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Matéria na Revista Playboy

Cristiana Reali
A graça, a beleza e o talento de uma
brasileirinha multinacional

Por Humberto Werneck

Era domingo e a família – papai, mamãe e as quatro filhas – preparava-se para uma excursão ao Zoológico de Paris quando Cristiana, 7 anos de idade, pôs o programa a perder. Uma inexplicável dor de barriga. Na insegurança de quem acabara de chegar à França de mala e cuia, sem conhecer vivalma, a mãe de Cristiana, Amélia, puxou da bolsa o nome de um clínico geral recomendado por seu médico em São Paulo – e, com sem-cerimônia tipicamente brasileira, tirou da mesa de almoço o velho homem, que resultava ser uma sumidade da medicina francesa. Contrafeito, o professor doutor concordou em recebê-las em casa e, depois de examinar a menina, se pôs a escrever em silêncio, lançando olhares por sobre os óculos. "Pela cara", conta Amélia, "cheguei a pensar em coisa muito grave – até que ele me estendeu a folha de papel." Algo assim: "Criança mimada. Muito boa atriz, quando há espectadores. Sua filha promete".

Delicada síntese de Liz Taylor e Adjani

Junto veio a conta da consulta, bem mais salgada que o almoço interrompido. "Paguei 500 francos, na época uma fortuna, e engoli o sapo", lembra-se Amélia. A envergonhada mãe não poderia saber, mas o que saiu levando, naquela folha de receituário, foi a primeira crítica da carreira da atriz Cristiana Reali.

Vinte e seis anos depois, o diagnóstico do médico francês está plenamente confirmado. Espectadores, para começar, é o que não falta à brasileirinha, reconhecida aonde quer que vá, na França, desde que estrelou, no verão europeu de 1996, a minissérie de televisão Terre Indigo, produzida em Cuba ao lado do marido, Francis Huster, um dos atores mais conhecidos do teatro francês. Quanto a seus dotes de atriz, dúvidas que ainda houvesse terão sido desfeitas pela fulgurante temporada de Cyrano de Bergerac, na qual, durante quatro meses, do final de setembro a janeiro passado, em Paris, também ao lado do marido, Cristiana fez Roxane, o principal papel feminino da centenária peça de Edmond Rostand, no palco do permanentemente lotado Teatro Nacional de Chaillot. "Cristalina Cristiana", entusiasmou-se Bernard Thomas, crítico do semanário Paris Match. "Perfeita", disse Odile Quirot, da revista Le Nouvel Observateur. Tamanho foi o sucesso que já em outubro o casal de atores dava entrada, com os figurinos de Cyrano, na galeria de celebridades do Musée Grévin, o museu de cera de Paris. E não é só o talento cênico de Cristiana Reali que está consagrado. A sua beleza também: escolhido há dois anos para promover a linha de cosméticos e produtos de maquiagem da marca francesa Lancôme, seu rosto – delicada síntese de Elizabeth Taylor e Isabelle Adjani, já houve quem definisse –, com a pele muito clara, cabelos negros e abissais olhos azuis, é hoje uma das imagens femininas mais difundidas em todo o mundo. E o mínimo que se pode dizer é que ele faz justiça a um corpo esguio (1,68 metro) que se move com graça, elegância e suavidade.

A Lancôme certamente não, mas o teatro já estava nas cogitações da menina Cristiana quando a sua mãe pagou aqueles 500 francos por seu primeiro espetáculo. Logo haveria outras performances, menos dispendiosas, no apartamento onde a família Reali foi morar quando chegou à França, em novembro de 1972. Seu pai, o jornalista Reali Júnior (que não assina o seu primeiro nome, Elpídio), correspondente da Rádio Jovem Pan e do jornal O Estado de S.Paulo, já era um profissional conhecido na imprensa paulista. Simpático, acolhedor, não tardou para que a sua casa, nas imediações da Torre Eiffel, se convertesse num fervedouro de brasileiros da mais variada procedência, residentes ou de passagem por Paris, e ele próprio numa espécie de embaixador informal de seu país. Uma salada verde-e-amarela na qual entravam também todos os tons de vermelho da esquerda nacional (que na época incluía, por exemplo, Fernando Henrique Cardoso), e, de quebra, também representantes do centro e da direita. Por lá passaram três ex-presidentes da República – João Goulart, Jânio Quadros e José Sarney –, além de incontáveis exilados políticos e celebridades sortidas como o cineasta Gláuber Rocha, o pintor Clóvis Graciano e o costureiro Clodovil.

Para as quatro meninas, todas perfeitamente rimadas – Luciana, Adriana, Cristiana e Mariana –, o permanente entra-e-sai era muitas vezes uma chateação, pois lhes roubava os pais e a privacidade. "Era comum a gente acordar de manhã e encontrar alguém dormindo no sofá da sala", conta Cristiana. Irreverente, já meio atriz, ela se vingava fazendo hilariantes imitações de alguns dos visitantes, depois que eles partiam. Mas não lhe peçam nomes – ela jura que esqueceu.

O que era brincadeira ganhou corpo, mais tarde, num curso de teatro amador. Aos sábados e domingos, volta e meia, a casa dos Reali – já agora em seu endereço atual, um apartamento alugado no 16e. arrondissement, uma área nobre de Paris – era ocupada por colegas e professores das meninas, que aproveitavam o fim de semana para frenéticos ensaios. Ao cabo de uns três anos, as duas mais velhas tomaram outro rumo. Luciana caminharia para o cinema, mas não como atriz – tornou-se montadora e, entre outros filmes, pilotou a moviola de Terra Estrangeira, de Walter Salles Jr. Adriana, que hoje vive em São Paulo, foi para a publicidade. Mas Cristiana decidiu levar adiante a farra para ela seriíssima do teatro amador, que aos 14 anos lhe valera um prêmio. "Em casa ninguém deu muita bola", conta ela sem ressentimento. "Davam mais bola para as minhas notas de Matemática, que eram péssimas..." Melhor aluna no curso de teatro do que no liceu, enredou-se em aulas de recuperação, ficou sem tempo para ensaiar e a certa altura, desolada, deixou cair o pano.

  Por pouco ela não virou Cristiana, a advogada.

O papel seguinte, na vida real, foi o de estudante de Direito, na Universidade de Nanterre, onde não se meteu apenas por ter na família uma penca de advogados e por adorar aqueles filmes com processos e julgamentos. É que os pais, que chegaram à França para ficar dois, três anos, foram espichando a permanência sem contudo descartar a possibilidade de volta para o Brasil -- indefinição que, para as filhas, era motivo de insegurança. "Você ficava entre dois países, sem saber o que fazer", lembra-se Cristiana, "sem saber se valia a pena começar um curso que poderia não servir para o Brasil." Nesse vai-não-vai, Direito lhe pareceu uma escolha boa para o caso de ter que tomar o avião de volta. Ao fim de dois anos de cipoal jurídico, porém, a balança pendeu para a antiga paixão. Nesse meio tempo Cristiana havia se matriculado no Cours Florent, prestigiosa escola de teatro cujas aulas, além de puxadas, se prolongavam em cafés e restaurantes, no bate-papo só aparentemente vadio que em qualquer lugar do mundo acaba sendo indispensável na formação de atores e atrizes.

Cristiana já estava decidida a ficar na França caso a família batesse em retirada. Tinha 21 anos, trabalhava numa loja de materiais esportivos, "poderia ir morar num quartinho como todo o mundo..." A notícia de que dois anos de Direito estavam sendo jogados no Rio Sena assustou a mãe, temerosa da montanha-russa, não raro ruça, que costuma ser a carreira teatral. "Vai ser difícil, se você quiser se casar..." Em certo sentido, acabou até sendo o contrário, pois um dos professores do Cours Florent era Francis Huster, com quem Cristiana iria viver anos mais tarde, em 1991 – e de quem agora espera, para o começo de junho, o seu primeiro filho. "Faça o que quiser", disse-lhe o pai, "mas faça, não fique mudando a toda hora." O caminho estava desimpedido. Mais um pouco e Cristiana fazia a sua estréia, com uma ponta em Lorenzaccio, de Alfred de Musset, em companhia de outros alunos selecionados pelo professeur Huster.

Desde então tem tido papéis cada vez mais destacados, a maioria deles em clássicos como Cyrano de Bergerac, Hamlet, de Shakespeare, O Misantropo, de Molière, e Le Cid, de Corneille – muitas vezes ao lado do ex-professor, com quem já dividiu o palco cinco vezes e que em diversas ocasiões a dirigiu. A superposição da vida pessoal e da vida profissional não parece ser problema para Cristiana e Francis, que uma capa da revista Paris Match já chamou de "o casal explosivo". "Sabemos muito bem separar as coisas, estamos acostumados", diz ela. "Às vezes a gente está de mal e se reconcilia atuando", completa o marido, que até se apaixonar pela brasileirinha, dezessete anos mais nova – ela faz 33 neste mês de março, ele está com 50 –, vivia de lá para cá, pousando em casas de amigos e namoradas (uma delas, a grande diva do cinema francês atual, Isabelle Adjani) e até mesmo em camarins de teatro. "No dia em que a Cristiana pôs cortinas no apartamento", brinca Huster, "vi que a coisa era séria."

Um caso raro de atriz bonita que sabe
fazer rir, disse Belmondo

O currículo cinematográfico da atriz ainda tem curta metragem, mas já inclui um filme, Un Inconnu dans la Maison, ao lado de Jean-Paul Belmondo – com quem fez também, no teatro, a comédia La Puce à l'Oreille, de Georges Feydeau. "O que mais surpreende [em Cristiana Reali] é o seu talento cômico", disse então Belmondo, acrescentando: "É muito raro que uma jovem bonita saiba também fazer rir". Mas o que de fato lhe deu popularidade foi a televisão, com a minissérie Terre Indigo. Nada que se compare, é bom explicar, ao assanhamento à brasileira, que na França só premia os grandes astros da música. "Popularidade, aqui, é alguém mandar uma carta pedindo foto com dedicatória", Cristiana exemplifica. "As pessoas olham, às vezes dizem alguma coisa, mas em geral ficam nisso." O orgulhoso pai conta que mais de uma vez ligou para fazer reserva num restaurante e lhe perguntaram se a filha também ia. Mas dá para sair tranqüilamente à rua, ao volante de seu Volkswagen Polo azul ou mesmo a pé, sem ser engolfada por algum tipo de tietagem. Até porque Cristiana não dá margem a isso. "Ela é de uma simplicidade desarmante", surpreendeu-se a jornalista Maryvonne Ollivry, quando foi entrevistá-la para a revista Madame Figaro. "Continua sendo simples, pé no chão", atesta Amélia Reali, que, esta sim, não economiza pontos de exclamação: "Não há nada mais emocionante do que estar numa sala com 1000 pessoas aplaudindo sua filha, elogiando seu talento e sua beleza, sem saber que você está ali escutando".

Havia gente escutando, no café Le Coq, em frente ao Teatro Nacional de Chaillot, onde ela falou a PLAYBOY, mas a mesa ao lado esperou que a moça saísse, com Francis Huster e Scaramouche, um espevitado cachorrinho da raça Jack Russell, para só então debulhar cochichos a respeito de "Crrristianá Realí, a atriz brasileira..." Atriz brasileira – é assim que muitos a vêem na França. Ou ítalo-brasileira, já que as raízes meridionais lhe garantem a dupla nacionalidade. Ela própria se considera "uma brasileira e uma atriz francesa". "O melhor produto que o Brasil já exportou para a França", galanteou o presidente Jacques Chirac durante a visita do presidente Fernando Henrique a Paris em 1996. "Eu sei, esta eu conheço desde pequenininha", contou vantagem o visitante, lembrando o tempo em que, comum mortal, freqüentava o apartamento supra-ideológico dos Reali. (Mais do que isso, até: foi num studio de 30 metros quadrados, no bairro do Marais, emprestado pelo jornalista, que o futuro presidente curou a ressaca de sua derrota para Jânio Quadros na disputa pela prefeitura paulistana em 1985).

Cristiana, que tem visitado o Brasil a cada dois anos, em média, adora Chico Buarque, Martinho da Vila, Marisa Monte, Gilberto Gil. Recentemente, durante uma sessão de fotos, apaixonou-se pelo fundo musical escolhido pelo fotógrafo, Alcione cantando Não Deixe o Samba Cair, e correu para comprar o disco. Adorou o romance O Xangô de Baker Street, de Jô Soares, e tem O Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos, plantado entre as leituras inesquecíveis de sua meninice. Quem fuçar a sua bolsa vai encontrar mais um pouco de Brasil na forma de uma figa (presente do tio Chico, marido de uma irmã de seu pai), da qual, segundo a irmã Luciana, não se separa jamais. Faz parte do seu pequeno mas imprescindível bloco de superstições, entre as quais se inclui o repúdio a roupas de cor verde, para não atrair – vá a palavra tenebrosa – azar. Pelo mesmo motivo, Cristiana jamais diz "boa sorte" antes de entrar em cena – na melhor tradição dos meios teatrais, não apenas parisienses, ela diz merde! para que tudo corra bem.

No seu freezer não faltam pratos brasileiros (tutu de feijão, por exemplo) contrabandeados da casa dos pais – mesmo porque a moça, no setor culinária, não chega a ser um brilho. "Ela faz massas muito bem", elogia Huster. "Ele come mal pacas, coitado...", corrige Cristiana. "Para falar a verdade, eu não sei cozinhar, faço macarrão porque é mais fácil." Por sorte, Francis Huster não é, à mesa, um francês típico: segundo o sogro, ele não bebe vinho, adora Coca-Cola e, no restaurante, quer seu bife muito bem passado – não se constrange em pedir ao garçom que lhe traga "une semelle", uma sola de sapato.

Esquecidos de que ela chegou a Paris com apenas 7 anos de idade, há nativos que se impressionam com o francês impecável de Cristiana. É a língua que as irmãs Reali falam entre si desde a escola primária. Compreensivelmente, a menos brasileira de todas é Mariana, a caçula – tinha só 1 ano e meio (está com 26) quando a transplantaram das margens do Tietê para as do Sena ("junto à Maison da la Radio" – prédio cilíndrico que abriga emissoras estatais de rádio –, para usar o bordão paterno, conhecidíssimo dos ouvintes da Jovem Pan). Mariana é tão francesa que, aos 4, 5 anos de idade, nem ligou para o ratinho preso na ratoeira que foram lhe mostrar: "Que queijo é esse?", perguntou.

Seu rosto hoje está nos quatro cantos do mundo

Cristiana não chega a tanto, mas o seu pensamento tem a genuína organização cartesiana ("em primeiro lugar", "em segundo lugar"...) dos conterrâneos de René Descartes. Já o português, que ela praticamente só desengaveta para falar com os pais, está longe de ser imaculado. Cristiana arrasta os rrr franceses -- logo ela, exímia em imitar sotaques – e na sua conversa bóiam hibridismos lingüísticos como "respeituoso" ou "consacrar". Nada, porém, que a impeça de fazer teatro ou cinema no Brasil – algo que, por sinal, está em seus planos. Gostaria de ter feito Terra Estrangeira e chegou a verter para o francês a Valsa nº 6 de Nelson Rodrigues. Certa vez ligaram da Rede Globo perguntando se não topava substituir Vera Fischer na novela Pátria Minha. "Mas também foi assim", ela conta: 'Você pode fazer quinze dias daqui a quinze dias?' Eu estava ocupada com teatro e não podia." Ela não gostaria de decepcionar o público brasileiro, com o qual tem por ora uma relação curiosa: está se tornando famosa em seu país sem que ele conheça o seu trabalho. "Não quero fazer por fazer, quinze dias numa novela. Tem que ser alguma coisa artisticamente importante", condiciona.

O Brasil vai ter que esperar, infelizmente, agora que Cristiana Reali se prepara para viver no concreto o seu primeiro papel de mãe. Estará cada vez mais recolhida ao apartamento comprado meses atrás, um dúplex num prédio antigo no mesmo bairro onde moram os pais. (Não, o contrato com a Lancôme, cujo valor não há santo que a faça revelar e que lhe exige 45 dias de trabalho por ano, não a fez milionária, embora já possa viver confortavelmente.) Mais do que nunca, terá motivos para roer as unhas, hábito infantil que o tempo não aplacou.

O mês de junho, chez Cristiana, promete ser movimentado, com a chegada do bebê mas também com a Copa do Mundo, já que Francis Huster, maluco por futebol, será oficialmente o chefe da torcida uniformizada de seu país. Centroavante de um time de peladeiros, o Racing Club de l'Alma, e torcedor do Paris Saint-Germain de Raí, ele é generoso o bastante para oferecer um conselho ao possível adversário Zagallo: "Não utilize os melhores jogadores nas primeiras partidas", recomenda, certo de que elas serão particularmente violentas, com o risco, para o Brasil, de perder de saída seus melhores craques. Membro do Comitê Organizador da Copa, foi Francis Huster quem sugeriu o nome do recém-construído Stade de France, em Saint-Denis, ao norte de Paris, onde no dia 12 de julho 80 000 espectadores verão a finalíssima. "Eu vou torcer para o Brasil", já avisou Cristiana.

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Matéria na Revista Marie Claire

Cristiana Reali
O Rosto Lancôme

Por Jaqueline Pereira
Tradução Adriana Coelho - RJ

Cristiana Reali Ultima atualização: 12:40hs - 10 nov. 1999

A atriz francesa Cristiana Reali não é apenas deslumbrante, sabe muito bem o que quer. Ela, que agora representa o novo rosto da Lancome, permanece atenta a tudo que se passa ao seu redor enquanto se sai muito bem durante a entrevista, concedida à Jaqueline Pereira, recentemente. A entrevistadora de Marie Claire conseguiu a entrevista em meio a um movimentado evento que ocorreu no Raffles Hotel, em Ciangapura.

Notada pela primeira vez em um restaurante 2 anos atrás, a atual promissora atriz francesa Cristiana Reali, foi convidada a submeter suas fotos no momento em que se estava buscando um novo rosto para representar os produtos Lancome. " Eu estava afastada para filmar meu filme em Cuba e pensei que nada diferente poderia surgir naquele momento" nos contou a modelo por trás de seus belos olhos verdes, ela que é descendente de italianos e brasileiros.

Lancome lançou sua nova imagem , e como resultado, Reali se viu lançada ao mundo do glamour e beleza.

Logo ela podia vislumbrar a fama e a fortuna, quando lhe informaram sobre a generosa quantia que estariam dispostos a pagar caso os testes fotográficos fossem rapidamente concluídos em Cuba, entre as filmagens de uma cena e outra de seu ultimo filme. A iniciação desta beldade de 30 anos de idade no mundo da beleza começou cedo, desde a idade de 9 anos quando andava às voltas com os cosméticos de suas irmãs.

Influenciada por Isabela Rosselini. Reali freqüentemente sente-se como uma jovem que olha com admiração as fotos de sua antecessora, que foi a imagem e o símbolo da Lancome por 13 anos. " Ela é um símbolo feminino e eu sei disso porque eu vim de uma família de mulheres - 3 irmãs e minha mãe". Intitulando-se elas mesmas como "Little Women" (romance que versa sobre uma família composta somente de mulheres) elas ainda trocam roupas e fofocam por horas ao telefone, disse Reali que confessa que uma das melhores coisas da vida é falar sem parar ao telefone.

Diferentemente de outras faces que estão a frente de outras linhas de cosméticos, Reali dá a impressão de ser alguém real com a qual uma consumidora pode identificar-se facilmente. Como todas nós, ela não se considera perfeita, queixa-se de seus quadris e suas pernas... acha que não são como gostaria! Ela adora comidas e poderia perder algumas gramas, ela admite. Mais do que isso, ela tem uma adoração por sapatos, bolsas, chapéus e jóias, e é apaixonada por George Clooney.
Viajar pelo mundo encontrando pessoas não é apenas uma experiência enriquecedora mas também um desafio." Ao mesmo tempo, eu descubro algo sobre as mulheres e sobre os diferentes conceitos de beleza, o que, em alguns aspectos, é sempre uma contradição." Ela se surpreende diante da variedade das padrões que a beleza assume. " Eu sou meio latino americana, onde o padrão de beleza são as curvas, por outro lado os franceses têm adoração pelo modelo feminino estilo esguia, reta e fina" Em sua opinião a beleza vem de dentro para fora. "Se vc se sente bem e esta confortável consigo mesma, então isso faz com que vc brilhe" e ela não se sente perturbada ou amedrontada de nenhuma maneira quando se fala sobre o efeito da idade " a verdadeira beleza finalmente sobressai". Qual seu o segredo de beleza? Eu adoro rir e me permito fazer isso sempre que posso"

Texto Original em Inglês
Tradução para Português
Adriana Coelho
Rio de Janeiro


Entrevista no Site Lancôme

Cristiana Reali
Segredos...

Tradução Alex Castro

Lancôme: Fale sobre sua Infância?
Cristiana: Meu pai era de origem Italiana, Eu vivi no Brasil até a idade de 8 anos, quando meus pais que eram jornalistas, foram mandados para a França.
Eles tiveram que voltar para o Brasil, mas eu decidi ficar.

Lancôme: Adolescência?
Cristiana: Eu estudei em escolas francesas e minha cultura é inegavelmente francesa: Eu vivo na França, Eu atuo na França, E Eu estou apaixonada por um homem francês.
Mas tambêm eu me sinto muito italiana, com um lado comunal. Eu sou dedicada ao povo que amo.

Lancôme: O Teatro?
Cristiana: A primeira vez que eu subi em um teatro foi no Brasil, quando eu tinha seis anos de idade. Na França Eu consegui estudar para perder a timidez, quando eu estava com vinte anos, e então eu me matriculei na Universidade "Florent" e e comecei a estudar direito. Eu hesitava entre o tribunal e o palco. Você sabe qual deles ganhou!

Lancôme: Sobre suas irmãs?
Cristiana: Existem quatro pequenas garotas reali, como as quatro filhas do doutor March!

Lancôme: Qualidades que você admira?
Cristiana: Honestidade e Sensibilidade!

Lancôme: Oque te irrita nas pessoas?
Cristiana: Avareza e Egoismo, que é a verdadeira forma da mesquinharia.

Lancôme: Defeito pelo qual você deixa se levar?
Cristiana: Preguiça.


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Todos os Direitos Reservados.
Texto Original em Inglês
Tradução para Português
Alex Castro


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