da DKW alemã. Seus motores eram de 3 cilindros a 2 tempos. Tinha no painel uma inscrição "3=6" que queria dizer 3 cilindros a 2 tempos equivaliam a 6 cilindros a 4 tempos. Fabricou os modelos Vemaguete, Belcar, Candango e Fissore. Foi comprada pela Volkswagen em 1967.

FNM - Fábrica Nacional de Motores. Pertencia ao governo e fabricava caminhões e automóveis da marca Alfa Romeu. Fabricou o o JK 2000 e depois o Alfa Romeo 2300. Foi comprada pela Fiat e desativada.

Willys Overland do Brasil - Começou a funcionar em 1959. Fabricou o Jeep CJ-5, a Rural Willys e o Aero Willys, baseado no Aero Ace americano. Fez um acordo com a Renault para produzir por 10 anos o Dauphine, depois Gordini, e o Alpine, que aqui foi batizado de Interlagos. Foi comprada pela Ford em 1967.

Simca - Empresa francesa que aqui fabricou o Simca Chambord em vários modelos de acabamento e motor. Em 1967 redesenhou seus carros e lançou o Esplanada, mas não foi bem sucedida. Foi comprada pela Chrysler em 1968.

Volkswagen - Lançou a Kombi em 1959 e em 1960 o VW Sedan. Depois lançou o Karmann Ghia, o TL, a Variant, o SP-2, a Brasília e em 1974 o Passat. Em 1980 lançou o Gol e em seguida a linha que hoje conhecemos.

Ford - Primeiro montava seus carros importados. Depois lançou o caminhão e a camionete nacionais. Só no final de 1966 lançou o seu primeiro automóvel nacional o Galaxie 500 modelo 67. Em 1968 lançou o Corcel.

Chevrolet - Primeiro montava seus carros importados. Depois lançou o caminhão e a camionete da linha Chevrolet Brasil. Em 1969 lançou o seu primeiro automóvel nacional, o Opala. Em 1973 lançou o Chevette.


Mais na tarde, na década de 90, durante o governo Collor, a indústria automobilística brasileira recebe um novo impulso. Após baixar as tarifas alfandegárias e chamar os carros brasileiros de carroças, Collor incentivou a instalação de fábricas de multinacionais no Brasil, além de várias importadoras. Entre as fábricas instaladas no Brasil, além da FIAT, Ford, GM-Chevrolet e da Volkswagen, se encontram a Audi (fabrica o A3), Dodge (fabrica a Dakota), Honda (fabrica o Civic), Land Rover (fabrica a Defender 110), Mercedes-Benz (fabrica o A160 e a Sprinter), Mitsubishi (fabrica a L200), Renault (fabrica o Scénic) e a Toyota (fabrica o Corolla), com sede, sobretudo, em São Paulo (São Bernardo do Campo, Taubaté, São Paulo, São Caetano do Sul, São José dos Campos), Estado do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Além dessas fábricas, várias outras fizeram ou ainda fazem parte da história automobilística brasileira, como a Chrysler Corporation do Brasil (EUA), a Saab-Scania do Brasil (Suécia) e a Puma Veículos e Motores (Alemanha).



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