O Incrível Hulk
(The Incredible Hulk)

 

Direção: Louis Leterrier
Elenco: Edward Norton, Liev Tayler, William Hurt, Tim Roth.
Ano: 2008

Roteiro: Zack Penn e Edward Norton

 

 

Quando anunciaram a produção de um novo filme baseado no personagem Hulk, muitos fãs ficaram de cabelo em pé, pois o lamentável “Hulk” de Ang Lee ainda estava na memória de muita gente... Porém, o que Louis Leterrier conseguiu realizar é muito melhor do que Ang Lee podia supôr: é uma aventura de primeira!
Para evitar comparações com o filme de Lee, durante os créditos iniciais vemos Bruce Banner (Edward Norton, O Despertar de uma Paixão) se submetendo as radiações gama, a explosão do laboratório, Betty Ross (Liv Tayler) ferida e seu pai, o General Ross (William Hurt) iniciando uma caçada atrás da “propriedade do exército”! Logo depois, já vemos Bruce vivendo na Favela da Rocinha (as gravações ocorreram no local, com a equipe de atores/técnicos presentes, sob a guarda do BOPE) e há mais de 100 dias sem incidentes. Porém, após um incidente de baixa proporção (mais uma ponta do mestre Stan Lee), o General Ross e sua equipe, liderada por Emil Blonsky (Tim Roth, de “Planeta dos Macacos”) partem para o Brasil, à caça do cientista desertor. Começa uma verdadeira correria pelo Morro até o ápice numa fábrica, onde a equipe se depara pela primeira vez com o Gigante Esmeralda. Incrível!
Já nos Estados Unidos, Bruce reencontra Betty e partem para tentar achar uma cura para sua doença, algo que o faça se livrar do mal que o aflige. Mas eles não contavam que o General iria atacar com força total, transformando o louco Blonsky em um mostro, o Abominável, o qual não obedece ninguém e só alguém como Hulk pode enfrentá-lo!
O que dá também uma magia especial ao filme é a música tema da série, o lado solitário de Banner (a cara de dó de Norton tá excelente), a participação do Hulk da TV, Lou Ferrigno, numa ponta digna de nota (principalmente pelo olhar arregalado de Norton quando Ferrigno se levanta, aparentando se “assustar” com o tamanho dele), o momento da compra de uma nova calça e a importância do tamanho, além da pitada certa de bom humor (a cena onde Bruce diz a Betty que conhece métodos para acalmar a raiva é hilária, bem como quando ele diz a ela que eles não podem ter nada “sério”), entre outros momentos, dão ao filme a importância que ele merece no imaginário não só do fã do Hulk dos gibis, mas também ao da TV, apagando qualquer lembrança que a primeira incursão na telona deixou.

Para os fãs dos quadrinhos, tá tudo no filme: a menção a Nick Fury e a SHIELD, as Indústrias Stark (afinal, o projeto do super-soldado era da empresa junto com o exército) e as cenas finais, envolvendo Banner e seu alter ego, e a conversa entre o General e Tony Stark (participação especialíssima de Robert Downey Jr. informando sobre a formação de uma “equipe”, a solução do problema Hulk, pós revelação do Homem de Ferro). Agora, como um estúdio independente, a Marvel vai com tudo pra cima com o que melhor tem: a imaginação dos gibis transportada (com qualidade) para as telas do cinema! Que venham as continuações e “Thor”, “Capitão América”, “Os Vingadores”... Imperdível!!!

 

Hosted by www.Geocities.ws

1