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Ama a Deus Como Davi Amou? Parte 2
(*) As citações bíblicas são das traduções: Bíblia de Jerusalém e da Tradução do Novo Mundos das Escrituras Sagradas. |
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Como vimos na parte um deste ensaio, após a morte de seu filho com Bate-Seba, Davi entra num período de profunda introspecção. Ele passa a refletir em todos os atos de iniqüidade que praticara, especialmente àqueles relacionados com o inocente Urias. Ele é então arrebatado por um profundo remorso e é provável que seja a partir deste período que ele tenha composto seus mais belos Salmos. Neles ele expressou seu amor a Deus e o desejo de habitar como ele pela eternidade. Também implorou seu perdão de maneira sincera e profunda, extraindo sentimentos do fundo da sua alma, da profundidade de todo o seu ser.
Na seqüência vamos analisar alguns destes Salmos escritos por Davi. Nesta leitura procuremos discernir quais eram suas reais motivações e sentimentos ao se expressar a Deus. Procuremos também nos colocar no lugar dele tentando refletir em nossas ações passadas para ver se, mesmo tendo cometido atos vergonhosos tanto contra nosso próximo quanto contra Deus, possamos receber um bálsamo curativo para as feridas de nossa alma e então, tal como Davi, passemos a amar em profundidade àquele nos amou primeiro e que nos curou.
Davi Pede Perdão
O Salmo 51 é um Salmo de penitência. Aqui Davi derrama sua alma diante de Deus e pede perdão pelos seus atos iníquos. Ele o escreveu após ter sido exposto pelo profeta Natã devido ao pecado de ter se deitado com Bate-Seba e pelos eventos que sucederam a isso.
Ele cai em profunda depressão
No Salmo 38 Davi sente os efeitos de uma profunda depressão, literalmente consumindo todo o seu corpo. Aqui ele confessa seu erro e em desespero clama no versículo 21: - Não me abandones, ó Jeová! Por favor veja os principais trechos do Salmo 38 e tente visualizar a angústia e a profunda tristeza que Davi estava sentido:
Confia em Jeová e tem sede de Deus
No Salmo 27, Davi indica que quem está com Deus não tem o que temer. Neste Salmo ele começa a falar sobre o seu futuro eterno. Ele faz um pedido a Jeová, mas ainda não obtém a resposta. Na verdade ele quer morar com Deus, primeiro neste sistema de coisas mas também no que há de vir.
No Salmo 63 ele expressa o chamado “desejo de Deus”. É como alguém apaixonado que não consegue ficar longe de amor de sua vida. Ele sente falta de Deus, a ausência do altíssimo o consumia. Este Salmo foi escrito quando ele estava errante no ermo de Judá, provavelmente durante a perseguição que ele sofreu da parte de Saul. Evidentemente este Salmo foi escrito antes de sua depressão por causa do grande pecado.
Seu futuro eterno está nas mãos de Deus
No entanto, foi no Salmo 23 que Davi expressou sua definitiva convicção – entregou nas mãos de Deus o seu futuro eterno. Um dia todos nós vamos ter de atravessar o vale da sombra da morte ou encarar o fim de nossa existência. Consciente disto, Davi compara o Pai eterno a um amoroso pastor, que entre outras coisas o leva a pastagens relvosas e a lugares de descanso bem regados – Talvez estes lugares de refrigério existam antes e depois do vale da sombra da morte ou antes e depois desta existência. Para ele a passagem desta vida para a eterna seria feita sem temor pois como ele disse: Não temerei mal algum! Notemos os trechos principais deste belo Salmo.
Estas poucas mas importantes referências bíblicas nos dão uma idéia da relação entre Davi e Jeová. Foi uma relação de intenso amor entre um homem especial e o perfeito e único soberano universal. Podemos agora suscitar uma pergunta. Após todos os seus padecimentos expressos nestes Salmos, foi ele perdoado por Deus? Podemos afirmar com um sonoro SIM! Em Hebreus 11:32 o apóstolo cristão Paulo, sob inspiração, cita Davi, entre outros grandes heróis bíblicos. Na Revelação, o senhor Jesus orgulha-se de seu antepassado ao dizer: - Eu sou a raiz e a descendência de Davi, e a resplandecente estrela da manhã. Certamente Jesus não se orgulharia de um pecador impenitente (Revelação 22:16).
Aprendemos muito com o exemplo de Davi. Como qualquer ser humano ele errou. Mas como poucos, soube reconhecer o erro, arrependeu-se e pagou pelo que devia. Nisto tudo, sua fé e seu amor jamais fraquejaram. Quem dera que fossemos como ele. Conseguiremos um dia amar a Deus como Jesus amou?
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