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07 Julho, 2001

 

Casa do Povo de Alvalade

 

Historial

Um Serviço ao seu Dispor

 

 

 

 

 

Foi no ano de 1943 que a Casa do Povo de Alvalade-Sado foi criada, por aspiração legítima da população em ter quem a representasse.

A primeira Casa do Povo de Alvalade-Sado teve sede num velho edifício alugado. Depressa se tornou pequeno, já que a maior parte da população, sendo trabalhadora rural, se quis associar. E se esta fatia da população se unia em torno de um projecto cujos fins tinham a ver com as suas carências, uma outra, e a título de bairrismo, quis engrossar o número, pois engrandeceu aquele que era para todos, o representante máximo de uma classe desprotegida.

 

Passou, poucos anos depois, para um dos mais velhos edifícios da vila, os antigos Paços do Concelho, onde funcionou até princípios dos anos 60. Se por um lado ou imponência daquele edifício carregado de história, devolvia á mais velha zona histórica da vila, por outro lado a degradação a que chegou fez com que representantes da junta de freguesia demonstrando pura ignorância, contribuíram para que todo aquele património fosse destruído, e em seu lugar surgisse um outro que destoa de todo o resto da Praça D. Manuel I, onde aliás está erguida a Igreja da Misericórdia, monumento Nacional.

Todas as iniciativas da Casa do Povo foram condicionadas devido ao receio em se ir contra “A Paz estabelecida”. E se os homens eleitos não conseguiram realizar grande parte do que se propunham, por condicionalismos vários, muitas iniciativas foram realidade, tais como: A assistência na doença, assistência médica e medicamentos, no nascimento, na invalidez, na velhice e em casos de morte. Proporcionaram-se colónias de férias aos filhos dos associados, numa altura em que as comunicações eram difíceis.

Existia a união entre todos, o que provocava toda uma parte lúdica, baseada em jogos tradicionais. Foi formado um grupo coral alentejano que aos sábados percorria as principais ruas da vila, cantando as “Sortes” da gente do campo.

No entanto, sendo Portugal nesta altura um país tão carenciado em infra-estruturas, procedeu-se ao aproveitamento das instalações da Casa do Povo pelo Centro Regional de Segurança Social, e pelo Posto de Saúde.

Anos depois, surgiu a hipótese de numa outra parte do edifício funcionar o Centro de Dia, uma velha aspiração da comunidade local. Esta situação contribuiu para que a Casa do Povo desenvolvesse no seu seio o mais nobre sentido de solidariedade.

Mais tarde foi criada pela Casa do Povo, o infantário ”O Comboio” que veio assim responder a uma necessidade da população, uma vez que a maioria dos pais trabalhava no campo.

Surgiu ainda a necessidade de apoiar idosos que por motivos diversos, não se podiam deslocar ás instalações do Centro de Dia para tomarem as suas refeições, assim como para conviverem com os demais.

Paralelamente a estas três valências (Centro de Dia, Infantário e Apoio Domiciliário), a Casa do Povo de Alvalade sempre acompanhou a comunidade tentando integrá-la social e culturalmente. Este acompanhamento é feito através de festejos populares, do bar que se encontra localizado na sua sede e de acções de divulgação através de colóquios.

 

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