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12ª etapa - GP de Elkhart Lake
Em Elkhart Lake, Allmendinger
vence. Legge bate forte
A prova foi
marcada por um forte acidente de Katherine Legge, da PKV que perdeu o
aerofólio traseiro a 260 km/h
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Allmendinger conquista
etapa de Elkhart Lake: título segue sem dono. |
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A vitória do
norte-americano A.J. Allmendinger (Forsythe) no GP de Elkhart Lake adiou a
comemoração do terceiro título de Sebastien Bourdais (Newman Haas). Mais
do que isso, Allmendinger quebrou um tabu que perdurava desde 1996, último
ano que contou com a vitória de um norte-americano em Elkhart Lake, no
caso, Michael Andretti. O brasileiro Bruno Junqueira (Newman Haas) foi o
segundo, mostrando excelente poder de reação após se envolver em um
acidente na primeira volta. Já o francês Sebastien Bourdais foi o terceiro
e chegou a 338 pontos no campeonato, contra 280 de Allmendinger. Restam
duas corridas para o fim de disputa - Surfer's Paradise, na Austrália, e
Cidade do México. Para que o francês seja campeão na próxima etapa em
Surfer's Paradise, basta que ele consiga pelo menos a nona posição nessa
corrida.
"As duas últimas voltas foram provavelmente as mais difíceis que já tive
na Champ Car, tive de segurar pilotos que estavam muito mais rápidos do
que eu. Será difícil conquistar o título. Ele (Bourdais) irá precisar de
muito azar. Temos que tentar vencer as duas últimas corridas, ao menos
tentar batê-lo no maior número de vitórias na temporada. Se vencermos uma
corrida, marcamos mais pontos. Tudo que temos que fazer é nos preocuparmos
com a gente. Todo o resto está fora de nosso alcance", disse Allmendinger.
Após largar em quinto, Allmendinger, completou as 51 voltas do traçado de
6,500 km em 2h36min44s637, a uma velocidade média de 127,180 km/h, para
obter sua quinta vitória nessa temporada. Na segunda posição chegou o
brasileiro Bruno Junqueira, que cruzou a linha de chegada a 0s674 do
vencedor, enquanto Sebastien Bourdais terminou em terceiro, a 0s988, e o
espanhol Oriol Servia (PKV) foi o quarto, a 2s637.
Em seguida, vieram o inglês Justin Wilson (Rusport), o novato inglês Dan
Clarke (CTE HVM), que saiu na pole, o holandês Charles Zwolsman
(Conquest), o canadense Andrew Ranger (Conquest), o belga Jan Heylen (Dale
Coyne) e o canadense Paul Tracy (Forsythe) completaram a lista dos 10
primeiros.
A corrida foi cheia de incidentes e bandeiras amarelas, chegando a ser
paralisada por cerca de 40 minutos depois que novata Katherine Legge (PKV)
protagonizou um forte acidente quando seu carro perdeu uma das asas do
aerofólio traseiro, fazendo com que ela se chocasse contra o muro em alta
velocidade, a piloto girou, bateu a parte traseira e rodou no ar,
espalhando partes do carro pela pista, provocando a bandeira vermelha.
Legge não se machucou seriamente.
Bruno Junqueira voltou a ter um bom desempenho, repetindo o segundo lugar
de Denver e Cleveland. O piloto até tentou pressionar Allmendinger nas
voltas finais, mas não conseguiu tomar-lhe a primeira posição. "Estou
muito feliz pelo resultado, que confirma meu bom desempenho nessa pista,
talvez a mais difícil e desafiadora do calendário. Claro que é frustrante
não voltar ao alto do pódio depois de ocupar a liderança, especialmente
porque gostaria de oferecer a vitória ao Cristiano (da Matta), mas levando
em conta que larguei em décimo e o problema na primeira volta, só posso
comemorar", comentou Junqueira, referindo-se ao amigo que sofreu um grave
acidente nesse mesmo circuito, em treinos extra-oficiais no início de
agosto. Cristiano, através de uma mensagem grava em vídeo, deu a
tradicional ordem de largada.
Para o mexicano Mario Dominguez, em sua estréia pela Rocketsports, foi
difícil encontrar um bom equilíbrio para tornar o carro competitivo, e
depois de largar em décimo quinto, terminou a prova apenas na 12ª posição.
“Sofri durante a corrida para encontrar o equilíbrio apropriado no carro,
mas não consegui e não fui rápido”. Dominguez, que conta com um pódio em
2006, começou a temporada na Forsythe, depois correu sete provas pela Dale
Coyne e concluirá o ano com três corridas pela Rocketsports.
Bruno Junqueira
comemora bom desempenho
Pouco mais de meio segundo separou o mineiro Bruno Junqueira do que seria
sua terceira vitória nas cinco últimas edições do GP de Elkhart Lake. Em
uma corrida com tempo bom, como queria o piloto da Newman Haas, mas
marcada por vários acidentes – o mais grave, com a inglesa Katherine Legge
(PKV), chegou a interromper a corrida por 41 minutos, Bruno recebeu a
bandeirada em segundo, atrás apenas do norte-americano A.J. Allmendinger,
da Forsythe e, como largou em décimo, prejudicado pela chuva nos treinos,
comemorou o bom desempenho, mantendo o ótimo retrospecto no desafiador
traçado de Wisconsin (além de vencer em 2001 – pela primeira vez na
categoria – e 2003, foi terceiro em 2004, largando duas vezes da pole).
Um problema na largada quase estragou sua tentativa de recuperação. Bruno
foi encurralado na primeira curva pelo australiano Will Power (Team
Australia) e, com lateral direita de seu carro avariada, foi obrigado a
parar nos boxes já na primeira das 51 voltas, caindo para último. Com um
ritmo agressivo, ele já aparecia entre os 12 primeiros na 14ª volta,
quando foi obrigado a antecipar sua primeira parada para reabastecimento e
troca de pneus, já que um de seus pneus apresentava bolhas, que limitavam
seu rendimento.
O que se viu daí em diante foi uma estratégia diferente de Bruno, que
acabou premiada na 26ª passagem. O piloto da Newman Haas havia acabado de
fazer o segundo reabastecimento quando uma bandeira amarela provocada pelo
estreante uruguaio Juan Caceres (Dale Coyne) levou os líderes aos boxes e
permitiu ao mineiro assumir a ponta. Ele ocupou o primeiro lugar da 29ª à
42ª volta, quando fez seu último pit, e acabou superado pelo trabalho da
Forsythe, de Allmendinger. Com um acerto perfeito, ele se preparava para
brigar pela vitória nas últimas voltas, quando o forte acidente de Legge
no veloz trecho conhecido como "Kink" levou a direção de prova a mostrar a
bandeira vermelha. Na volta à pista, foram apenas duas voltas, pouco para
conseguir um ataque bem-sucedido. O pódio fez, no entanto, com que Bruno
saltasse para a sexta posição na classificação geral, a apenas sete pontos
do canadense Paul Tracy, que é o quarto. O próximo desafio da Champ Car é
outra corrida já vencida por Bruno – o GP de Surfer's Paradise, na
Austrália, em 22 de outubro – o piloto da Newman-Haas foi o melhor na
edição de 2004.
Após batida
impressionante, Legge faz piada
Katherine Legge sofreu
o mais espetacular acidente da Champ Car em 2006. Em Elkhart Lake — mesmo
circuito em que Cristiano da Matta atingiu um cervo e teve de ficar 50
dias no hospital —, a inglesa foi vítima de um problema no aerofólio e
despedaçou seu carro, a cerca de 260 km/h contra o muro de proteção.
Mais impressionante do que as imagens, que remetem a acidentes fatais da
categoria, como os de Jeff Krosnoff e Greg Moore, foi o fato de a piloto
deixar os destroços sem ferimentos graves — apenas mancava em decorrência
de uma contusão em um dos joelhos.
Com a autoridade de quem sobrevive a uma colisão deste porte para contar a
história, a britânica conseguiu fazer troça da situação e já fala em
voltar às pistas o mais rápido possível. Antes de ler as animadas
declarações da moçoila.
"Estou um pouco confusa, mas tudo bem. Não sofri fraturas e isso mostra o
quanto os carros da categoria são seguros. Foi um impacto muito forte, mas
espero estar em condições de disputar a próxima etapa, em Surfer’s
Paradise", disse, logo que foi liberada pelos médicos.
"Não acho que seja possível o piloto saber o que acontece em uma situação
como esta. De repente, o carro ficou mais rápido e bateu no muro. Aí vi o
chão e o cockpit estava todo sujo... depois vi a cerca. Sinceramente, só
dá para pensar no que vem depois", contou Legge, que assistiu às cenas —
mesmo que parcialmente — do pior ângulo possível.
"Acho que vi pedaços de carro por todos os lados. O que mais pensava era
no perigo de um incêndio naquela hora. Quando vi o motor se desprendendo,
pensei ‘que bom’. Fiquei com os olhos fechados na maior parte do tempo,
mas a sensação é assustadora."
Bem-humorada, a piloto lamentou ter sofrido o acidente naquela que
considerava sua "melhor corrida no ano". De fato, Katherine ocupava a
sexta posição, o que seria seu resultado mais expressivo na categoria.
Outro fator de preocupação, levantado em tom de brincadeira, foi com o mau
"aspecto estético" do ferimento que sofreu.
"O único problema que tenho agora é que
bati o joelho contra o painel e ele ficou machucado. Não vai combinar
muito bem com o meu vestido no jantar", brincou.
Bourdais decepcionado
com o desinteresse da F-1
O francês Sebastien Bourdais, que está se aproximando de seu terceiro
título consecutivo na Champ Car, admitiu que, apesar de estar surpreso com
a falta de interesse das equipes de Fórmula 1 em seus serviços, ainda não
desistiu inteiramente de correr na categoria.
“Eles não dão muito crédito ao que eu alcancei aqui, o que é meu maior
problema”, declarou ele. “E realmente não importa se estão certos ou
errados. É simplesmente um fato”.
Acredita-se que o caminho natural para a entrada de Bourdais na Fórmula 1
seria a Renault, mas há rumores de um desentendimento com o chefe da
equipe, Flavio Briatore, o que certamente não vai ajudar. Entretanto, de
acordo com Bourdais, outras ofertas foram feitas, mesmo não sendo nada
sólido e certamente não de equipes que o fizessem considerar seriamente a
possibilidade de deixar a Champ Car.
“Não posso jogar fora tudo o que venho construindo nos últimos três anos
por um ‘talvez’”, disse ele. O francês também recebeu ofertas para ser
piloto de testes, mas sem nenhuma garantia de correr. “Ok, mas garantam
alguma coisa. Senão, do que estamos falando? É uma via de mão única”.
“Estou confortável aqui. Sinto-me bem. E sim, quero tentar a Fórmula 1,
mas não posso arriscar tudo. Então, é apenas uma situação triste onde não
posso fazer isso. As pessoas dizem, ‘você tem de se comprometer’, e eu
respondo, ‘bem, vocês simplesmente não me dão escolha’”.
Bourdais afirmou ter se oferecido para testar por algumas equipes de
Fórmula 1 enquanto continua correndo na Champ Car, mas elas não estão
interessadas, exigindo comprometimento total com a Fórmula 1.
“Eles querem que você esteja 100 por cento comprometido com o programa
deles, e é algo que eu não posso fazer. Então, até que mudem de idéia ou
algo aconteça, não é muito realista”. Entretanto, ele acrescentou: “Quanto
mais perto dos 30 anos você chega, menos chances você tem”.
Perguntado se, caso um convite da Fórmula 1 não aparecer, ele ficaria
feliz em permanecer na Champ Car, Bourdais respondeu: “Com certeza. É uma
categoria profissional, tem uma ótima organização e piloto carros muito
rápidos. Estou me divertindo muito”.
Quinto lugar tira
Wilson da briga pelo título
O inglês Justin Wilson (Rusport) terminou em quinto o GP de Elkhart Lake.
"Foi decepcionante porque a equipe trabalhou muito
durante o fim de semana. Os mecânicos fizeram um ótimo trabalho em todos
os nossos pit stops, principalmente no primeiro, onde saímos à frente do
Sebastien (Bourdais) e do A.J. (Allmendinger). O carro estava bom durante
a primeira metade da corrida, mas não tão bom na segunda metarde. Esta é
uma pista rápida e muito competitiva e, se as coisas saem perfeitas, se
torna um longo dia. Estou muito feliz pela Katherine (Legge) estar bem
após sua batida, que foi um momento assustador em um dia movimentado. Como
resultado de corrida, estamos desapontados, mas voltaremos logo ao
trabalho para estarmos prontos para a Austrália", comentou o piloto.
Esta foi a nona vez que Wilson terminou entre os cinco primeiros, mas o
resultado o tirou da disputa pelo título da Champ Car, agora apenas entre
Bourdais e Allmendinger.
Cristiano da Matta recebe alta do
hospital
O brasileiro Cristiano da Matta já pode voltar para sua
casa, em Miami, nos Estados Unidos, após receber a liberação dos médicos.
Ele já tinha saído do hospital duas vezes, para almoçar e jantar com a
família, que o está acompanhando. Vestindo uma camisa com o número 33 (fez
aniversário no último dia 19 de setembro e completou 33 anos), Da Matta
cumprimentou todos os visitantes, chamando-os pelo nome, tocou guitarra
enquanto abraçava sua namorada Vanessa. Ele gravou também a mensagem que
abriu o GP de Elkhart Lake. Além disso, Cristiano atendeu a três ligações
em seu celular, e falou em inglês, português e espanhol em cada uma delas.
O brasileiro ficou com uma grande cicatriz na cabeça após as operações que
salvaram sua vida, após o acidente do dia 3 de agosto. Cristiano ficou
ainda mais magro e sai do hospital com 53 quilos, sete a menos de quando
estava em atividade. Ele já está andando sem ajuda e identifica todos os
parentes e amigos. Gustavo, seu irmão, comemorou bastante sua recuperação.
"O Cristiano recebeu autorização para sair do hospital. Ele foi almoçar em
um restaurante chinês com a família e os amigos e deu tudo certo. À noite,
fomos a uma casa de carnes e ele comeu muito. Realmente está pronto para
voltar para casa e dar continuidade ao processo de recuperação – afirma,
no site oficial do piloto. De acordo com os amigos que o visitaram após as
cirurgias, Da Matta não perdeu seu senso de humor e sua personalidade
continua intacta. As únicas seqüelas, por enquanto, são a perda da memória
recente e o peso reduzido. Mas as piadas já voltaram. "Temos que agradecer
muito por receber nosso filho de volta. Ele esteve seriamente machucado e
chegou muito perto de morrer. Quando o Cristiano começou a melhorar e
acordar, rezei bastante para ele ser normal de novo. Mas isso é
maravilhoso! Recebemos o velho Cristiano de volta. Os médicos o chamam de
"um milagre ambulante" – comemora Toninho da Matta, seu pai.
ACELERADAS
A Champ Car teve um colorido
diferente em Elkhart Lake. A inglesa Katherine Legge vai pilotou um carro
cor-de-rosa da equipe PKV na corrida. Tudo para ajudar na cura do câncer
de mama, em uma iniciativa da Ford, fornecedora de motores da categoria.
Não é a primeira vez que um carro rosa aparece no automobilismo
norte-americano. Dale Earnhardt usou a cor no início de sua carreira na
Nascar. Shirley "Cha-Cha" Muldowney, estrela do dragster, consagrou-se
após conquistar títulos com um veículo rosa. "É uma honra para mim
contribuir com uma causa nobre como esta. Eu e a equipe nos sentimos
privilegiados por participar da campanha para a cura do câncer de mama e
esperamos que esta atitude faça a diferença – afirma Legge. Após a
corrida, Legge fez doação do seu macacão, sapatilhas, luvas e o capacete
especialmente desenhado para um leilão de caridade. Todos os itens usados
pela equipe PKV neste carro foram doados pelos patrocinadores.
Ainda não é oficial,
mas parece que o australiano Ryan Briscoe foi o escolhido pela Rusport
para substituir o brasileiro Cristiano da Matta nas duas últimas etapas da
temporada. Além de ter sido o mais rápido nos testes feitos em Sebring,
pesa o fato de uma dessas corridas acontecer na Austrália, o que aumentará
o interesse local pelo evento.
A decisão está com A.J.
Allmendinger. Considerado o melhor piloto norte-americano a aparecer na
Champ Car nos últimos anos, ele está com a faca e o queijo na mão. De olho
na Nascar, o piloto recebeu uma proposta para assinar um contrato de cinco
anos com a Forsythe. Uma nova reunião acontecerá antes da etapa
australiana e Gerald Forsythe pretende definir essa decisão até a corrida.
A crise financeira enfrentada
pela Ford faz com que a empresa comece a cortar custos. A montadora não
vai mais patrocinar as três etapas que a Champ Car realiza no Canadá. Essa
é a segunda notícia ruim principalmente para os promotores da prova em
Toronto, já que no mês passado a Molson encerrou uma parceria de 22 anos.
Os conselheiros de Las Vegas
votaram favoravelmente para a realização de uma etapa da Champ Car pelas
ruas do centro da cidade em abril, abrindo a temporada da categoria em
2007. Será construído um traçado de 3,800 km e a prefeitura local espera
uma movimentação financeira na casa de US$ 75 milhões durante os três dias
de evento.
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