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14ª etapa -
GP da
Cidade do México
Bourdais fecha 2006
com mais uma vitória
Na
última volta, Sebastien Bourdais, jogou o carro para cima de Justin
Wilson, assumiu a ponta e venceu
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Bourdais, à
força, ultrapassa Wilson e vence no Hermanos Rodriguez. |
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Debaixo de chuva, o
piloto francês Sebastien Bourdais, da Newman Haas, conseguiu neste domingo
a vitória do Grande Prêmio do México, com tempo de 1h51min31s146. A prova
encerrou a temporada 2006 da Champ Car, também vencida pelo francês.
Quando parecia que o inglês Justin Wilson conquistaria o GP, o corredor de
Le Mans tomou o posto na última volta do traçado do autódromo Hermanos
Rodríguez, na Cidade do México. "Busquei a parte de dentro, à parte de
fora, para poder ultrapassá-lo", disse Bourdais ao final da prova.
A corrida teve em seu início um acidente entre o mexicano Mario Dominguez
e a inglesa Katherine Legge, que perderam a frente de seus carros. Os
veículos foram consertados, mas a desvantagem já era irrecuperável.
Nas primeiras voltas, Sebastien Bourdais conseguiu a ultrapassagem sobre
Justin Wilson - que no sábado conquistara a pole position. Na 23ª volta,
as posições se inverteram novamente e o piloto de Sheffield reassumiu a
liderança.
Durante a corrida, começou a chover, obrigando às equipes a refazerem suas
estratégias. Wilson não trocou seus pneus, mas Bourdais sim.
O tricampeão fez uma troca rápida a dez voltas do final e o inglês não
conseguiu manter a ponta diante a grande reação do piloto francês, que
conseguiu a ultrapassagem de forma heróica.
Apesar de perder a corrida de forma apertada, Wilson se mostrou satisfeito
com seu trabalho. "Foi uma corrida muito difícil por causa da chuva e
porque os pilotos estiveram muito competitivos. O segundo lugar me deixa
muito feliz”.
O piloto brasileiro Bruno Junqueira, que largou da terceira posição, logo
no inicio da prova começou a ter problemas com o seu carro que saia muito
de frente, e por um longo período da prova não conseguia marcar voltas
rápidas, e acabou por perder a terceira posição para Will Power na volta
quarenta e sete. E nessa quarta posição cruzou a linha de chegada, o que,
considerados os resultados dos demais pilotos que brigavam pela quarta a
oitava posições no campeonato, deixou-lhe com o quinto lugar.
"Tivemos uma corrida muito difícil, não era como eu esperava, já que
durante todo o final de semana conseguimos ser sempre rápidos, mas hoje o
rendimento do carro caiu muito já nas primeiras voltas, saindo muito de
frente, eu realmente não consegui manter o ritmo dos líderes, e com o Will
Power vindo muito rapidamente acabei não conseguindo manter aquele
terceiro lugar. Mas estou contente por termos terminado o campeonato entre
os cinco primeiros depois de um ano de tantos incidentes, olhando para a
primeira metade da temporada em que não aparecia entre os 10 primeiros,
acho que conseguimos uma boa superação. Fico triste por não ter alcançado
nenhuma vitória nessa temporada, como em todas as outras que aqui na Champ
Car disputei, mas já estou olhando para o próximo ano, quando novamente
espero estar dentre os pilotos que brigam pelo título" finalizou
Junqueira.
Com problemas de equilíbrio no seu carro, o brasileiro Antonio Pizzonia
terminou na 12ª posição. O piloto chegou a andar em oitavo e poderia ter
se beneficiado de uma bandeira amarela no final da prova, mas ela não
aconteceu. "Foi uma corrida difícil. Sofremos todo o fim de semana com o
equilíbrio do carro, mas quando começou a corrida, ele estava
completamente o oposto de antes. Isso foi muito estranho, porque não
fizemos nenhuma mudança no carro para ele ficar diferente. Todo este fim
de semana foi um desapontamento. A equipe Rocketsports esperava terminar
melhor esta temporada, mas não deu. É uma pena porque a equipe e nosso
patrocinador mereciam algo melhor".
Adeus, Lola
A corrida de Champ Car de Cidade do México marcou também a despedida da
Lola da Champ Car, uma vez que o chassi B02/00 será substituído pelo novo
Panoz DP01 em 2007.
A Lola está presente nas provas norte-americanas desde 1965, tendo o
chassi Lola T90 conquistado o triunfo na Indy 500 em 1966, com Graham
Hill. Quando a Cart passou a organizar a Champ Car, os Lola também estavam
presentes, embora na época fossem modelos antiquados e pouco competitivos.
Tudo mudou em 1983, quando a marca de Brackley apresentou o T900. Carl
Haas, importador da Lola nos Estados Unidos, criou a equipe Newman Haas
com o propósito de promover o novo chassi, e conseguiu duas vitórias logo
no ano de estréia, em Elkhart Lake e Las Vegas. Os clientes ficaram
convencidos quando Mario Andretti ganhou o título em 1984, e a partir daí
a Lola foi gradualmente ocupando o lugar da March como principal
fornecedora de chassis.
Mas nem tudo foram rosas. Entre 1997 e 1999, a Lola não conseguiu
conquistar nenhuma vitória na Champ Car, devido à incursão da Reynard e da
Swift, mas a falência da primeira e o abandono da última permitiram à Lola
recuperar terreno e regressar às vitórias, passando a ser fornecedora
exclusiva da Champ Car em 2005. Até o final de 2006, a Lola conquistou 176
vitórias em provas da Champ Car, posicionando-se no topo das estatísticas
de vitórias.
Presidente da Rusport
critica manobra de Bourdais
O presidente da Rusport, Jeremy Dale, criticou a manobra de Sebastien
Bourdais, da Newman Haas. Para o dirigente, não foi legítima a forma como
o francês superou seu piloto, Justin Wilson, na última volta da etapa da
Cidade do México. "A corrida era de Justin, sem dúvidas. A ultrapassagem
que Sebastien fez na última volta não foi legítima. Foi uma tentativa
desesperada e não é isso que você espera de um tricampeão. Justin, sendo
um cavalheiro, aceitou a segunda posição", disse.
Por outro lado, Wilson preferiu não criticar seu adversário. "As últimas
três voltas foram realmente tensas. No final, escorreguei na curva quatro
e o Sebastien partiu para cima na curva cinco", afirmou o piloto inglês,
vice-campeão de 2006.
Wilson diz que sentiu
dores durante a corrida
Uma lesão no pulso não impediu Justin Wilson, da Rusport, de conquistar
uma boa posição na etapa da Cidade do México da Champ Car, a última do
ano. Porém, o inglês confessou que foi atrapalhado pelo problema a partir
da metade da corrida . Mesmo assim, quase foi o vencedor: foi ultrapassado
pelo campeão de 2006, Sebastien Bourdais, da Newman Haas, na última volta.
"Não estava tão ruim até a metade da corrida. Ficava pior a cada volta e a
cada mudança de marcha para baixo. Enfrentamos dificuldades com nossos
pneus para pista molhada nas últimas cinco voltas na medida em que secava
e pude ver Sebastien se aproximar. O carro começou a escorregar demais, e
eu estava tentando controlá-lo. Infelizmente, na última volta, escorreguei
na curva quatro e o Sebastien partiu para cima na curva cinco", disse.
Wilson terminou a prova na mesma colocação em que terminou o campeonato:
na segunda. O inglês fez um balanço positivo de sua temporada e espera ser
campeão em 2007. "Terminamos em terceiro no ano passado, em segundo neste
ano, então queremos que essa tendência continue", afirmou.
ACELERADAS
A equipe Rusport foi
vendida a Dan Pettit, que era sócio da PKV. Segundo o fundador, Carl
Russo, o negócio teve de ser fechado porque, para ser campeão, o time
precisa de uma pessoa que possa se dedicar mais a ele. "A Rusport foi a
terceira colocada em 2005, segunda em 2006, mas precisávamos de alguém que
pudesse levá-la ao próximo nível. Nessa situação, essa pessoa não poderia
ser eu. Então, tomei uma decisão”, disse o ex-dono da Rusport. Carl Russo
pretende dedicar-se exclusivamente à sua empresa, a Calix. Porém, não
descarta um retorno à categoria. "Jerry Forsythe deixou o automobilismo
para dar atenção a seu outro negócio antes de voltar", lembrou Russo.
Cristiano da Matta já
está praticamente recuperado do acidente que sofreu em Elkhart Lake em
agosto. O brasileiro escreveu uma mensagem em seu site. Nela, o piloto,
que está em Belo Horizonte, diz que está levando uma vida normal e que
está feliz. "Gostaria de agradecer a Deus e a todos pelo pensamento
positivo e apoio dado a mim neste momento difícil. O resultado desta
corrente positiva é que eu estou praticamente saudável, levando uma vida
normal e focado em minha recuperação todo o tempo. Graças à fisioterapia,
já recuperei totalmente o movimento do meu ombro, porém ainda preciso
trabalhar um pouco mais na força. Minhas fisioterapeutas e meus médicos
estão bastante satisfeitos com a velocidade da minha recuperação. Estou
muito feliz por já estar apto a fazer todas as coisas que me divertem,
como tocar guitarra, andar de bicicleta no rolo, correr a pé e aproveitar
todo esse tempo em Belo Horizonte com minha família, amigos e namorada",
escreveu Da Matta. Entretanto, o brasileiro prefere não pensar em corridas
agora. Antes disso, quer recuperar-se totalmente. "Fiz uma promessa: não
quero pensar em corridas novamente antes de estar totalmente recuperado.
Não estou podendo cumpri-la agora, é claro, mas estou tentando permanecer
longe delas", disse.
Paul Stoddart será
chefe de equipe da Champ Car em 2007. O australiano, que comandou a
Minardi na Fórmula 1 entre 2001 e 2005, transformará a CTE HVM na chamada
Minardi Team USA. Os pilotos ainda não foram confirmados, mas há a
possibilidade de o time contar com três ou quatro carros na próxima
temporada. No anúncio, Stoddart contou que, após a venda da Minardi para a
Red Bull, decidiu considerar algumas opções e chegou à conclusão de que a
Champ Car é a melhor opção de investimento. "Em termos de estrutura da
nova organização, a HVM se tornará Minardi Team USA, e toda a gerência do
dia-a-dia continuará sob comando de Keith Wiggins (dono da HVM) e sua
equipe muito habilitada. Esse é, obviamente, um novo desafio para nós, mas
estamos muito empolgados", disse Stoddart. "É um empolgante progresso para
nossa companhia, que nos permitirá levá-la ao próximo nível", afirmou
Wiggins.
A Champ Car irá adotar um novo sistema de largada na próxima temporada,
igual o utilizado na Fórmula 1 . Os carros partirão parados, logo após de
apagarem as luzes vermelhas, já tradicionais na categoria máxima do
automobilismo. Até a última temporada, a categoria utilizava o sistema de
largada lançada, assim como em várias categorias, como o kart, a Nascar e
a IRL. Os carros faziam a volta de apresentação e, próximos da reta
principal, ficavam lado a lado, em movimento, até o diretor de prova
agitar a bandeira verde. A medida visa diminuir os acidentes nas primeiras
curvas e pode dar mais emoção as largadas, já que os carros da Champ Car
não contam com o controle de tração.
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