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Foram
tantas vezes que morri Com
a alma inundada
Num
oceano de lágrimas Dilacerada
em amarguras Pensei
que havia superado Pois
tu havias me tornado Uma
nova mulher! Tudo
que era um sonho bonito Em
sombras se transformou Apagando
luzes de estrelas E,
no meu céu o caos se formou. Uma
força indescritível Amparou-me
em seus braços Antes
que ao solo chegasse, Um
corpo esmorecido, cansado. Dos
enganos e vicissitudes O
aconchego revigorou Minhas
forças vitalizaram Ao
recobrar os sentidos. Vi
um rosto brando Resplandecente
de amor De
sorriso perfumado, No
aroma da mais rica flor, Sua
tez reluzindo em luzes, De
olhos com brilhos de sóis Perguntei-lhe: Quem
és tu? Num
sorriso doce respondeu: Sou
tua mãe verdadeira E também mãe de Jesus.
Ana Maria Passos
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