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OLGA,
O FILME... Para ver e sentir. A passagem de Olga Benário pelo Brasil e seu envolvimento com Luis Carlos Prestes, partilhando ambos ideais comunistas da época, (2ª Guerra Mundial), consolidou-se num livro romanceado pelo escritor Fernando Morais. Trata-se de um trabalho histórico-literário de singular repercussão, desde se lançamento em 1985. |
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somos contemplados com sua adaptação para a tela por Rita
Buzzar assinando o roteiro e Jaime Monjardim na direção
de seu primeiro trabalho para o cinema. É uma película arrebatadora
que vem se somar a outros trabalhos nesse novo ciclo onde o Cinema Nacional
encontra cada vez mais a sua identidade. A qualidade do filme é flagrante. Olga tem um roteiro denso e bem equilibrado, sustentado por personagens que compõem uma das mais controvertidas e importantes páginas de nossa história. A trama vai sendo-nos passada pela interpretação tocante de Camila Morgado no papel-título e Caco Ciocler (Prestes) numa direção de elenco poucas vezes encontrada no nosso cinema. As “estrelas” que aparecem desnudam-se dessa imposição de mídia e passam com mais veracidade o papel que cada um foi confiado. Os planos em decupagem clássica, numa narração em Flash-back, vão se sucedendo, valorizando o gênero, nos emocionando e nos fazendo cada vez mais entender aquela página da história, obscura para a maioria de nós brasileiros. A entrega de Olga Benário Prestes, judia e comunista, a gestapo da Alemanha dos nazistas pelo governo Getúlio Vargas é o fio condutor que amalgama todas as ramificações da trama. Não se trata, aqui, de defender esse ou aquele sistema, de enaltecer regimes ou forjar mártires, mas descobrir com isso os elos nos quais a nossa história vai sendo perspassada por sucessivas gerações, na tirania, na violência, no cerceamento de formas diferentes de pensar e de viver. |
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