Ser um homem feminino

Publicado pelo Jornal do Commercio em 18.09.2005
Documento da ONU alerta governos para necessidade de investir em políticas que garantam o acesso igualitário à educação, saúde e trabalho

NOVA IORQUE, EUA – A pobreza do mundo não vai ser erradicada enquanto perdurarem as diferenças entre homens e mulheres no acesso à educação, saúde, ao mercado de trabalho e patrimônio. Essa é a conclusão do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), apresentada no Relatório sobre a Situação da População Mundial 2005. No documento, divulgado ontem em vários países, incluindo o Brasil, a agência da ONU alerta governantes para a necessidade de investir em políticas que garantam tal igualdade.
“O mundo está demorando muito para cumprir um compromisso feito há 60 anos”, afirma a diretora no Brasil da Unfpa, Tânia Patriota. Os exemplos da desigualdade são muitos. Metade das mulheres no mundo não tem emprego, ante 30% dos homens. Quase dois terços dos analfabetos adultos do mundo são mulheres. Todo ano, 529 mil mulheres morrem de causas relacionadas à gravidez. Pelos cálculos da Unfpa, mais de 250 milhões de anos de vida produtiva são perdidos no mundo em razão da morte de mulheres e meninas em decorrência de problemas relacionados à gravidez e ao aborto.

“Muitos líderes defendem o livre comércio para estimular o crescimento econômico. Chegou o momento de conclamar ações que liberem as mulheres da discriminação, da violência e dos problemas de saúde que elas enfrentam todos os dias”, afirmou, na carta de lançamento do relatório, a diretora-executiva da Unfpa, Thoraya Ahmed Obaid.

Para reduzir tal desigualdade, a agência diz ser imprescindível que governos façam investimentos em educação e saúde reprodutiva. Motivos não faltam. O documento observa que, em grupos femininos com maior escolaridade, há menos mortalidade infantil.


Mulheres com maior escolaridade também se casam mais tarde, têm chance de desenvolver uma atividade produtiva mais rentável e, com isso, promover melhores condições de vida para si e sua família. “A experiência mostra que mulheres investem mais nos filhos. Sem falar que, com maior escolaridade, têm maior poder de decisão sobre o próprio destino”, afirma Tânia.

BRASIL – A diretora da Unfpa elogiou o desempenho do Brasil na área educacional, na qual mulheres já apresentam níveis de escolaridade maiores que os dos homens. Ela destacou também a criação de um programa de saúde reprodutiva, que tem entre seus objetivos a oferta de métodos contraceptivos à população. Mas observa que, mesmo com tais medidas, a desigualdade é ainda marcante no País.

Estudos demonstram que, mesmo com nível igual ou superior ao do homem, a mulher brasileira ganha menos. Índices de morte materna também são considerados extremamente altos. Tânia observa que tais índices poderiam ser reduzidos caso o atendimento a mulheres com complicações de aborto fosse melhorado. Ela acredita que a reavaliação da legislação sobre o tema – que hoje tramita no Congresso – e a eventual descriminação do aborto poderiam ter um impacto positivo nos índices de mortalidade.

O relatório também adverte para a necessidade de ampliar políticas para reduzir a violência a que hoje a mulher está suscetível. Pelos cálculos da Unfpa, uma em cada três mulheres do mundo será vítima de algum tipo de violência.
OEA garantiu prisão de homem que deixou mulher paraplégica

Publicado pelo Jornal do Commercio em 29.05.2005

RIO – Foram sete anos de tortura no casamento e outros 19 de martírio na Justiça: a bioquímica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, 60 anos, precisou da ajuda da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) para ver seu marido e pai de suas três filhas, o professor universitário Marco Antonio Herredia Viveiros, atrás das grades. Em 1983, culminando um histórico de violência doméstica, Marco Antonio atirou em Maria da Penha pelas costas quando ela dormia.

A bala deixou a bioquímica paraplégica. Já de cadeira de rodas, ela foi vítima de outro atentado: o marido levou-a até o chuveiro e tentou matá-la com um choque. Maria da Penha escapou e denunciou Marco Antonio. O processo levou quase duas décadas e dois julgamentos. Somente após o caso ser denunciado à OEA, o professor foi preso. Ficou menos de dois anos na cadeia e, hoje, cumpre a pena de dez anos e seis meses em regime semi-aberto.

Maria da Penha escreveu o livro
Sobrevivi, posso contar, virou símbolo da luta contra a violência doméstica e, este ano, foi homenageada pelo Senado com a medalha Bertha Lutz. Hoje, acredita que o maior entrave no combate às agressões dentro de casa é a lentidão e, por vezes, a inoperância da Justiça: “É preciso dar condições à mulher de denunciar o agressor, garantindo que ele será punido e acabando com a impunidade. Do jeito que a lei está, é lícito fazer qualquer coisa”, diz a bioquímica.

LETÍCIA HELENA
Agência O Globo
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Pesquisa indica que mulheres independentes, mesmo com filhos, progridem mais na profissão do que as casadas

RACHEL MOTTA

Bem antes da revolução feminina e da primeira queima de sutiãs em praça pública, as mulheres que não se casassem antes dos 30 eram condenadas a morrer no caritó. Hoje o apelido maldoso para a solteirice caiu em desuso – até porque muitas vezes a mulher está solteira por opção. A idéia de só o homem ganhar dinheiro para manter a casa também vai ficando no passado. A reivindicação pela igualdade de direitos fortaleceu a personalidade feminina e muitas jovens trocam o altar pela independência.
Estudo da economista Lena Lavinas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE sugere que os maridos são o principal obstáculo para a investida das mulheres no mercado de trabalho. Estima-se que mais de 40% das brasileiras casadas e com filho não trabalhem. Já a taxa das solteiras com crianças cai para 30%. Outro ponto constatado foi que as chefes de família (tanto mães solteiras quanto divorciadas) têm uma renda média superior à das casadas.

É o caso da defensora pública Míriam Sonoda, 50 anos, que se separou depois de 13 anos, fez supletivo, vestibular e tomou para si a responsabilidade pela renda familiar. “É uma vida confortável ter um marido, mas vale a pena arriscar a vida sozinha e vencer pelo próprio esforço. Entre a liberdade e o relacionamento a dois, opto por ficar sozinha e assim estou há vários anos”, revela satisfeita. “Eu já tinha três filhas, mas queria estudar e trabalhar e meu esposo não entendia isso. O homem brasileiro, principalmente o nordestino, não está preparado. Eles querem dividir a responsabilidade, mas são egoístas e querem uma carreira vitoriosa só para eles”, generaliza.

Quem também não se arrepende de ter se afastado do companheiro para ter uma profissão é a cabeleireira Wanda Oliveira, 42 anos. “Meu ex achava que eu não precisava trabalhar, porque ele daria tudo. Na época achava bom, porque nossos filhos eram pequenos, mas eles cresceram e eu fiquei sozinha.” Foi quando Wanda começou a se dedicar a cursos e querer ter seu dinheiro. “O problema é que não podia sair de casa.” A decisão de pedir o divórcio e lutar pela profissão não é nada fácil, pois interfere na rotina de toda a família. “O fato de ter as minhas filhas para criar me deu mais força e coragem para batalhar pela carreira.”

Míriam também acredita que se continuasse casada não teria a renda nem a tranqüilidade que tem hoje. “Minha carreira é mais importante que ter um marido”, diz sem nenhuma dúvida. Apesar de nunca ter sido casada, a joalheira Fabiana Barros, 32 anos, pensa semelhante. Para ela, o fato de já ser mãe e solteira faz com que se esforce mais. “Tenho que trabalhar o dobro para manter o padrão de vida, mas estou bem melhor do que se estivesse com alguém. Sou completamente independente. Tenho meu carro, talão de cheque e cartão. Fiquei mais seletiva, então, homem para mim é acessório”, brinca bem-resolvida.
Artigos de Jornal e textos extras

EMMANUEL DUPARQ

Agência France Presse

HERAT, Afeganistão – Centenas de afegãs desafiam ameaças, inseguranças e o peso da tradição milenar para participar como candidatas nas eleições legislativas de hoje. Cerca de 10% dos 5.800 candidatos nas eleições legislativas afegãs são mulheres, um conjunto que corre contra a corrente da tradição sob inúmeros riscos, perigos que não as demovem do seu objetivo.

Gheida Tavaen Afif, uma jovem candidata nas eleições, não conhece o número que aparece no seu celular ao atender a uma chamada cuja mensagem é direta: “Retire a candidatura ou te mataremos”.

“Por que deveria abandonar? Por que sou mulher? Jamais”, frisa a moça solteira, de 26 anos, que almeja um posto de deputada em Heran, a grande cidade do oeste afegão, próxima à fronteira iraniana.

São centenas de mulheres a desafiar estas ameaças e o peso da tradição apresentando-se às eleições. De um modo geral, a situação não melhorou para as afegãs desde a queda do regime talibã, em 2001, que era extremamente repressor em relação às mulheres.
Trabalho, a ser lançado esta semana, conta a história de Severina Ferreira, a agricultora pernambucana analfabeta que lutou contra a decisão de ministros do STJ para fazer o aborto


MANUELA FERREIRA

A agricultora pernambucana Severina Maria Leôncio Ferreira, 27 anos, travou uma luta contra a decisão de sete ministros do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) durante três meses. Analfabeta, moradora do Sítio dos Macacos, no município de Chã Grande, a 80 quilômetros do Recife, Severina estava grávida do segundo filho quando soube, com 16 semanas de gestação, que o feto era anencéfalo. A certeza de que a criança, sem cérebro, já nasceria morta, a fez entrar numa batalha pela interrupção da gravidez.

Quase um ano depois, a trajetória da agricultora é contada no documentário Uma História Severina, dirigido e roteirizado pela antropóloga Débora Diniz e pela jornalista Eliane Brum. O vídeo, que estréia no País quarta-feira, é dividido em cinco partes ou atos, e conta com trilha sonora da repentista Mocinha de Passira e textos e ilustrações do artesão J. Borges.

A história acompanha a personagem desde 21 de outubro do ano passado. Na época, enquanto a agricultora era internada no Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, para interromper a gestação, o STJ julgava a liminar da anencefalia, em Brasília. Os magistrados cancelaram o direito da antecipação do parto sem licença judicial. Na manhã seguinte, Severina foi expulsa da unidade de saúde. Do lado de fora, apenas o marido, o agricultor Rosivaldo Ferreira, a esperava. “Tudo isso no intervalo de tempo de uma sentença”, explica Eliane Brum.

A jornalista revela, ainda, que a realização do documentário, produzido pela organização não-governamental Anis (Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero), sediada em Brasília, partiu de várias histórias parecidas com a de Severina.

“Fizemos uma apuração prévia com 58 mulheres, em todo o Brasil, ao longo do ano passado”, diz a jornalista. Todas haviam sido beneficiadas pela licença provisória, concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, a partir de uma ação da ONG e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, que permitia a interrupção da gestação de fetos sem cérebro enquanto a ação não fosse julgada em definitivo. Desde o final dos anos 80, mulheres como a agricultora têm buscado permissão para interromper a gestação junto a juízes e promotores.

De acordo com Debora Diniz, o documentário pretende alertar não apenas para a angústia de Severina, mas de outras mulheres que compõem uma estatística alarmante.

Segundo a Anis, o Brasil possui o 3º maior número de partos anencéfalos do mundo. “O problema é que nossas mulheres são obrigadas a manter a gravidez não apenas por causa da lei, mas por crenças pessoais, morais e religiosas de quem julga sua súplica”, avalia a antropóloga.

“São dois casos de anencefalia para cada mil nascimentos, diversas histórias cujos sofrimentos são desconhecidos pelos ministros do STJ”, critica Debora Diniz. Um deles, como registra o vídeo, chegou a questionar: “Mas onde estão essas mulheres? Nós nem sabemos se elas existem.”

Severina conseguiu autorização para realizar o aborto no sétimo mês de gestação. Ela e o marido foram os primeiros a assistir ao documentário. Ambos tinham poder total de veto. No entanto, nada tiraram ou acrescentaram. Os dois choraram da primeira à última imagem. Ao final, registraram seu entendimento de maneira simples. “Sofri duas vezes. Ao ver e ao viver. Quero que os ministros do Supremo vejam também duas vezes. Para ver e para não esquecer”, acrescentou Rosivaldo Ferreira.
Mulheres candidatas ignoram ameaças
- Afeganistão encara urnas -

Publicado pelo Jornal do Commercio em 18.09.2005
Ser um homem feminino

Publicado pelo Jornal do Commercio em 18.09.2005
Depois de as mulheres queimaram sutiãs para mostrarem-se mais livres, fortes e donas do mundo, eles reivindicam a chance de poder se mostrar frágeis

BRUNA CABRAL

Ser durão e ter fama de mau já foi o sonho de todo homem. Hoje está mais para pesadelo. Depois da brilhantina e da dobradinha jaqueta de couro e cigarro, chegou a era do lenço. Agora a regra é chorar, sentir e trocar fralda. Para psicólogos e até para eles, os principais interessados no assunto, uma movimentação equivalente ao que foi a queima de sutiãs para as mulheres está emergindo de uma nova rotina estabelecida nas relações familiares, profissionais e amorosas. O caminho que eles estão fazendo, no entanto, é inverso ao delas.

“A busca é pela coragem de assumir e viver os sentimentos”, resume o psicoterapeuta e diretor do Libertas, Jayme Panerai. Segundo ele, a “revolução” feminina do fim dos anos 60 e início dos 70 acabou sacudindo os papéis sociais delegados não só a elas, mas aos dois gêneros. E quem um dia viveu a ilusão de que ser homem bastaria teve que rever seus conceitos. Ou, nas palavras da psicóloga Vânia Araújo, que inicia um curso sobre o tema no próximo mês, chamado “curar o feminino”. Mas isso não se faz usando saias. “O importante é integrar a ação, que é uma energia masculina, com a recepção, que é feminina”, diz. São forças complementares, explica, também chamadas de ying e yang pela filosofia oriental. “Todos nós estamos em busca dessa unidade das duas polaridades”, afirma.

Mas as mulheres estão um passo (aliás, uma fogueira de sutiãs) à frente. Segundo Panerai e Vânia, os primeiros estudos sobre essa revisão do conceito de masculinidade foram feitos uma década depois do início do feminismo. E a transformação ainda está em curso no cotidiano de homens como o auditor fiscal José Alberto Maia. Ele se considera no meio do caminho entre a razão e a sensibilidade na relação com os filhos, com o mundo e principalmente com sua amada. “Choro em todo tipo de filme, me emociono escutando música e ela fica rindo de mim”, diz. José Alberto brinca e se diz incorrigivelmente sensível, apesar de toda a patrulha social pró-machão que ainda vê por aí. “O homem sofre com essa impossibilidade de desenvolver sua sensibilidade e principalmente de demonstrar suas fragilidades.”

Ao contrário do que se pensa, diz Panerai, o machismo não é a glória masculina. “Em vez disso, não permite que estejamos inteiros, nem que tenhamos acesso a uma gama enorme de experiências”, diz. Estudioso do assunto, o psicólogo e integrante do Instituto Papai Ricardo Castro vai além. Para ele, o regime androcêntrico, que impõe uma certa castração de emoções, é um dos principais indutores da violência mundial. “As guerras e os altos índices de homens suicidas e homicidas mostram que esse modelo do homem forte e brutal não dá certo”, afirma. Por isso ele e tantos outros optaram por um novo paradigma. E a porta de entrada, para muitos, foi a paternidade. “Com a responsabilidade é possível descobrir o prazer de cuidar e de sentir”, explica Vânia. O caminho proposto pelo pesquisador e graduado em psicologia Daniel Lima é outro. “Não acho que seja uma questão de feminino e masculino, mas de polaridades. Quando atribuímos a emotividade dos homens a seu lado feminino estamos consolidando a idéia de que não somos sensíveis.” E isso, diz, não corresponde à realidade. “Não há nada biológico nem genético que explique isso. É uma construção social que pode ser desfeita”, diz Daniel. E pelos dois sexos. “Enquanto os homens têm que encontrar sua emotividade perdida, as mulheres precisam resolver melhor sua sexualidade.” Mãos e lenços à obra, então.
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Publicado pelo Jornal do Commercio em 02.10.2005
Marido é que atrapalha

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Desigualdade entre homens e mulheres acentua a pobreza

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Neste espaço você encontrará artigos publicados em jornais que são interessantes e valem a pena serem lidos.




Para evitar abusos nos horários de pique, linhas do metrô e de trens estaduais passam a disponibilizar amanhã espaço exclusivamente feminino

BRUNO LOUSADA

Agência Estado

RIO – Entra em vigor amanhã, no Rio de Janeiro, a lei estadual que obriga as concessionárias do sistema ferroviário e metroviário do Estado a destinar vagões exclusivos para as mulheres nos horários de pico. Sancionada no dia 23 de março pela governadora Rosinha Matheus (PMDB), seu objetivo é evitar assédio.

Na sexta-feira passada, as concessionárias anunciaram como será a identificação externa dos vagões exclusivos, internamente iguais aos demais.

No Metrô, a identificação será feita por quatro faixas cor-de-rosa na parte superior do carro. Nos trens suburbanos, administrados pela Supervia, serão afixados adesivos de uma silhueta feminina ao lado da porta.

Conforme determina a lei, em cada composição que circular entre as 6h e 9h e entre 17h e 20h dos dias úteis haverá um vagão exclusivo. Aos sábados, domingos e feriados a separação por sexo deixa de ser obrigatória.

O diretor do Metrô Rio, Joubert Flores, disse que abusos contra as mulheres são “pouco freqüentes” no sistema metroviário

RESPEITO – “O nosso público é respeitador. Rejeita até jogar papel no chão. Não temos do que reclamar”, garante Flores. Segundo ele, dos 500 mil passageiros que usam o transporte diariamente, 49% são mulheres.

“A nossa frota é de 34 trens, sendo que um deles sempre fica em manutenção. Dependendo da adesão, podemos aumentar os carros especiais.”  Já a Supervia destinará 150 vagões para as mulheres, que representam 46% dos 400 mil passageiros que viajam todo dia de trem.   “As mulheres podem usar qualquer vagão. Os homens é que não vão entrar no vagão delas”, informou Ivone Malta, gerente de Comunicação Corporativa da Supervia.

No discurso pronunciado quando da ratificação da lei, a governadora Rosinha ressaltou que a criação de um vagão exclusivo protegerá as mulheres de eventuais constrangimentos causados pelo aperto e de qualquer tipo de abuso.
Vagão só para mulheres no Rio

Publicado pelo Jornal do Commercio em 23.04.2006
Vagão só para mulheres no Rio

Publicado pelo Jornal do Commercio em 23.04.2006
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