Miguel Abrahão tem bacharelado, licenciatura em História e mestrado em História Medieval pela Faculté des Lettres et Sciences Humaines de Paris. Veja seu currículo completo clicando aqui!

Resumo dos textos teatrais:

- Todos os textos na íntegra possuem descrição do cenário e do número de personagens.

- Todos os textos são protegidos por direitos autorais e só podem ser encenados mediante autorização expressa do autor ou de seu representante legal SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais).

  1. A peça, escrita em 1978, conta uma estória simples, mas é na descrição apaixonada e cúmplice das personagens que reside sua grande força. A temática de A CASA gira em torno de uma idéia amarga e aparentemente cínica: O único meio da mulher se manter é entregar-se à vida. Contando a história de Josinalda, senhora de princípios rígidos que mantém sozinha, a irmã Liduína, a sobrinha Fredegunda e a vizinha, Creuzilene, a obra resvala para a comédia policial quando, inesperadamente, um bandido adentra à casa de distintas damas e as toma por refém. A obra transforma-se, assim, num fascinante jogo intelectual de gato e rato ao mesmo tempo em que descontrai e diverte. Encenada e premiada várias vezes em diversos festivais de teatro do país. É o texto favorito de muitas companhias teatrais e teve, em 2007, seus direitos adquiridos para o cinema por produtora independente.

  2. Nos anos 30, durante a ditadura Vargas, o professor Bolívar Bueno, envolvido com idéias perigosas para a época, exerce forte influência e controle emocional sobre seus alunos, do tradicional educandário Wolfgang Schubert, enquanto se divide entre as atenções às professoras Rosário e Suzy e as intrigas do Reverendo Otto Stockhausen e de sua assistente, senhorita Catarina. Encenada no Brasil e no exterior (EUA e AMÉRICA LATINA) a peça, premiada inúmeras vezes, foi adaptada em 2005 por seu autor para romance. Lançado em 2007 pela Ed. Espaço Jurídico e adotado por escolas, teve sua primeira edição esgotada. Em março de 2008, deverá estar nas melhores livrarias a 2ª edição desta ficção fidedigna na reconstrução de um dos momentos mais marcantes da História do Brasil. Texto perfeito para ser encenado com professores e alunos (como foi o caso da última encenação no Colégio Santo Agostinho – Leblon em 2006) e/ou para professores e alunos de escolas públicas e particulares.

  3. Beth Fera, líder feminista, preocupada em inverter os valores vigentes e procurando assumir e fazer com que mulheres de todo o país assumam uma posição dominante e autocrática perante os homens, decide promover um CONGRESSO em sua casa a fim de conscientizar as companheiras passivas e ingênuas da verdadeira condição da mulher na sociedade. O problema ocorre quando Amélia, sua vizinha submissa resolve participar dos debates e carrega consigo seu marido Almeida, um típico machão incorrigível. A peça, sempre que encenada, recebe elogios da crítica especializada e, em muitas oportunidades, foram encenados espetáculos separados só para mulheres ou só para homens. Indicada para um público a partir de 14 anos.

  4. Este texto, que exige atores com grande experiência teatral e versatilidade, deu oportunidade ao autor de voltar seus olhos para um dos temas mais comuns e conhecidos da literatura universal: o triângulo amoroso. A história não está voltada para o conteúdo melodramático como seria de se prever. Antes de tudo é uma crítica ácida e delirante ao consumismo. Dayse, a mulher, é apresentada ao público como consumidora e objeto de consumo, assim como o marido, o amante e as duas vizinhas. Com final surpreendente e original, a peça sempre cativou platéias do país e deu ótimas oportunidades a atores em busca de papéis que permitam o verdadeiro exercício teatral e não o riso fácil e óbvio do humor moderno.

  5. Com os direitos comprados por companhia teatral paulista, esta peça, que deveria ser transformada em musical pelos detentores da obra, ficou anos na geladeira e agora, livre de qualquer contrato, pode ser encenada por quem assim o desejar. Em tom bem humorado conta a história de Rafael que, para obter dinheiro e quitar suas dívidas, torna-se um objeto pago para senhoras carentes em busca de amor. Com o crescimento do negócio e não podendo dar conta dos inúmeros compromissos, contrata três estudantes para trabalharem para ele. Egoísta e incapaz de amar, assim ele permanece até conhecer Shirley, mulher que irá mudar a vida e a relação dos quatro rapazes da trama.

  6. Um dos textos do autor que mais recebeu encenações pelo país têm sempre agradado a adolescentes e adultos em geral. Vinculada à estética do absurdo, a peça conta a história de Porcina e Geraldinho, casal que se desama e pretende desromânticamente desunirem-se em desmatrimônio para todo o sempre. Cheio de humor inteligente, a peça passa por todas as fases de um casamento normal em sentido inverso proporcionando uma hora e meia de gargalhadas e diversão inconteste.

  7. Peça ainda não disponível por questões contratuais que deverão expirar em breve.

  8. Texto escrito para a esposa do autor, nunca foi encenado por exigência da mesma que, agora, o libera para todos que o desejarem. Etelvina, mulher pobre, porém desonesta, busca num casamento sem amor a segurança material necessária a fim de poder por em prática um plano que a deixará rica e permitirá que realize o seu maior sonho viajar pelas Zoropas! Abusando dos receios e crenças esotéricas, a personagem central da obra explora financeiramente os crentes em uma trama bem urdida, com momentos hilários e coadjuvantes fascinantes.

  9. O autor reconta, com extrema originalidade, a clássica história de Hans C. Andersen. Imperador chinês, egoísta e apegado a bens materiais não percebe os encantos de um rouxinol em seus jardins. Disto se aproveita o cruel Mandarin Yu e sua partner, a bruxa Wu, para se apossarem do trono da China. Porém, terão que enfrentar a perspicácia da princesa Chin e do aloprado criado Dinguilin. Várias vezes encenada agrada sempre a crítica, as crianças e os país. Inclui letras de músicas inéditas que poderão receber a melodia desejada pela companhia que a encenar.

  10. Tuca e Tom, dois adolescentes encerrados em algum lugar do universo, filosofam sobre a vida, buscando de maneira desesperada uma esperança e uma identidade para a humanidade, a fim de salvá-la de triste condição. A peça, em um ato, repousa sobre a palavra, dramaticamente trabalhada. Trata-se de um texto dramático onde a conclusão nos remete a poesia e ao lirismo de uma época perdida. Constantemente representado por alunos de escolas públicas e particulares, bem como grupos teatrais de pequeno porte brasileiro. Em 1984, o personagem TOM rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival Salesiano de Teatro (S.P.) ao ator João Vitti.

  11. Maria, dona de uma pensão classe média baixa, mãe de cinco filhas, decide casá-las a qualquer preço chegando a oferecê-las para os tipos mais esquisitos. Por trás de estranho comportamento, não encontramos a figura de uma matriarca zelosos e sim certos interesses pessoais que virão à tona no decorrer da história. É uma das peças menos representadas do autor, pois ficou indisponível pela SBAT durante anos a pedido do próprio Miguel.

  12. Encerrados em algum lugar não definido e com três portas fechadas, três rapazes buscam o significado para a vida e o entendimento do que ocorre com cada um deles para ali se encontrarem aprisionados. Perfeito para encenação em universidades e alunos de psicologia, filosofia, história e comunicações.

     


     

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