| O
que se espera de filme como espetáculo dramático-estético,
Olga é irretocável. A fotografia, a dramaturgia, a reconstituição
histórica, a trilha sonora (Marcus Viana) norteiam a beira da excelência!
Além do mais ele está aliado a um registro histórico
que o faz crescer muito mais como obra, não só para nós
brasileiros, mas para as platéias de todo o mundo: a tortura, a
violência, o desagravo imposto à condição humana
transcende os paredões da nacionalidade. Olga ultrapassa as raias de um filme para ser comentado puramente pela sua beleza técnica-estética. Viola todas as regras do “filme descartável”, tão em alta nesses tempos. Há nele muito de incisivo. O enredo, principalmente, arrasta a todos à reflexão, mesmo aqueles prosaicos ruminadores de pipoca que vão em busca de mera diversão, encontrarão ai, algo para justificar o conteúdo da caixa craniana. Olga diz a que veio: sensibilizar e fazer pensar! Rui Lopes. |
|